O Dia da Besta (El Día de la Bestia, 1995), Álex de la Iglesia

E se alguém descobrisse uma maneira de enganar o próprio diabo e assim evitar o apocalipse sobre a Terra? Foi exatamente o que aconteceu ao padre Angel. De posse de informações cruciais, ele sai determinado a encontrar o demônio e impedir o nascimento do Anti-Cristo. E é partindo dessa estranha premissa que Álex de La Iglesia nos apresenta uma das comédias mais engraçadas e inteligentes dos últimos tempos: El Dia de La Bestia.

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Segure o fôlego: “The Chaser” confirma vitalidade do cinema de gênero sul-coreano



Nos últimos anos, a Coreia do Sul surgiu para o mundo como uma força nova dentro do cinema de gênero, angariando milhões de espectadores não só no país, mas também fora dele. Com filmes de senso estético apurado, os sul-coreanos apresentaram um frescor novo e um sabor asiático a um mercado dominado principalmente, e quase somente, por obras americanas. Como grandes exemplos desse cinema, que transita com desenvoltura pelo suspense, pelo policial ou mesmo por filmes de monstro, temos obras como “Old Boy” (2003), de Park Chan-wook, e “O Hospedeiro” (2006), de Bong Joon-ho, ambos bem recebidos aqui no Brasil.
Aos nomes já consagrados de Chan-wook e Joon-ho, que tiveram seus novos filmes, “Sede de Sangue” e “Mother”, presentes nesse Festival do Rio e já comprados por distribuidoras nacionais, surge o promissor Na Hong-jin. “The Chaser”, seu primeiro longa-metragem, chegou à programação do Festival do Rio com ótimas credenciais: além de ter sido um grande sucesso de bilheteria em seu país natal, conseguiu ser exibido, ainda que fora de competição, no prestigiado Festival de Cannes, em 2008. Por todo esse contexto, “The Chaser” também está previsto para estrear nas telas brasileiras.

A trama do filme parte de uma premissa interessante, baseada na defasagem do sistema legal do país. Jung-ho, o protagonista, é um homem de moral duvidosa, que trocou a carreira de detetive pela de cafetão. As prostitutas que agencia, no entanto, estão desaparecendo e ele não sabe o porquê. Aos poucos, Jung-ho descobre que elas foram, na verdade, assassinadas por um de seus clientes regulares, e cria um plano para pegá-lo.

Ao contrário do que se espera dos thrillers policiais convencionais, o cafetão consegue prender logo no início do filme o assassino, e o entrega para a polícia. A grande sacada é que, mesmo confessando seus crimes, os corpos não são encontrados, e por isso o assassino tem de ser solto em 24 horas. Para piorar, Jung-ho acredita que uma de suas prostitutas ainda está viva. A caçada que dá título ao filme, portanto, não é para prender o culpado, mas para encontrar o corpo antes que o assassino seja solto, numa autêntica corrida contra o tempo.

Como era de se esperar, Na Hong-jin realmente bebe na fonte de seus dois colegas sul-coreanos, incorporando algumas das características típicas do cinema de gênero de seu país. Podemos perceber, por exemplo, a utilização da estetização da violência, a mistura de um gênero popular (no caso, o thriller policial) com outro teoricamente mais profundo, como o drama social, e mesmo a forte presença do humor. Este humor, inclusive, gerou uma certa confusão por parte da plateia durante a exibição do filme no Festival do Rio, que ria em momentos onde, claramente, o drama deveria predominar.

O filme confirma a vitalidade de um cinema até pouco tempo atrás desconhecido do mundo inteiro, ou presente apenas em circuitos de arte dos festivais. Para quem se interessa por filmes de gênero que fogem do padrão americano de produção (ainda que, tecnicamente, mantenham a mesma qualidade técnica, mesmo a custos muito mais baixos), “The Chaser” merece uma chance quando entrar em cartaz.

Ficha Técnica

Diretor:Na Hong-jin
Roteiro:Hong Won-Chan, Shinho Lee
Elenco:Kim Yun-seok, Ha Jung-woo, Jee Young-min, Seo Yeong-hie, Kim Mi-jin, Jung In-gi, Park Hyo-ju.
Diretor de Fotografia:Lee Sung-Je
Diretor de Luzes:Lee Choi-o
Trilha Sonora: Yongrock Choi
Produção: Moon-Su Choi
País:Coréia do Sul
Ano: 2008

Prêmio Independent Spirit Awards 2010 – Os finalistas:


