Filmes Ruins, Árabes Malvados – Como Hollywood Vilificou um Povo


Reel Bad Arabs
60 min, documentário, cores, Estados Unidos, DVD
Inglês com legendas em português
Direção: Sut Jhally
Baseado no livro Reel Bad Arabs, de Jack Shaheen
Apresentado por Dr. Jack Shaheen

Documentário que expõe de maneira detalhada como o cinema de Hollywood, desde o início da sua história até os mais recentes blockbusters, mostrou os árabes de forma distorcida e preconceituosa. O filme tem como apresentador o aclamado autor do livro “Reel Bad Arabs”, Dr. Jack Shaheen, Professor da Universidade de Illinois e estudioso do assunto. O filme faz uma análise, baseado em uma longa lista de imagens de filmes, de como os árabes são apresentados como beduínos bandidos, mulheres submissas, homens violentos, sheiks sinistros ou idiotas perdulários, ou ainda como terroristas armados e prestes a explodir pessoas e lugares. Uma maneira brilhante de mostrar em uma narrativa bem construída, como as imagens contribuíram e contribuem para formar os estereótipos em torno dos árabes, suas origens e sua cultura. Para escrever o livro, o autor analisou mais de 900 filmes, o que possibilitou formar esta contra-narrativa, reforçando a necessidade de mostrar a realidade e a riqueza da Cultura e da História Árabes. O filme foi exibido em diversos festivais nos EUA, Europa e Mundo Árabe e recebeu o apoio do Comite Anti-Discrimição dos Árabes Americanos.

Masmorracast # 08 Filmes B…de Bom!

FILME TRASH = FILME LIXO?
Muita gente não entende o que é filme trash e, por isso, tem um preconceito enorme quando ouve alguém falar sobre eles. Acham que esse tipo de filme é um verdadeiro lixo, como apenas sugere a tradução literal da palavra “trash”. Vamos tentar compreender juntos o que “filme trash” quer dizer.

Primeiro, a definição de filme trash é bem discutível. Geralmente esse termo é associado a filmes de terror ou de suspense mal feitos. Na verdade, um filme trash é a estética apresentada pelo longa, pois este se utiliza de materiais e recursos de baixo custo. Pensando assim, qualquer estilo de filme pode seguir uma estética trash, seja ele de terror, suspense, aventura ou drama. Basicamente, é isso.
O primeiro filme dirigido por Peter Jackson, que ficou extremamente famoso e rico pela quase perfeita adaptação da história até então inadaptável para o cinema de “O Senhor dos Anéis”, foi um filme trash. “Trash – Náusea Total” começou a ser filmado em 1983, demorando quatro anos para ser concretizado. Era para ser um curta de 15 minutos, mas se estendeu até os 92, obviamente se tornando um longa metragem. A equipe técnica do filme era composta por Jackson e seus amigos, que trabalhavam no filme nos fins de semana. Muitos o consideram o “Cidadão Kane” dos trash films. Conta a história de uma cidadezinha de interior que foi escolhida por alienígenas para ser um campo de abate, de onde as carnes humanas provenientes abasteciam uma rede intergaláctica de fast food.

Não indo para muito longe, aqui no Brasil mesmo, temos um cineasta muito famoso no mundo todo por seus filmes trash. Estou falando de José Mojica Marins. Não sabe quem é? E seu eu lhe disser “Zé do Caixão”? Aí com certeza você já ouviu falar! Pois é… Para vocês terem uma ideia, seu último filme, “Encarnação do Demônio”, fez muito sucesso aqui e lá fora. Teve um orçamento estimado em um milhão de reais e, sinceramente, foi o mais bem produzido trash movie que já vi em toda a minha vida de cinéfilo.
Fonte : cinefilodeplantao.wordpress.com

Neste podcast B,conversamos um pouco sobre cinema B,e como diretores,e atores conceituados já trabalharam com poucos recursos, mas muita imaginação! BBBBBBBBBB Porra!
Participaram Angélica HellishMarcos NoriegaTiago Santana – Comunidade Cinema Hell no Orkut e Daniel Ruiz nosso amigo e colaborador.

