A menina do fim da rua – 1976

Em A menina do fim da rua temos uma Jodie Foster com apenas seus 14 anos: ela é Rynn Jacobs, uma típica solitária ninfeta que vive reclusa em uma casa afastada da cidade.

 

Fuma haxixe, pagã e tem coração endurecido. Nutre uma paixão por ler livros de Emily Dickinson ou Agatha Christie, é viciada na sinfonia de Chopin. Sincera, hiperdinâmica, extrovertida. Quase uma Lolita com verve intelectual, esnobe e ácida-irônica. Seu cotidiano misterioso: a constante ausência do pai, um suposto escritor que nunca está presente, concebe uma certa desconfiança na vizinhança – principalmente de um sujeito que habita do outro lado da rua, Frank Hallet (Martin Sheen) fixa obsessão sexual em Rynn. Seria ela apenas um objeto de desejo?

 

Eis o conflito: a pedofilia entra em forte argumento no filme. Rynn tem que lidar com a habilidade de manter seus misteriosos segredos, sempre velados no interior da sua casa. Constantemente, além disso, confronta com as investidas indesejáveis de Frank – a todo custo, ele quer possuí-la sexualmente, exercer seu comando sobre a garota, forçar um contato mais íntimo. O conflito impera quando Frank passa assediá-la perigosamente e, inesperadamente, Rynn se envolve num complexo jogo criminal, pois provoca acidentalmente a morte de uma pessoa.

 

A direção de Nicolas Gessner é realista, objetiva. O roteiro é um exercício da prática da sexualidade juvenil, dos tabus segredados, da perversão masculina. Em 1976, no ano de lançamento, imagine a polêmica da abordagem contundente? O suspense consiste na pedofilia, mas é acentuado pelo teor dramático das situações humanas personificadas pelos personagens. Rynn é malvada, dissimulada, calculista – mas, sua fragilidade é um aliado para a sua personalidade ora infantil, ora carinhosa.

 

Eis a contradição: ela tem repulsa e desejo pelo vizinho pedófilo. E ainda mantém uma amizade com o atencioso Miglioriti (Mort Shuman). A fotografia do filme tem cores frias, tons cinzentos que se contrapõe com a cor dos cabelos loiros de Rynn. Como viver imerso no perigo da mentira? A trilha sonora incidental é melancólica, acentua um certo tom nostálgico e estranho do filme. A trama é bastante escabrosa, há diálogos densos e intrigantes, típica abordagem controversa. Seria o vizinho um sexofilista (indivíduo que pratica a fruição desordenada, promíscua ou aleatória do sexo)? Ou apenas um imoral insano? O filme exerce essa relação da repressão sexual e da libertinagem, da falta de discernimento e também da manipulação da sensualidade. Observem o desempenho de uma Jodie Foster, altamente inspirada como a pequena infame.

FARRAZINE 17

NESTA EDIÇÃO Apresentamos as HQ’s:
JUSTIÇA 40º por Brenno Dias e Denis Mello e
LONG PLAY por Megaron Xavier
E mais:
• O Nascimento da Era de Prata
• A Laranja Mágica
• Quebra-Quebra no Tróia’s Bar
• Os Kana: Katakana
• por Hiro
• Quadrinhos Gonzo
por Jacarandá
• Anarquia nos Quadrinhos: A Máscara do Riso
• por Filipêra
• Nostalgia
• Biografia: J. J. Abrams
• Blues – parte 3
• por Snuckbinks
Contos:
• Uma Manhã
• A Armadilha
InVinoVeritas
• O Poeta
Marcelo Soares
• A Sua Cor
Agente Dias 

Após um breve “Hiato” (palavra muito comum hoje em dia), chegou a nova edição do FARRAZINE. Baixe, leia, apóie, divulgue!