Embora seja entregue apenas na sexta-feira ao Oscar, dia 5 de março, numa tenda armada em LA Live Dowtown (em geral era na praia de Santa Mônica),o Independent Spirit Award já anunciou seus finalistas.
Será a vigésima quinta premiação e o filme mais indicado deve estrear nos EUA esta semana.
Por enquanto é desconhecido aqui, The Last Station, um drama sobre o último ano na vida do escritor Leon Tolstói, seguido por Precious, que já falamos aqui, sobre um adolescente negra e gorda americana.
Na lista não está Guerra ao Terror, simplesmente porque o filme já foi indicado no ano passado (porque havia passado no Festival de Toronto!).
Ou seja, não é omissão. O prêmio Especial deste ano chamado o Robert Altman Award foi para A Serious Man, dos Irmãos Coen. É avaliado por sua qualidade na direção, elenco e técnica.
Para poder concorrer, o filme tem que ser americano (isso deixou fora o inglês Moon), ter mais de 70 minutos e custado menos de vinte milhões de dólares.
Melhor filme: (500) Days of Summer,/500 dias com Ela, Amreeka, Precious, Sin Nombre, The Last Station.
Melhor diretor: Ethan Coen, Joel Coen, A Serious Man; Lee Daniels, Precious, Cary Joji Fukunaga, Sin Nombre; James Gray, Amantes Two Lovers; Michael Hoffman, The Last Station.
Melhor roteiro: Alessandro Camon, Oren Moverman, The Messenger; Michael Hoffman, The Last Station; Lee Toland Krieger, The Vicious Kind; Greg Mottola, Adventureland; Scott Neustadter, Michael H. Weber, (500) Days of Summer/500 Dias com Ela.
Melhor estreia: A Single Man, Crazy Heart, Easier With Practice, Atividade Paranormal/Paranormal Activity, The Messenger.
Melhor roteiro de estreante: Sophie Barthes, Cold Souls; Scott Cooper, Crazy Heart; Cherien Dabis, Amreeka; Geoffrey Fletcher, Precious; Tom Ford, David Scearce, A Single Man.
Prêmio John Cassavetes : Big Fan, Humpday, The New Year Parade, Treeless Mountain, Zero Bridge.
Melhor atriz: Maria Bello, Downloading Nancy; Nisreen Faour, Amreeka; Helen Mirren, The Last Station; Gwyneth Paltrow, Amantes/Two Lovers, Gabourey Sidibe, Precious.
Melhor ator: Jeff Bridges, Crazy Heart; Colin Firth, A Single Man; Joseph Gordon-Levitt, (500) Days of Summer/500 dias com Ela; Souleymane Sy Savane, Goodbye Solo/Idem; Adam Scott, The Vicious Kind.
Melhor atriz coadjuvante : Dina Korzun, Cold Souls; Mo’Nique, Precious; Samantha Morton, The Messenger; Natalie Press, Fifty Dead Men Walking; Mia Wasikowska, That Evening Sun.
Ator coadjuvante: Jemaine Clement, “Gentlemen Broncos“; Woody Harrelson, The Messenger“; Christian McKay, Me and Orson Welles; Raymond McKinnon, That Evening Sun; Christopher Plummer, The Last Station .
Melhor fotografia: Roger Deakins, A Serious Man“; Adriano Goldman, Sin Nombre; Anne Misawa, “Treeless Mountain; Andrij Parekh, Cold Souls; Peter Zeitlinger, Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans/Vício Frenético.
Melhor documentário: Anvil! The Story of Anvil, Food, Inc., More Than a Game, October Country, Which Way Home.
Filme estrangeiro: A Prophet, An Education, Everlasting Moments, Mother, The Maid.
Revelação: Kyle Patrick Alvarez, Easier With Practice; Asiel Norton, Redland; Tariq Tapa, Zero Bridge.
Prêmio mais verdadeiro do que a ficção: Natalia Almada, El General; Jessica Oreck, Beetle Queen Conquers Tokyo; Bill Ross, Turner Ross, 45365.
Melhor produtor: Karin Chien, (The Exploding Girl, Santa Mesa); Larry Fessenden, (I Sell the Dead, The House of the Devil); Dia Sokol, (Beeswax, Nights & Weekends).

A Estrada (The Road) é considerado o filme mais importante do ano


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Realizado por John Hillcoat

Com Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Charlize Theron, Robert Duvall