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É o cão … Uma análise sobre a relação das obras cinematográficas e o capeta.

Por André Lipe

Desde as primeiras narrativas da história da humanidade o fétido perfume exalado pelas flores que brotam a beira do abismo fascina, e com o domínio do cristianismo no mundo ocidental moderno passou a ser representado pela Estrela da Manhã ou o anjo rebelde entre as hostes celestiais, Lúcifer, ou para os menos poéticos, o Satanás, o rabudo, o chifrudo, etc.

Haxan – Benjamim Chistensem (1922)

No cinema não foi diferente e desde seus primórdios já havia obras retratando esta sombra do deus convencionado. Haxan (1922), do diretor dinamarquês Benjamin Christensen já se utilizava de cenas de tortura para apresentar a história da feitiçaria através dos tempos, numa mistura de documentário e ficção que posteriormente ganhou uma narração de Willian Burroughs; e até diretores como o pai da montagem clássica do cinema, David W.Griffith e o dinamarquês considerado o criador do primeiríssimo plano Carl Dreyer já mostravam o demônio tentando o homem no decorrer da civilização (em Intolerance-1916 e Blade af Satans Bog-1921, respectivamente).

Intolerance – David W.Griffith (1916)

A Alemanha, que assombrava o mundo com filmes influenciados pelo expressionismo nos brindava com obras como Fausto (Faust-1926) de F.W.Murnau, adaptação de Goethe onde um velho vende a alma a um demônio e é seduzido pelo poder e O Gólem (Der Golem-1920) de Paul Wegener e Carl Boese, retratando a comunidade judaica que invoca com sua magia um guardião das trevas para protegê-los da opressão.
Mas o infernal sucesso do pai dos malditos nas telas sem dúvida se deu com O Exorcista (The Exorcist – 1973) de William Friedkin, seu precedente O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby – 1968) de Roman Polanski e seu sucessor A Profecia (The Omen – 1976) de Richard Donner, até hoje os maiores clássicos do gênero.


Faust – F.W. Murnau (1926)

Porém, falar destas obras é ser repetitivo, citamo-las por não ter como omiti-las; queremos tratar aqui das obras que ficaram trancafiadas nas masmorras dos gostos vigentes pelo teor agressivo ou até mesmo ridículo que apresentam. Ainda na década de 1970 temos duas jóias: O Anticristo (L’Anticristo-1974) de Alberto de Martino e Alucarda (1978) de Juan Lopez Moctezuma.


Alucarda – Juan Lopez Moctezuma (1978)

O primeiro é uma produção italiana bastante densa que retrata a história da filha paralítica de um influente personagem do Vaticano que é possuída pelo demônio e o segundo se tornou um cult por sua fotografia colorida como num conto de fadas, interpretações femininas histéricas e personagens pra lá de bizarros.
O cineasta espanhol Jess Franco (tio Jess, para os íntimos), que fora assistente de Orson Welles e que mais adaptou obras do Marques de Sade para o cinema, enveredou pelos campos do satanismo em muitas produções onde uma se destaca (dentre várias, repito, já que ele realizou mais de 130 filmes) pelo primor técnico e transgressão do tema: é Love Letters of a Portuguese Nun (1976), onde uma inocente jovem descobrindo sua sexualidade é surpreendida por um padre e levada a um convento onde se praticam rituais satânicos, sendo o próprio padre um satanista; é um exemplo clássico de nun-exploitation, gênero que pariu muitas obras nos anos de 1970 e que tem como ambiente da trama conventos (seria necessário um texto somente para enumerar as várias obras e diretores deste subgênero).