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Batendo papo na Masmorra # 04 – O que assistimos ultimamente…

Neste Bate Papo na Masmorra Angélica Hellish, Marcos Noriega, Eduardo Cosso do Destino Poltrona, tiveram uma conversa muita descontraída com Anderson Meira vulgo Perna do Toscochanchada Podcast e com Ivan Motoserra do Jerimum Beta e Rock 30 podcast.Filmes como (clique para ver trailer ou baixar) Eles a Chamam de Caolha (Triller – A Cruel Picture, Clube da Lua, Pi, Um Príncipe em Nova York, Taxidermia, Aftermach foram comentados.
E mais: Faroeste,porrada do Netinho no Vesgo do Pânico,Tokusatsus,as vinhetas maravilhosas do toscochanchada… você não pode deixar de conferir esse epísódio!
E você, o que tem assistido ultimamente?

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Batendo papo na Masmorra # 03 – O que assistimos ultimamente…


Estamos de volta com mais um Bate Papo na Masmorra!
E nesse papo Angélica Hellish,Ock Tock dos podcasts Máquina do Tempo e Tockaí!, Vana Medeiros do podcast Spin-Off e do Blog Spoiler Cotidiano, Eduardo Cosso do Destino Poltrona, Alexandre Landucci do Blog de Cinema Fotograma Digital e Barão do Red Baron Blues Blog e do Farrazine abordaram filmes como: Mar Adentro,Toy Story 3, À Prova de Morte, Hotel Ruanda, Menina de Ouro, O Declínio do Império Americano, As Invasões Bárbaras, Como Treinar seu Dragão, Meu Malvado Favorito e Hanami – Cerejeiras em Flôr ,e séries como Louie e Power Rangers RPM!.
Dá pra falar de 3D, eutanásia, animações, Power Rangers, a ciência médica de Dr.House e o escambau? Dá. Aqui tudo é liberado! E você? O que anda assistindo ultimamente?

Links prometidos no Episódio:
Visão Histórica – Site e Podcast fodástico sobre História!
Trailer de Machete em Lego!
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Era uma vez na América

É um filme ótimo, um grande épico, que narra sobre garotos pobres de origem judaica, que não conseguem ver nada para seu futuro além do óbvio, seguirem o mundo do crime organizado. 

Embora fale de Máfia, o filme distoa muito do aclamado “The Godfather”, pois aqui encontramos um relato sobre como relações são construídas e desfeitas.

AMIZADE – e sobre como é crescer, deixar de ser criança, mesmo ainda não tendo a idade adulta. Quatro garotos passam a trabalhar para para mafiosos, sempre nas ruas praticando roubos pequenos, e assim acabam crescendo e se envolvendo cada vez mais no mundo do crime organizado, e os delitos vão ficando cada vez mais graves.

Fala ainda de AMOR, pois Noodles (de Niro) é apaixonado por Deborah (Jennifer Connelly/Elizabeth McGovern), desde que criança, esse amor é correspondido, mas devido aos sonhos de ambição de ambos, acaba distanciando cada vez um do outro.

O filme foi o projeto da vida de Sergio Leone, conhecido por filmes ‘western spaghetti’, estrelados por um jovem ator de TV chamado Clint Eastwood que se tornou ícone. Mesmo diringido faroestes, o sonho era dirigir um épico sobre o século XX nos EUA, lugar que reunia cultura e barbárie, elegância e truculência, bom gosto e vulgaridade em doses equilibradas.

Foram quase dez anos para que Sergio Leone tivesse coragem de apresentar o projeto a estúdios norte-americanos, os únicos com dinheiro suficiente, a partir daí, mais outros nove anos para finalizar o filme, e muitas batalhas e cláusulas contratuais que lhe tiravam a liberdade da montagem final.

A primeira edição tinha 250 minutos. Os executivos da Warner obrigaram o diretor a encurtar para 139 minutos o que valeu ao filme péssimas críticas e bilheterias piores. Com o tempo, uma versão ampliada para 236 minutos chegou aos cinemas europeus e fez sucesso nos EUA.

Raduan Nassar e Lavoura Arcaica: o filme


Lavoura Arcaica”, o livro de Raduan Nassar e o filme de Luiz Fernando Carvalho, é um dos mais belos exemplos da miscigenação possível entre o cinema e a literatura. Um dos clássicos da moderna literatura brasileira tornou-se um dos filmes mais importantes da nossa cinematografia. Vamos tentar compreender como funcionou essa experiência.

Trata-se aqui da relação da palavra com a imagem para realizar este produto simbiótico que é o cinema, da adaptação da obra de Nassar, caudalosamente verborrágica, sufocantemente intimista, quase absolutamente não-linear.