Já muitas vezes foram aqui elogiadas as qualidades e os méritos da fantástica trilogia “The Lord of the Rings”. Um dos inquestionáveis méritos dessa trilogia foi também o de revelar definitivamente Viggo Mortensen para o mundo da Sétima Arte. Anteriormente um ator discreto e com pouco relevante na alta-roda do cinema, com a trilogia de Frodo e do Um anel , Mortensen passou a ser reconhecido como um dos mais ilustres valores desta tão amada arte.
A partir desse momento, mais realizadores e produtores começaram a apostar na versatilidade e sobriedade deste ator, que aos poucos vem demonstrando o grande profissional que é. E quem agradece é o espectador.
“The Road” não é um filme para os mais sensíveis ou fracos de coração. Mórbido, pessimista, negro e imensamente melancólico, “The Road” afirma-se como uma obra ambiciosa, corajosa e infinitamente realista. E verdade seja dita, a história e a personagem assentam que nem uma luva a Viggo Mortensen.
Ao longo que quase duas horas de película, o espectador é presenteado com um autêntico e fenomenal tour-de-force de Mortensen, que assim carrega quase todo o filme às costas. E com um sucesso tremendo, ao alcance apenas dos melhores atores de Hollywood. A narrativa simples e linear relata-nos a forma como um homem (Mortensen) e o seu filho (Smit-McPhee) tentam desesperadamente sobreviver num mundo que tem os seus dias contados. Situada num espectacular, aterrador e espantosamente realista cenário pós-apocalíptico, a narrativa apresenta-nos os últimos dias de vida de um planeta Terra em auto-destruição.
Praticamente todos os animais pereceram e os restantes membros da espécie humana tentam, a todo o custo, evitar o mesmo destino. Para sobreviver, os humanos vêem-se obrigados a recorrer a brutais técnicas de canibalismo e passam a funcionar sob um certo regime de “salve-se quem puder”, onde tudo, desde o roubo à violação em todos os sentidos, é considerado válido. E é assim, num mundo putrefato, sem regras e numa sociedade que depressa esquece todo e qualquer moralismo social, que a personagem de Mortensen se concentra num único e obrigatório objectivo: proteger o seu filho, último vestígio de uma pureza fatalmente desaparecida, a todo o custo.
Cru, duro e desconcertante, “The Road” prima pelo seu arrojo visual e por uma sólida narrativa, composta por personagens críveis, profundas e com as quais o espectador facilmente se identifica. Estamos perante um dos melhores filmes do ano que passou. Uma obra séria, intensamente dramática e que, uma vez mais, apela à consciência de que mais não somos do que animais disfarçados numa teia de socialismo moralista. Uma teia que facilmente se quebra perante o caos.
De certa forma, “The Road” faz lembrar “The Dark Knight” – filme que, através da brilhante personagem do falecido Heath Ledger, nos transmitia esta mesma mensagem – e também “Blindness”, de Fernando Meirelles (obra que igualmente critica a nossa falsa superioridade enquanto seres vivos). Como facilmente se percebe, “The Road” não é um filme para se ver de ânimo leve, mas antes para se mergulhar nestas questões e nelas refletir. Como tal, poderá não agradar à grande maioria, mas acreditem que é bem melhor do que qualquer comédia romântica presente nas salas de cinema da atualidade. Destaque para a temerária realização de Hillcoat e para a trilha-sonora que perfeitamente marca todo o compasso emocional da história.
A apontar defeitos, talvez apenas o fato da sua narrativa linear e monocórdica poder aborrecer alguns espectadores mais habituados a rasgos de adrenalina frenética.Além disso, nunca é explicada a forma como o apocalipse aconteceu, algo que poderia facilmente ser demonstrado numa imagem ou num jornal. Se bem que este fato em nada prejudique a qualidade da película. Em suma, “The Road” é uma boa aposta para os amantes do cinema indie. Um filme sobre pessoas, suas emoções e suas escolhas de vida.
Você deve ver. Realmente. Você deve. Não porque é sombrio, não porque é depressivo, ou mesmo assustador. “The Road” é todas essas coisas, ambas de forma aguda e crônica. Mas não foi feita nenhuma escolha estúpida nessa adaptação do livro para o filme. Nenhuma música desproposital em tributo ao romance. Nenhum momento feito simplesmente para que você pule da cadeira. O terror está num mundo normal que se transformou em algo vago. Existe um terror em uma paisagem em fazendas cheias de possessões que não tem mais função, um perigo marcando em uma pilha de velhos martelos e na impossibilidade de esquecer de como as coisas eram. É um medo que vale a pena sentir. E existe algo intrincado e resiliente, eterno e elemental, algo que vale a pena se preocupar em tudo isso, no amor de um pai por um filho, especialmente o amor que é a única coisa que restou num mundo que perdeu seu propósito”.

Rui Madureira – Portal Cinema

Título no Brasil: The Road
Título Original: The Road
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 05/02/2010

Filmografia de Viggo Mortensen:
2009 – The Road – A Estrada
2008 – Appaloosa – Uma Cidade Sem Lei (Appaloosa)
2008 – Um Homem Bom (Good)
2007 – Senhores do Crime (Eastern Promises)
2006 – Alatriste (Alatriste)
2005 – Marcas da Violência (A History of Violence)
2004 – Mar de Fogo (Hidalgo)
2003 – O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King)
2002 – O Senhor dos Anéis – As Duas Torres (The Lord of the Rings: The Two Towers)
2001 – O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (The Fellowship of the Ring)
2000 – 28 Dias (28 Days)
1999 – Psycho path (TV)
1999 – A walk on the Moon
1998 – Psicose (Psycho)
1998 – Um Crime Perfeito (A Perfect Murder)
1997 – La pistola de mi hermano
1997 – Até o Limite da Honra (G.I. Jane)
1997 – Corrida Contra o Destino (Vanishing Point)
1996 – Daylight (Daylight)
1996 – Retrato de uma Mulher (The Portrait of a Lady)
1996 – Ciladas da Sorte (Albino Alligator)
1995 – Gimlet
1995 – Paixões na floresta (Passion of darkly noon, The)
1995 – Anjos Rebeldes (The Prophecy)
1995 – Black velvet pansuit
1995 – Maré Vermelha (Crimson Tide)
1994 – American Yakuza (American Yakuza)
1994 – Explosão em alto mar (Crew, The)
1994 – Floundering
1994 – Desert lunch
1993 – Ewangelia wedlug Harry’ego
1993 – Two small bodies
1993 – A idade da violência (Young Americans, The)
1993 – O Pagamento Final (Carlito’s Way)
1993 – Ruby Cairo (Ruby Cairo)
1993 – Em ponto de bala (Boiling Point)
1991 – Unidos pelo sangue (Indian runner, The)
1990 – Os safadinhos (Once in a blue moon) (TV)
1990 – Sangue de herói (Tripwire)
1990 – Reflexo do mal (Reflecting skin, The)
1990 – Jovens demais para morrer (Young guns II)
1990 – O massacre da serra elétrica 3 (Leatherface: Texas chainsaw massacre III)
1988 – Ninguém pode me matar (Prison)
1988 – Obsessão (Fresh horses)
1987 – Salvation!
1985 – A Testemunha (Witness)

Cinema Fantástico Espanhol – Películas para no dormir,é muito foda!