Love Letters of a Portuguese Nun – Jess Franco (1976)

O próprio José Mojica realizou um filme interessantíssimo sobre o tema da possessão com Exorcismo Negro (1974), com sua característica meta-linguagem e a brasilidade com que trata seus filmes terceiro-mundistas.
O Cão, como não poderia deixar de ser, enveredou também pelo erotismo, por exemplo, com o estranhíssimo Sacrilege (1971) de Ray Dennis Steckler, onde uma sacerdotisa do mal seduz um rapaz e o tosco Malabimba (1979), do não menos tosco Andréa Bianchi, onde há cenas de sexo explícito.
E por falar em pornografia, não podemos deixar de registrar O Diabo na Carne de Miss Jones (The Devil in Miss Jones-1972) de Gerard Damiano, sobre uma virgem que corta os pulsos e é recebida no inferno, onde recebe a sua iniciação sexual; até hoje é considerado um dos melhores pornôs dos anos 1970, clássico.


Malabimba – Ray Dennis Steckler (1979)

Na década de 1980 houve a grande proliferação: para iniciar, o maior clássico do gênero deste período A Morte do Demônio (Evil Dead-1983) de Sam Raimi, rompeu as barreiras do permissível e realizou um escatológico e desesperado bacanal de sangue e possessão (hoje parece até ridículo pelos fracos efeitos e exagero das maquiagens, mas na época chegou a ser proibido em vários países).


Evil Dead – Sam Raimi (1983)

Depois disso, tudo foi permitido: Demons (1985) de Lamberto Bava, e suas duas continuações, Society (1989) de Brian Yuzna, com uma seqüência final no mínimo surreal, Premutos (1997) do alemão Olaff Ittenbach, e um clássico hoje não muito lembrado, anterior ainda a Evil Dead, O Mensageiro de Satanás (Evilspeak-1982) de Eric Weston, onde no melhor estilo vingativo de Carrie, um gordinho que é zoado pelos companheiros em um colégio militar faz um pacto pelo computador e trucida seus amiguinhos dentro de uma capela.


Society – Brian Yuzna (1989)

Mas não só de vísceras e sexo viveu o chifrudo no cinema, haviam obras como Adoradores do Diabo (The Believers-1987) de J.Schlesinger, bastante influenciado pelo filme de Polanski e o clássico e surpreendente Coração Satânico (Angel Heart-1987) de Alan Parker, que se apropria de uma narrativa e fotografia noir para mostrar um elegante Lúcifer (Robert DeNiro) que vem cobrar uma dívida.
Não tão elegante, mas também bastante surpreendente e cheio de citações é Advogado do Diabo (Devil’s Advocate-1997) de Taylor Hackfort.
Também se aproximando do humor (não vou citar Todo Mundo em Pânico, Rê-Possuída ou outros pastelões que se apropriam da paródia), o diretor e animador tcheco Jan Svankmajer realizou duas obras que merecem ser lembradas por sua criatividade, sadismo e humor-negro: Faust (1994), outra adaptação de Goethe e o mais recente Insanidade (Sileni-2005), com direito a um sanatório administrado pelo Marques de Sade.


Sileni – Jan Svankmajer (2005)

Tudo dito até agora é para dar um retrospecto sobre o tema, mesmo sabendo que muitos títulos eu omiti por não lembrar.
Mas quero destacar três obras por suas inovações e até mesmo pela aura de maldita que as cercam.
A primeira é uma produção de 1965 (reparem bem, antes mesmo de Rosemary’s Baby), toda falada em esperanto, que é Incubus, de Leslie Stevens. Com uma belíssima fotografia em preto e branco, uma ambientação onírica e planos finais assustadores, ainda ficou muito conhecida e cultuada porque várias pessoas que participaram da produção morreram ou sofreram acidentes.
O filme é bem opressor e narra a história de uma jovem demônia que seduz e mata suas vítimas porém, se vê enamorada de uma dessas vítimas e decide abdicar do reino das trevas.


Incubus – Leslie Stevens (1965)

O segundo filme,Slaughtered Vomit Dolls do canadense Lúcifer Valentine 666, como se entitula esse diretor, é pérola única do cinema, o único que considero realmente blasfemo, pois ataca não a instituição igreja ou a fé de seus seguidores, mas com muita poesia gore decide ir contra o Criador, é satânica neste sentido filosófico.
A qualidade plástica, o domínio da linguagem cinematográfica, seu discurso poético, mórbido e transgressor tornam este filme único.
Numa página na internet de divulgação do filme, chegou a postar um pacto seu com o demônio.


