Masmorracast # 24 – Comédias…Sempre!

 

Neste podcast Angélica HellishMarcos NoriegaEduardo Cosso do Destino Poltrona e um dos podcasters mais famosos da podosfera, Eduardo Sales do podcast Papo de Gordo, conversaram sobre esse gênero cinematográfico muito apreciado, revisitaram grandes comédias dos anos 80 e 90 e o mais importante: deram muita risada.

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Um pouco sobre a história do gênero comédia no cinema:
O filme cômico, que se caracteriza pela inclusão de gags, pilhérias ou brincadeiras, tanto visuais como verbais, começou sua existência praticamente no início desta arte. L’arroseur arrosé (O Regador Regado), de 1896, filme francês dos irmãos Lumière, é considerada a primeira comédia da história do cinema. Desde o começo, criaram-se filmes em que se mostravam imagens que alegravam ou faziam rir o espectador, ainda que fosse sem o acompanhamento do som. Nestas comédias, quase em sua totalidade americanas, utilizavam-se das perseguições, dos golpes, das quedas, das surpresas dos personagens, para conseguir a hilaridade do público. Era um cinema cheio de golpes com tortas, choques de automóveis, velozes perseguições policiais e inúmeras situações mais ou menos insólitas. Observam-se ali os protótipos do que sería o cinema de comédia.

A comédia muda teve origem no vaudeville, no café concerto, no music-hall e no circo. Os fatores externos, e não propriamente a personagem, eram os desencadeadores das situações inusitadas e sem sentido, dando graça aos instantes, sem qualquer preocupação, na época, com a continuidade narrativa.
Foi nos EUA, porém, que a comédia muda alcançou seu campo mais produtivo, haja vista o país estar passando, então, por um período de mudanças, pós-guerra civil, a caminho da democracia. As comédias abordavam temas rapidamente absorvidos pelo público, tais como a crítica às instituições convencionais: casamento, escola, ordem pública, numa forma de “criticar a si mesmos”. As comédias mostravam, portanto, roubos grotescos, flertes com a mulher do amigo, mentiras, marcando o surgimento do gênero nonsense.

Em 1909, Mack Sennett entra para a Biograph, companhia de David Griffith, atuando, no ano seguinte, em The Curtain Pole, inaugurando o slapstick (Pastelão) no cinema americano.
Em 1912, Sennett funda a Keystone, passando a produzir suas próprias comédias, criando sua marca registrada: as Bathing Beautes (em desconcertantes trajes de banho), que saltitavam em torno dos Keystone Copes (grupo de policiais). Criava-se, assim, o caos social no cinema.

Com o surgimento de Charles Chaplin, há uma grande mudança no cinema cômico. Inicialmente seu personagem ainda tinha a brutalidade dos personagens da Keystone, mas já com a sensibilidade proveniente da cultura inglesa, com um refinamento interpretativo que aos poucos vai se delineando até compor o personagem eternizado do vagabundo. O primeiro filme de Chaplin, para a Keystone, foi Making a Living (“Carlitos Repórter”), em 1914, mostrava-o com cartola, sobrecasaca e monóculo, numa cena mais lírica, beijando gentilmente a mão da atriz Virgínia Kirtley, mas ainda havia as cenas de perseguição, típicas da Keystone. Apenas em 1915, com os dois filmes feitos para a Cia. Essanay, The Tramp (“O Vagabundo”), e The Bank (“O Banco”/ “Ordenança de Banco”), Chaplin consegue delinear seu personagem. A triste alegria cômica seria marcante na arte de Chaplin, culminando em 3 grandes filmes: The Kid (“O Garoto”), de 1920, The Gold Rush (“Em Busca do Ouro”), de 1925, e City Lights (“Luzes da Cidade”), de 1931.

Surgem posteriormente 3 grandes cômicos do cinema mudo: Buster Keaton, Harold Lloyd e Harry Langdon.

Langdon retira de Chaplin a maneira de se vestir, mas apresenta maior suavidade na tela. Sob a direção de Frank Capra, produz seus próprios filmes: Tramp, Tramp, Tramp (1927), The Strong Man (“Um Homem Forte”) (1926), e Long Pants (“O Pinto Calçudo”) (1927).

Harold Lloyd era impulsivo, nervoso e arguto, compôs o personagem com ar inocente, óculos de aro de tartaruga, atraído pelo perigo. Não aceitava doublê para as cenas de perigo. Alguns exemplos são Safety Last (“O Homem Mosca”), de 1923, onde mostra sua habilidade em construir gags e o seu amor pelo perigo, e The Fresh Man (“O Calouro”), de 1925.

Buster Keaton, por sua vez, tinha o ar impassível e movimentos delicados. Estreou no cinema em 1916, fazendo pequenas comédias com Roscoe “Fatty” Arbuckle (“Chico Bóia”), e em 1920 começou a produzir seus próprios filmes. Entre seus filmes mais conhecidos estão Sherlock Jr (“Bancando o Águia”), de 1924, The Navigator (“Marinheiro por Descuido”), de 1924, e The General (“O General”), de 1926, quando utiliza a mecanização como forma de expressão.