 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Realizado pela rede de televisão espanhola Telecinco e a produtora Filmax, o projeto “Películas Para No Dormir” reúne nada menos que alguns dos nomes mais respeitados do cinema hispânico da atualidade. O projeto é inspirado numa série que abordava temas fantásticos e sobrenaturais chamada “Historias Para No Dormir”, que foi exibida pela TVE nos anos 70. A nova antologia é composta por seis episódios dirigidos pelos cineastas Narciso Ibáñez Serrador (“O Quarto da Culpa”), Jaume Balagueró (“Morada do Perigo”), Paco Plaza (“Delinqüentes e Diabólicos”), Mateo Gil (“Chamado do Passado”), Enrique Urbizu (“Amigo Imaginário”) e Álex de la Iglesia (“Presença do Mal”).

O cinema fantástico espanhol aos poucos vem se consolidando como um dos melhores do mundo. Já exportou para a América cineastas do calibre de Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno” e “A Espinha do Diabo”) e Alejandro Amenábar (“Preso na Escuridão” e “Os Outros”). Recentemente a grande surpresa foi “REC” (2007), dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza, que causou furor por onde foi exibido e garantiu sua refilmagem americana antes mesmo de ser distribuído comercialmente. “Presença do Mal”, embora seja feito para TV, carrega as mesmas marcas que evidenciaram esta nova safra de bons filmes espanhóis: atores talentosos, fotografia impecável e uma mistura equilibrada de drama e de horror.
A CULPA (de Narciso Ibáñez Serrador)
NA TEIA DO MAL (de Jaume Balagueró)
ADIVINHA QUEM SOU (de Enrique Urbizu)
UM CONTO DE NATAL (de Paco Plaza)
O QUARTO DO BEBÊ (de Álex de la Iglesia)
ESPECTRO (de Mateo Gil)

Masmorracast # 17 Filmes de Macho com M maiúsculo (ou não)

Neste poscast Angélica Hellish,Marcos Noriega,Daniel Ruiz,Eduardo Cosso e João Paulo do Blog de Cinema Central,conversam com muito bom humor sobre os ícones mais machões do cinema,sobre comportamento masculino e sobre a lenda viva,Chuck Norris.E por último(mas não menos importante)dão dicas de alguns filmes com éssa temática e bons roteiros…
E Tonho Malvadeza,GO TO HEEEELL!!!

Revólveres e pistolas que disparam dois mil tiros sem recarregar, desejo de vingança regado à explosões, mortes, muitas mortes, todas as artes marciais possíveis lindamente coreografadas, perseguições de carro absurdas, conversas ( poucas) em boates de strip tease, muita adrenalina e frases de efeito cafonas. Dessa mistura de elementos inflamáveis surgem os famosos filmes de macho, películas voltadas para o público masculino médio e que fazem, desde sempre, muito sucesso. Esses filmes são uma parte considerável de toda a produção cinematográfica dos países em desenvolvimento e de Hollywood. Dessa grande quantidade de produções inevitavelmente emergem verdadeiros talentos do cinema como Sam Peckimpah, Sergio Leone, John Woo, Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, entre outros. Também no cinema clássico há muitos exemplos de altas doses de testosterona, a associação do diretor John Ford com o ator Jonh Wayne criou alguns dos maiores filmes de macho da história, outros diretores como John Houston ou Robert Aldrich souberam capturar em seus filmes os arquétipos do herói másculo ao extremo sem perder de vista o lado humano e trágico.
É claro que não poderíamos deixar de falar também do governador da Califórnia, de Stallone, Bruce Lee, Bruce Willis, Steven Segal e do campeão de piadas de macho na internet, o implacável, invencível, indestrutível e inexpressivo Chuck Norris.

Tabela De Classificação Masculina

Veja em quais categorias você se encaixa(ou não)

1 – Esportes

A – Futebol, automobilismo, esportes radicais. (Macho)
B – Tênis, boliche, lutas, voleibol. (Tendências gays) – Fala sério!
C – Aeróbica, spinning. (Gay)
D – Patinação no Gelo, Ginástica Olímpica. (Bichona)
E – Os mesmos anteriores, usando short de lycra. (Louca)

2 – Comidas
A – Capivara, javali, comida muito apimentada. (Bárbaro)
B – Churrasco, Massas, Frituras. (Macho)
C – Peixe e salada. (Fresco)
D – Sanduíches integrais. (Gay)
E – Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor. (Bicha assumida)

3 – Bebidas
A – Cachaça, cerveja, whisky. (Macho)
B – Vinho, vodka. (Homem)
C – Caipifruta. (Gay)
D – Suco de frutas normais e licores doces. (Muito gay)
E – Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante. (Perdidamente gay)

4 – Higiene

A – Toma banho rápido, usa sabão em barra. (Legionário)
B – Toma banho rápido, usa xampu e esquece das orelhas ou do pescoço. (Macho)
C – Toma banho sem pressa, curte a água e soca umazinha. (Homem)
D – Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido. (Tendências gays sérias)
E – Toma banho com sais e espuma na banheira. (Viadaço assumido)