A história não interessa tanto; os fatos são como que arrancados a cada nova torrente de palavras do personagem-narrador André, as lembranças vêm como flashbacks absolutizantes (que se fecham em si mesmos) até que, aos trancos e barrancos, ficamos sabendo que possuem como referência a relação incestuosa de André com a irmã.

Tudo gira em torno disso: o arrependimento, a desestruturação da família, as memórias amargas (mesmo quando felizes, as memórias só reforçam o quanto essa sua antiga felicidade será destruída), a fuga de casa, o resgate pelo irmão.

As referências bíblicas são óbvias, não somente pela adaptação de uma parábola cristã, mas principalmente pela utilização da Palavra com todo o seu poder de Verdade.

A Palavra é encarada assim pelo patriarca que se senta à mesa e obriga a família a ouvir seus sermões. Também é vista dessa forma pela família que ouve e condiciona sua vida àquelas histórias. E é também assim combatida pelo filho rebelde que se desespera ao perceber que essa “verdade” não explica seus desejos inconfessáveis nem os conforta ou perdoa quando estes afinal são realizados.

Pois bem, o diretor Luiz Fernando Carvalho transpõe para o filme quase que o texto inteiro do livro, literalmente. As cenas são longas, as “conversas” são extensos monólogos entremeados de algumas frases de ligação, são muitos os pensamentos do personagem ruminando sobre episódios vários, o que torna o filme longo, lento e contemplativo. As citações são textuais e, muitas vezes, correm o risco de serem consideradas redundantes, desnecessárias, pois o que está sendo dito também está sendo, na maioria das vezes, mostrado.

Logo após André dizer que costumava mexer na roupa suja da família e que, dessa forma, a conhecia melhor do que qualquer outro, segue-se uma cena, muda, mostrando as mãos desdobrando lentamente as peças de roupa no cesto.

Pode-se gostar ou não do resultado (entrando assim no nebuloso terreno do gosto pessoal), discordar ou não da opção radical do diretor. O que me parece claro é que “Lavoura Arcaica” não poderia ter sido filmado de outra forma sem que, ao mesmo tempo, traísse a espinha dorsal do livro.

Luiz Fernando transmuda a Palavra em Imagem, transforma a narração falada em ação visual, a torrente de pensamentos abstratos em cenas concretas, o impacto do raciocínio abstrato no choque dos fotogramas. Em suma, faz cinema.

Pode parecer incrível dizer isso de um filme com tanta falação, mas em “Lavoura Arcaica” a Imagem é absoluta. É ela quem comanda. Ela transforma, critica, se contrapõe, relativiza o poder da Palavra. Esta tem a pretensão de ser a portadora da Verdade, através da sua verborragia, de sua posição autoritária, de sua pretensa capacidade democrática de diálogo, mas é contrastada o tempo todo pelo fogo revelador das imagens. A Palavra é confusa, rasa, inibidora, moralista. Insuficiente.
Texto de Claudinei Vieira do site Por trás das letras

Ouça um dos monólogos do filme!:

Ficha Técnica:
Título original:Lavoura Arcaica Clique para ver o trailer.
Gênero: Drama
Duração: 163 min.
Lançamento (Brasil): 2001
Estúdio: VideoFilmes
Distribuição: Riofilme
Direção: Luiz Fernando Carvalho
Roteiro: Luiz Fernando Carvalho
Produção: Luiz Fernando Carvalho
Música: Marco Antônio Guimarães
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de arte: Yurika Yamasaki
Figurino: Beth Filipeck

Elenco
Raul Cortez (Pai)
Selton Mello (André)
Juliana Carneiro da Cunha
Leonardo Medeiros
Mônica Nassif
Christiana Kalache
Caio Blat
Renata Rizek
Simone Spoladore
Pablo César Câncio
Leda Samara Antunes
Premiações:
– Ganhou o prêmio de Melhor Contribuição Artística, no Festival de Montreal.

– Ganhou 4 prêmios no Festival de Brasília, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Selton Mello), Melhor Atriz Coadjuvante (Juliana Carneiro da Cunha) e Melhor Ator Coadjuvante (Leonardo Medeiros).