Com o surgimento do som, poucos foram os cômicos do cinema mudo que sobreviveram. Chaplin tentou se adaptar com The Great Dictator (“O Grande Ditador”), em 1940, seu primeiro filme sonoro, mas após tal filme sua receptividade já não foi a mesma. Somente Stan Laurel e Oliver Hardy, em parceria desde 1927, ultrapassarm com sucesso a barreira do som.

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10 comentários Adicione o seu

  1. Domênica Mante disse:

    Tá bom,tá bom…(Rs) eu sei que nunca dá tempo de citar todo mundo, mas Billy Wilder, Ernst Lubitch, Os irmãos Marx, Woody Allen, Wes Anderson e Spike Jonze fizeram uma faltaaa…

  2. Masmorracast disse:

    Ôpa,anotado Domênica,dessa vez abordamos os anos 80 e 90 até pra não deixar o papo muito sacal pro convidado…haha.Beijos,e valeu.Seja bem vinda!

  3. Thiago "Joker&q disse:

    E aí pessoal!Mandaram muito bem falando desse gênero foda que é comédia!Especialmente muito bem comentado sobre os filmes do Mel Brooks, Monty Python, Simon Pegg, Trapalhões…. clássicos absolutos!!!E sobre comédias românticas, acho que existem desde a própria criação do cinema (lembrem-se de "Luzes da Cidade", do Chaplin).Cast totalmente nostálgico, parabéns!

  4. Flávio Vieira disse:

    Opa!Tema muito interessante, aposto que irei conhecer material novo, como sempre acontece ao ouvi-los.Abçs pessoal

  5. Flávio Vieira disse:

    Bem… estou ouvindo ainda.Mas chorei de rir com a espontaneidade do Marcos contando piada… huahaha

  6. Flávio Vieira disse:

    Fiquei com medo que vcs não falassem sobre o Raimi, e diferente do Dudu, eu adoro Evil Dead 2, ele é praticamente um remake do primeiro e acho superior ao terceiro, que para mim se torna mais ação e comédia do que o terror escroto e engraçado dos dois primeiros. Epor falar em Raimi, vcs conferiram Arraste-me para o Inferno? SENSACIONAL!Um bom filme de comédia que acabei de ver para a agenda cultural, foi o Golpista do Ano, com o Carrey, que apesar de ter as caretas dele, tem ótimos momentos. Falando de Steve Carrel. Ele na minha opnião é o melhor comediante de hollywood nos dias atuais. E Alec Baldwin parece ter se reencontrado para a comédia, está muito bem realmente. Sobre as comédias pastelão, eu morria de rir com corra que a polícia vem aí e apertem os cintos, top gang… pena que o genero se tornou um EXCREMENTO DE MERDA SEM TAMANHO nos dias de hoje, ficando impossivel ver qlqr coisa.Sobre comédias românticas. Hoje em dia o gênero está desgastado mas não tem como não falar de a primeira noite de um homem; Quanto mais quente melhor; noivo neurótico, noiva nervosa; bonequinha de luxo com a belissima Audrey Hepburn, que realmente faz valer o título do filme…rs… enfim, o caso é que tem ótimos filmes, só que ultimamente pouco coisa se salva como alguem tem que ceder,por incrivel que pareça adoro dois filmes do genero com adam sandler… como se fosse a primeira vez e embriagado de amor…e agora podem morrer de rir, mas eu tenho até os dvd's em casa de três vezes amor com o Ryan reynolds (o que estraga é o final) e Letra e Música com Hugh Grant… enfim, ja basta… me comprometi demais.Indo de um ponto ao outro… apesar de vcs terem comentado superficialmente, eu já dei risada só de ver o poster de Em busca do Ouro do Chaplin, e apesar de ter todo o lance da pantomima, que já está um tanto ultrapassado, eu ainda me divirto com alguns de seus filmes… E acho que Chaplin se manteu vivo mais do que todos os demais, pela figura polêmica que foi e por seus filmes serem um reflexo de sua infância sofrida e seu descontentamento com certos aspectos políticos e sociais… Sem falar que o cara era um artista completo, ator, dançarino, músico,diretor, roteirista…Desculpem pelo comentário extenso pessoal e confuso, me empolguei.Abraços

  7. Flávio Vieira disse:

    Só pra não esquecer, Monty Python é foda.

  8. Episódio mais do que excelente e divertido. Vocês estão me fazendo correr atrás de vários filmes que ainda não tive a oportunidade de assistir. Vocês da Masmorra são uma equipe fenomenal. 😀

    Monte Python, taí uma comédia que ainda tenho curiosidade, preciso assistir logo.

    Abraços. o

  9. Dom disse:

    Acho que vale comentar um outro tipo de comédia, que é “comédia de conteúdo”. Irmãos Coen, Cameron Crowe.

    O tipo de história que não é drama, lida com os sentimentos mais positivos e tudo, e é uma história bem feita e tal.

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