5 – Cerveja

A – Gelada e em grandes quantidades. (Macho)
B – Só cervejas extra, premium e importadas. (Homem fino demais)
C – Só uma às vezes para matar a sede. (Bichice sob controle)
D – Com limão e guardanapo em volta do copo. (Bicha)
E – Sem álcool. (Gazela saltitante)

Ps: tem aqueles que só bebem em copo descartável. (Não saiu do armário)

6 – Presentes que gosta de ganhar

A – Ferramentas. (Ogro)
B – Garrafa de whisky. (Macho)
C – Eletrônicos, informática, roupas de homem. (Homem moderno)
D – Flores. (Viado)
E – Velas aromáticas, perfumes, doces caramelados, bombons. (Donzela virgem)

7 – Cremes
A – Só pasta de dentes. (Macho)
B – Protetor solar só na praia e piscina. (Homem moderno)
C – Usa cremes no verão. (Bicha fresca)
D – Usa cremes o ano todo. (Bichona total)
E – Não vive sem hidratante. (Fila de espera da operação pra troca de sexo)

8 – Animais de estimação

A – Animal de quê? (Macho)
B – Tem um vira-lata que come restos da comida. (Homem)
C – Tem cão de raça que vive dentro de casa e come ração especial. (Bicha)
C – O cão de raça dorme na sua própria cama. (Bichona total)
E – Prefere gatos. (Totalmente passiva)

9 – Plantas

A – Nem pra comer. (Troglodita)
B – Come algumas de vez em quando. (Rambo)
C – Tem umas no quintal, nem são regadas. (Homem)
D – Tem plantinhas na varanda do apartamento. (Viado)
E – Rega, poda e conversa com as flores do jardim. (Bichona perdida)

10 – Espelho
A – Não usa. (Viking)
B – Usa para fazer barba. (Macho)
C – Admira sua pele e observa seus músculos. (Gay)
D – Idem c, e ainda analisa a bunda. (Louca)
E – Admira-se com diferentes camisas e penteados. (Traveco)

11 – Penteado

A – Não se penteia. (Macho)
B – Só se penteia pra sair à noite. (Homem)
C – Se penteia várias vezes ao dia. (Fresco)
D – Pinta o cabelo. (Bichona total)
E – Dá conselhos de penteados. (Bichaça louca)

12 – Limpeza da casa

A – Varre quando a sujeira estala na sola do pé. (Animal)
B – Varre quando o pó cobre o chão. (Macho)
C – Varre uma vez por semana. (Fresco)
D – Limpa com água, detergente e aromatizante. (Gayzaço)
E – Usa espanador de pó e tem um avental. (É a esposa do espanador)

13 – Filmes
A – Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Laranja Mecânica, Pânico. (Mad Max)
B – Indiana Jones; filmes de Charles Bronson, Chuck Norris e Bruce Lee. (Macho)
C – Os Trapalhões, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada. (Fresco)
D – Forrest Gump, A Lagoa Azul; filmes de Richard Gere, Leonardo di Caprio e Julia Roberts. (Bichona)
E – Super Xuxa contra o Baixo-Astral, Eliana e o Segredo dos Golfinhos. (GAZELAAAÇA)

Aí está queridos,um pouco de humor que aqui ninguém é ferro…
Abraços!

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Hanami, cerejeiras em flor


À primeira vista pode soar estranha a premissa de um filme alemão que aborda em sua essência a cultura japonesa. Porém, bastam alguns minutos de Hanami – Cerejeiras em Flor para entender o porque da escolha da terra do sol nascente como pano de fundo para uma trama sensível e rica em simbolismos.

Rudi Angermeier (Elmar Wepper) e Trudi Angermeier (Hanellore Elsner) formam um casal de terceira idade com uma vida rotineira e tranquila. Porém, ao receber a notícia de que seu marido está com uma doença que lhe dá poucos meses de vida, os médicos aconselham a Trudi que tenha cuidado ao contar sobre a enfermidade e sugere que o casal aproveite os últimos momentos para viajar ou realizar alguns de seus sonhos.

Sem contar ao marido da doença, Trudi convence-o a saírem do interior da Alemanha e irem à Berlin para visitarem os filhos. Sem tempo para os pais, o casal vê o quanto eles se transformaram a ponto de considerar a breve visita um verdadeiro incômodo. A situação se agrava quando, ironicamente, Trudi morre, deixando seu marido sozinho em meio ao desprezo dos filhos.

Ao voltar para sua cidade, Rudi decide se aprofundar nos pertences de sua mulher e descobre que a vida toda ela alimentou o sonho de conhecer o Monte Fuji, no Japão. Na capital Tóquio vive um dos filhos do casal – Karl Angermeier (Maximilian Bruckner). Da mesma forma que os seus irmãos, Karl também não tem tempo e muito menos disposição para tomar conta do seu pai.

Como forma de compensar os sonhos da esposa que não pôde realizar, Rudi parte em uma jornada em busca da essência de uma das formas de expressão que sua mulher mais admirava: o butô, uma dança típica oriental. A época de sua visita coincide com o período do Hanami, o festival das cerejeiras. Suas flores simbolizam a beleza, as mudanças e um novo começo.

Ficha Técnica
Título Original: Kirschbluten – Hanami.
Origem: Alemanha / França, 2008.
Direção: Doris Dorrie.
Roteiro: Doris Dorrie.
Produção: Harald Kugler e Molly Von Furstenberg.
Fotografia: Hanno Lentz.
Edição: Frank C. Muller e Inez Regnier.
Música: Claus Bantzer

Youtube:

Zemeckis escolhe atores que farão os Beatles em ‘Yellow submarine’ (Nãããoooo….!!!)