Slaughtered Vomit Dolls – Lucifer Valentine (2006)

São duas histórias mais duas seqüências intercaladas que, sem cair no trash, conduzem-nos a imagens fortes e irreversivelmente gravadas em nossa mente, não tem misericórdia.
Se Deus representa o amor, a justiça e a caridade, esta obra é, sem dúvida a sua sombra, seu oposto.

ReGOREgitated Sacrifice – Lucifer Valentine (2008)

Este dito filme, acompanhado de sua seqüência ReGOREgitated Sacrifice (2008) tem como atriz uma jovem de sobrenome Lavey (o mesmo do líder da igreja satanista, Anton Lavey, retratado nos documentários Satanis, The Devil’s Mass e Angeli Bianchi, Angeli Neri) e é um festival de atrocidades, realizados em digital, com um tratamento de áudio cabuloso e utilizando-se de recursos de edição bastante criativos.
É isso, libertemo-nos de nossos preconceitos para apreciarmos com prazer essas transgressões que brotam à beira do abismo.

Masmorracast # 07 – Cinema Alternativo e Diversidade Sexual

Neste podcast contamos com a presença de Angélica Hellish, Marcos Noriega, Shana Shanshada , batemos um papo bem legal sobre Cinema Alternativo e comentamos sobre excelentes filmes de temática GLS.

Comentem no post do Blog ou pelo email: contato.cinemasmorra@gmail.com

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Cinema Experimental

Por André Lipe

Até hoje pouco discutido, raras vezes visto e minimamente compreendido, uma manifestação cinematográfica intitulada UNDERGROUND, que aconteceu nos Estados Unidos a partir do final da década de 1950, atravessou os conturbados anos de 1960 e viu sua decadência na década seguinte, revolucionou a produção, distribuição, exibição e crítica do cinema, com um esquema totalmente independente da grande indústria e com propostas estéticas experimentais muito diversificadas; na época não foi compreendido nem pelos intelectuais que realizavam as revoluções dos ‘cinemas novos’, que classificavam as obras provenientes deste movimento como tipicamente burguesas, já que geralmente não continham aquela afetação esquerdista e revolucionária tão presente em obras como as de Godard, Rocha, Gravas.

Porém, a revolução plástica e até mesmo de conceitos sobre o cinema propostas pelos cineastas pertencentes a este grupo, hoje com o acesso a essas obras propiciado pela rede de informação, assume um vulto significativo.
Em primeiro lugar, a diversificação de temas e formas deste movimento faz levantar a questão sobre o que homogeneizava o mesmo, e chegamos a conclusão de que, sem dúvida fora o esquema independente e marginal adotado por estes cineastas, que realizavam suas obras desde o caseiro 8mm até exibições com seis ou mais projetores, com temas que iam do homossexualismo até a mais radical anarquia, demolindo instituições e valores morais.

Vale destacar alguns cineastas, como Kenneth Anger, considerado o vovô do movimento ao lado da cineasta Maya Deren, pois começaram a realizar seus filmes ainda na década de 1940; Anger pode ser considerado como um dos precursores do vídeo-clip pois seus filmes, apesar de ter uma temática central mais definida pelo título, apresentavam um fluxo de imagens oníricas sobrepostas, personagens e cenografia pra lá de rococó transformando a experiência de assistir a suas obras um delírio psicodélico com um grau de interpretação altamente subjetivo (isto em obras como Inauguration of the Pleasure Dome (1954), Lúcifer Rising (1966) ou Invocation of my Demon Brother (1969) ; Anger também realizou, ainda na década de 40, Fireworks (1947), onde ele mesmo representa um adolescente espancado, estuprado e morto por um grupo de marinheiros, culminando com o pênis de um deles se transformando em fogo de artifício.