Diretor fará versão em 3D do clássico dos Fab Four.
Trilha incluirá 16 canções originais dos Beatles


Os atores do filme ‘Yellow submarine’, que interpretaram os Beatles: Cary Elwes (George Harrison), Dean Lennox Kelly (John Lennon), Adam Campbell (Ringo Starr) e Peter Serafinowicz (Paul McCartney). (Foto: Divulgação)

O elenco do filme que o diretor Robert Zemeckis fará sobre os Beatles já foi escolhido e se prepara para trabalhar.Os atores britânicos Cary Elwes, Dean Lennox Kelly, Peter Serafinowicz e Adam Campbell estão em negociações para representar os integrantes do Fab Four em “Yellow submarine,” um remake a ser feito pela Disney.

O filme animado original de 1968 era baseado numa música dos Beatles. Em sua trama, um soldado chamado Old Fred encontra os Beatles e viaja a Pepperland em um submarino amarelo. Entre os personagens que o grupo encontra no caminho estão os Blue Meanies, que odeiam música.

Como fez em seu recente “Os fantasmas de Scrooge”, Zemeckis fará o filme com tecnologia de “performance capture” em 3D. O roteiro também é de sua autoria.

A banda Fab 4, de tributo aos Beatles, será retratada em “motion capture” como a banda que toca no filme, mas não tocará as 16 canções usadas no filme, que vai utilizar música dos próprios Beatles (licenciada pela Sony/ATV e a EMI-Capitol Records).

Dean Lennox Kelly, que está sendo visto no momento no seriado “Robin Hood”, da BBC, fará o papel de John Lennon. Peter Serafinowicz, que é natural de Liverpool e trabalhou em “Todo mundo quase morto” e “Encontro de casais”, será Paul McCartney.

Cary Elwes, que trabalhou com Zemeckis em “Os fantasmas de Scrooge” e será visto no ainda inédito “The adventures of Tintin: The secret of the unicorn”, fará o papel de George Harrison. Adam Campbell será Ringo Starr. Seus créditos incluem “Deu a louca em Hollywood” e “Uma comédia nada romântica”, e ele será visto na minissérie “Day one”, da NBC.
Via G1-Cinema

Ator Christopher Lee vai lançar álbum de heavy metal sobre Carlos Magno:


O veterano ator britânico Christopher Lee, conhecido por interpretar o personagem Saruman na saga cinematográfica “O Senhor dos Anéis”, lança no dia 15 de março um álbum de heavy metal sinfônico sobre Carlos Magno, um de seus antepassados.

Lee fez o anúncio por meio de um vídeo no YouTube, no qual dá detalhes da ambiciosa produção escrita e composta pelo italiano Marco Sabiu, que criou uma obra com vários atos.

No vídeo, Lee descreve o som do álbum “Charlemagne: By the Sword and the Cross” como “metal sinfônico” e admite sua surpresa por ter descoberto uma nova habilidade ao gravar o disco.

“Acho que em março, quando sair, vai ser sensacional”, diz o ator de 87 anos.
As gravações disponíveis no YouTube mostram que o álbum de Lee é uma superprodução de tons operísticos na qual a voz do ator interage com uma orquestra, um coro e outros vocalistas profissionais.

Lee assegura ser descendente por parte de mãe do rei dos francos e imperador da Europa ocidental, que viveu entre os anos 742 e 814.

“Há muitos personagens neste álbum. Muitos. Há o próprio Carlos Magno, que eu interpreto, e um Carlos Magno mais jovem, o pai, o irmão… até o papa”, relata pausadamente em YouTube.

“Estou fascinado com o fato de que neste ponto da minha vida as pessoas comecem a me ver como um cantor de metal”, diz em outro momento da declaração.

Em 2006, Lee lançou o álbum “Revelations”, com versões para clássicos como “My Way”, de Frank Sinatra.
Folha Online

Masmorracast # 16 – Ouça esses filmes…

Neste podcast falamos sobre músicas marcantes do cinema.E indicamos alguns filmes bem legais pra quem curte além de um bom filme,boa música.

Músicas para assistir:
A chegada do som aos filmes, nos anos vinte, desagradou cineastas como Chaplin e Eisenstein, apesar disso, em 1927, os irmãos Warner apostaram seus últimos recursos em um filme sonoro que tinha poucos diálogos e muitas canções, seu título era O Cantor de Jazz, foi um grande sucesso e salvou o estúdio da falência.
O som se firmou como elemento essencial da narrativa cinematográfica, as cenas são acompanhadas de uma trilha sonora incidental que envolve o espectador e acentua o efeito, dramático ou cômico, de determinado momento do filme. Os musicais se tornaramum gênero de grande sucesso no final dos anos vinte, em 1930 foram produzidos mais de cem, no início usando músicas que já eram sucesso e depois com trilha musical e coreografias criadas especificamente para este tipo de filme que só sairia de moda no início dos anos 60.
As canções também desempenham um papel importante em muitos filmes de suspense policial, por exemplo, em O Homem que Sabia Demais ( a versão americana de 56) de Hitchcock, quando Doris Day canta Que Será, Será ou, em comédias como Bridget Jones no Limite da Razão, na cena em que Hugh Grant e Colin Firth brigam desajeitadamente ao som de I Believe in a Thing Called Love; outro gênero que teve destaque devido às trilhas sonoras é o Road Movie, Easy Rider e, mais recentemente, Na Natureza Selvagem são dois bons exemplos.
As músicas também fazem parte da tradição da série 007, cada epísódio pode ser identificado pela canção tema que geralmente tem o nome do filme em alguma parte da letra. Música e cinema são, há bastante tempo, inseparáveis como produto de entretenimento e motor de sonhos.

Clique nos links de cada música para ver os clips:

Angélica Hellish
Traídos pelo Desejo (The Crying Game) 1992, Direção: Neil Jordan
Música: The Crying Game, versão cantada por Boy George & Culture Club,nos créditos.
Billy Elliot(Billy Elliot),2000
Direção: Stephen Daldry
Música: Cosmic Dancer,da banda T-Rex.
Pink Floyd The Wall, 1982, Direção: Alan Parker
Música: Comfortably Numb de Pink Floyd.
Hair, 1979, Direção: Milos Forman
Música: Aquarius.
Na Natureza Selvagem (Into the Wild), 2007, Direção: Sean Penn
Música: Hard Sun de Eddie Vedder.
Marcos Noriega
Cães de Aluguel
Reservoir Dogs, 1992- Direção: Quentin Tarantino
Música: Stuck in the Middle With You da banda Stealers Wheel.
Sem Destino(Easy Rider), 1969,Direção: Dennis Hopper
Música:The Pusher da banda Steppenwolf.
O Último Concerto de Rock (The Last Waltz), 1978
direção: Martin Scorcese
música: Caravan – The band e Van Morrison.
Trainspotting-Sem Limites (Trainspotting), 1996, Direção: Danny Boyle
Música: Lust for Life cantada por Iggy Pop.
Daniel Ruiz
De Volta para o Futuro(Back to the Future), 1985, direção: Robert Zemeckis
música: Johny B. Goode, cantor Chuck Berry.
Quanto Mais Idiota Melhor ( Wayne’s World), 1992, Direção: Penelope Spheeris
Música: Bohemian Rhapsody da banda Queen.
Homem de Ferro (Iron Man), 2008, Direção: Jon Favreau
Música: Iron Man da banda Black Sabbath.
Escola de Rock ( School of Rock), 2003, Direção: Richard Linklater
Música:. “It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll) da banda AC/DC.
Tiago Santana da Comunidade Cinema Hell
Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), 1961, Direção: Blake Edwards
Música: Moon River cantada por Audrey Hepburn.
Eraserhead, 1977, direção: David Lynch
música: In Heaven (lady in the radiator song) cantada por Laurel Near.
Anjo Azul (Der Blaue Engel), 1930, direção: Josef von Sternberg
música: Falling in Love Again, interpretada por Marlene Dietrich.
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory), 1957, direção: Stanley Kubrick
música: The Faithful Hussar cantada por Susanne Christian.
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Vamos falar “ferpeitamente” de Monica Cervera,em dois momentos.Junto à dois excelentes diretores…





 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crime Ferpeito”? Não seria “Crime Perfeito”?

 

Não, caro leitor.Não estamos sofrendo de dislexia. É ferpeito mesmo.
O trocadilho do diretor Alex de La Iglesia faz referência ao personagem Obelix, que costuma dizer “ferpeitamente” sempre que apronta alguma trapalhada.
Diga-se de passagem que o estranho título cai como uma luva para o longa, já que o crime cometido está longe de ser perfeito e as trapalhadas se sucedem a três por quatro. Mas o que esperar de um filme que faz piada com o próprio título?
Risos, muitos risos.
Rafael Gonzalez é um homem que tem o melhor de tudo ao seu alcance: vendedor de um sofisticado magazine, faz do mundo de ilusão onde trabalha seu universo. Seu charme e carisma lhe rendem tanto vendas fabulosas como incontáveis conquistas. Tudo sem sair da loja. Mas seu castelo desmorona quando perde o cargo de gerência com o qual sonhava para Don Antonio, que passa a infernizar sua vida. Durante uma discussão, Rafael acidentalmente mata o rival. O crime é presenciado por Lourdes, uma vendedora feia e desajeitada, que se prontifica a ajudá-lo a ocultar o crime. Mas o preço cobrado por Lourdes logo se revela caro demais: ela quer para si o desejo que Rafael sempre dirigiu às outras funcionárias e não vai medir meios para atingir seus objetivos.
Entre tapas e beijos, o embate entre Lourdes e Rafael rende momentos divertidíssimos. A seqüência em que ela o leva para conhecer sua família é responsável por alguns dos diálogos mais criativos do filme. Um pai catatônico, uma mãe histérica e uma irmãzinha desbocada dão a medida do buraco no qual o Don Juan do varejo está metido. Aliás, um dos pontos altos do filme é a dupla de protagonistas. A ainda desconhecida Mónica Cervera tem tudo para se tornar a nova diva da comédia. No último Festival do Rio, a atriz pôde ser vista em duas produções: Crime Ferpeito e “20 Centímetros”, onde interpreta um travesti com crise de identidade. Histriônica na medida certa, Mónica encontra seu contraponto no carismático Guillermo Toledo (de O Outro Lado da Cama). Outro grande trunfo reside na criação de tipos extremamente bizarros e, ainda assim, com uma boa dose de humanidade. Lourdes, guardadas as devidas proporções, tem uma postura muito em voga nos dias atuais: em sua fúria amorosa, quer conquistar a qualquer preço o que julga ser seu por direito. No caso, o afeto de Rafael.
Que, se não for dado de boa vontade, será arrancado a fórceps. Crime Ferpeito é menos nonsense do que parece à primeira vista. Mesclada ao grotesco e ao caricatural, há uma crítica feroz à competitividade do mundo moderno: a agressividade do mercado de trabalho, a caça desenfreada aos bens de consumo e até mesmo à espetacularização da vida promovida pelo mundo globalizado. Afinal de contas, a doentia relação de Rafael com a loja não é muito diferente da obsessão popular pelos reality shows. Crime Ferpeito recebeu seis indicações ao Goya: ator (Guillermo Toledo), ator coadjuvante (Luis Varela), atrizz-revelação (Mónica Cervera), som, direção e efeitos especiais. Seu único tropeço é que o roteiro acaba fazendo um curva descendente, já que o desfecho do longa não chega a ser o grand finale esperado. Após uma hora e quarenta de pura loucura, a história é arrematada por um final relativamente “normal”. Mas nada que anule o prazer de assistir a essa tresloucada comédia de humor negro.