A experiência lisérgica, muito em voga na época com a utilização de LSD, cogumelos e peiote difundida quase como um sacramento nos meios contra-culturais, foi registrada em um realismo mágico através de obras experimentais como Peyote Queen (1965) de De Hirsch, o belíssimo Chumlum (1964) de um cineasta maldito e de poucas obras devido a sua morte precoce chamado Ron Rice, Normal Love (1963), do anárquico Jack Smith que havia feito o incômodo Flaming Creatures em 1962 onde retratava propositalmente de uma maneira tosca pessoas após uma orgia. O grande catalisador do movimento foi Jonas Mekas e sua revista Film Culture, que também fundou uma Cooperativa para a realização, distribuição e exibição destes filmes; Mekas realizou muitos ‘diários’, onde retratava de uma maneira experimental e muitas vezes caseira o cotidiano de personalidades como John Lennon, Allen Ginsberg.

As técnicas adotadas pelos cineastas eram muito amplas, como arranhar diretamente o negativo do filme, sobreposições de imagens, lentes de distorção, pintura direta sobre a película, colagens e muitas outras.
Tony Conrad radicalizou completamente com The Flicker (1965), seqüência de quadros brancos e negros que geravam um efeito estroboscópico que poderia ocasionar ataque epilético em pessoas com esta propensão; muitos anos depois, já em 2004, o cineasta Ken Jacobs, que também pertencia ao movimento na época, realizou Celestial Subway Lines, Salvaging Noise, utilizando a mesma técnica só que filmando texturas em preto e branco que variam vagarosamente sob o efeito estrobo, propiciando alucinações, já que depois de um determinado tempo ( o filme dura 68 minutos) nosso inconsciente começa a projetar imagens sobre o que vê e acreditamos de fato ter visto coisas além das texturas.

Há muitos nomes a serem citados e muitas obras a serem vistas e assimiladas, mas um cineasta que gostaria de lembrar pelo tanto que experimentou e por tornar sua própria vida motivo de um cinema não convencional é Stan Brakhage.
Além de realizador foi também um teórico: seu Metaphors on Vision, publicado em 1963 na Film Culture, é um manifesto que propõe uma reeducação do olhar e da percepção, ‘descoisificando’ objetos e cores, como se estivéssemos diante deles pela primeira vez e sem preconceitos: quantas variáveis de verde um bebê vê diante de um gramado? Em obras como Dog Star Man (1959-64), onde o filme é montado fotograma por fotograma, não buscando a ilusão do movimento, ele abdica até do som para que as imagens não nos remeta a nenhum pré-conceito, para que o som não a contextualize.
A luz captada pela lente da câmera queima o filme e quando o mesmo, em sua ruína, parte do projetor e sobre o branco da tela desfila suas sombras, essas se refletem ao expectador que aí encontra terreno fértil onde emergem memórias e percepções profundas, valores relativos a existência e a morte, numa legítima busca à Deus, livre de qualquer ideologia ou estética.
Devido a isto, segundo o cineasta, o cinema não deveria se apropriar da figuração visual, pois a mesma implicaria em uma narrativa e, consequentemente, uma moral. Sua proposta é redescobrir o mundo e a ti mesmo através do olhar, numa entrega contemplativa, não reflexiva, um ato mágico.
Em suas palavras: ‘Imagine o jardim como você quiser – o crescimento se dá fundamentalmente no subterrâneo’.

Masmorracast # 06 – Animações e Nostalgia

Neste Podcast Angélica Hellish, Marcos Noriega, Mariana Bonfim e nosso colaborador Daniel Ruiz conversaram de maneira bem descontraída sobre animações.
Indicamos algumas animações como Persépolis,Fears of Dark,Renaissence ainda desconhecidas do grande público.
Comentamos as animações que permeavam nossa infância.
Filmes estranhos e séries incríveis que gostaríamos de rever.Participe conosco!Fale sobre suas animações preferidas (ou não…rsrs)
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