Titulo Original: Crimen ferpecto
Gênero: Comédia
Duração: 105 min
Classificação etária: 16 anos
País: Espanha / Itália
Ano: 2004

20 Centímetros

Em “20 Centimetros”, Marieta é um transsexual prestes a fazer a última operação e livrar-se assim dos 20 centímetros de carne que lhe sobram.
Prostitui-se para juntar dinheiro, mas sonha ter um emprego como uma mulher a sério, embora no sua identidade haja uma identificação masculina.

Além disto tudo, Marieta sofre de narcolepsia, ou seja não controla o sono e adormece em qualquer lugar. Durante esses sonos, sonha com números musicais onde ela é a protagonista.
Fã de David Lynch e de musicais, o simpático e entusiasmado Ramón Salazar fala sobre seus projetos e sobre 20 Centímetros:

Site: Seu trabalho com Mónica Cervera já vem de bastante tempo. A atriz atuou em Hongos, de 1999, e em 2002 atuou em Piedras, seu primeiro longa-metragem. Como essa parceria começou?

Ramón Salazar: Nossa parceria começou antes mesmo de Hongos. Estudamos juntos em Málaga, onde nascemos, e então nos mudamos para Madri.

Site: Por que a escolha de Mónica Cervera para o papel de Marieta?

Ramón Salazar: Em Piedras, Mónica não era a personagem principal, até porque o filme contava a história de várias mulheres, não havia uma principal. Eu queria muito que Mónica estrelasse um de meus filmes, e também sempre quis vê-la no papel de um travesti. Tanto eu quanto Mónica amamos musicais, então escrevi o papel de Marieta para ela.

Site: Você trabalhou como roteirista em alguns filmes, incluindo produções de outros diretores (como Amnésia, de Gabriela Salvatores, e Taxidermia, de Luis Cerveró). Você pretende continuar escrevendo roteiros?

Ramón Salazar: Para mim, nunca foi uma boa experiência escrever com outras pessoas, por isso decidi continuar escrevendo, sim, mas apenas os roteiros dos meus próprios filmes.

Site: Além de escrever e dirigir, você também atuou em filmes, incluindo alguns de seus próprios. Você pretende continuar atuando?

Ramón Salazar: Originalmente estudei para ser um ator (foi quando conheci Mónica), mas ninguém me queria em seus filmes, então decidi ser um diretor. Eu amo atuar e é por isso que algumas vezes me dou pequenos papéis em meus filmes.

Site: Como surgiu a idéia de 20 Centímetros? Podemos dizer que não é uma das típicas idéias de roteiros…

Ramón Salazar: Mónica e eu sempre falamos sobre fazer um musical, já que, conforme disse, adoramos musicais. Musicais não são nem um pouco comuns na Espanha, mas mesmo assim queríamos realmente fazer um. Escrevi o papel de Marieta para Mónica e o inseri num musical. Não é muito comum ter uma travesti num musical, sabe?

Site: E é ainda mais incomum ter um travesti narcoléptico num musical!

Ramón Salazar: Exatamente! Partindo daí, optei pelo contraste de um travesti que trabalha em zonas barra-pesadas com uma comédia musical.

Site: Você acha que existe espaço para musicais no cinema?

Ramón Salazar: Nem um pouco, ao menos não no momento. Na Espanha não há espaço algum para musicais. Espero que num futuro próximo haja mais espaço para eles e que o público os aceite melhor. Eu realmente quero fazer mais musicais, não no meu próximo filme, mas no filme seguinte. Já sei que meu próximo musical será mais europeu, menos espanhol, mais cosmopolita.

Site: Como o público espanhol reagiu a 20 Centímetros?

Ramón Salazar: O público não entendeu o filme muito bem. Há cenas de nudez e sexo no musical e as pessoas se sentiram chocadas e constrangidas.

Título no Brasil: 20 centímetros
Título Original: 20 centímetros
País de Origem: França / Espanha
Gênero: Comédia
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento: 2005