Paisagem na Neblina (1988)


Duas crianças, uma menina de 11 anos e um menino de cinco, decidem fugir de casa. Deixando a mãe para trás, sem dinheiro ou referência, saem de Atenas em busca do pai, que emigrou para a Alemanha. Os dois não sabem que esse pai na realidade não existe, e que nem mesmo são filhos do mesmo homem. Assim, sua jornada torna-se uma entrada perigosa e dramática no mundo adulto. Filme de Theo Angelopoulos ganhou Prêmio da Crítica na 15ª Mostra de Cinema de SP e o Leão de Prata no Festival de Veneza, além de ser considerado o melhor filme Europeu de 88.

Com um cinema reflexivo, com longos planos-sequência mostrando o estado emocional de seus personagens, Angelopoulos mostra nos seus filmes dramas humanos da busca do homem pela sua razão de ser, entrando em conflito com suas ideologias, seus sonhos e desejos que vão se transformando na medida que o seu olhar sobre o mundo vai ficando mais revelador e desconcertante. Póetico, sensível e humano, demasiado humano.

 

Atraído pelos mitos fundadores do seu país e da filosofia que lá se originou, Angelopoulos atualiza o mito de Orestes (que volta para vingar a morte do pai, na tragédia de Ésquilo) na figura de um motoqueiro que faz parte de uma trupe de atores e que cruza o caminho dos protagonistas como um símbolo do amor. Os símbolos, aliás, permeiam todo o filme. Como a gigantesca mão, retirada do mar por um helicóptero (acima) e que remete, imediatamente, à procura por um Deus que possa redimir uma realidade tão ameaçadora, na história de uma civilização que perdeu as rédeas e se encontra entregue a um pessimismo atroz.
Numa escritura cinematográfica rigorosa que abdica da lógica para firmar uma poética de profundas reverberações humanistas, o filme torna-se fascinante na medida em que o não-dito adquire uma força descomunal numa demonstração de que, às vezes, nenhum gesto ou palavra poderá emprestar aos sentimentos uma tradução coerente.

É neste sentido que a cena do estupro de Voula, que não é mostrada, torna-se o emblema mais eloquente e chocante desse filme. Exatamente porque o seu horror não poderá jamais ter um correspondente em imagens. Restam o silêncio e a dor, que serão os companheiros da menina para rejeitar o amor de Orestes, em outra cena de tristeza descomunal.
A cada revisão de Paisagem na Neblina, é certo que outros planos sempre nos surpreendam, como é o que é mostrado aqui ao lado. Angelopoulos, com seu domínio ímpar da mise en scéne e um talento notável para contar histórias, realizou um filme onde cada novo plano sobrevive como um enigma, e cada fotograma em branco é capaz de acobertar, de fato, uma árvore. Basta se comprometer a enxergá-la.





Título original: Topio stin omichli

Direção: Theo Angelopoulos
Direção de fotografia: Yorgos Arvanitis
Roteiro: Theo Angelopoulos, Tonino Guerra, Thanassis Valtin
Produção: Theo Angelopoulos, Eric Heumann, Stéphane Sorlat
País: Grécia
Ano de produção: 1988
Duração: 127 min.

Masmorra Cast Especial 1 Ano! A Trajetória de um podcast…

Neste podcast Angélica Hellish Marcos NoriegaEduardo Cosso, do Destino PoltronaAlexandre Landucci,do blog Fotograma Digital e Barão do Red Baron Blues Blog e do Farrazine conversaram sobre o Masmorra Cast sua trajetória,os erros e acertos do início, revelaram muitos segredos e principalmente agradeceram à todos que participaram desse projeto onde nos doamos por inteiro.
Todos juntos, só um coração e mente.
Comente,participe!Qual o seu podcast preferido?


Alguns podcasts que participamos:

Angélica e Marcos Agenda Cultural #16 – Religião Política e… Hello Kitty?
Angélica (arroz de festa do Hell…haha) participou de:
Sexta Cast : Especial Sexta Feira 13 Parte 1
Rock 30 # 52 – O Retorno

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A Criança

Ou seria Os Incompreendidos?

Eis um filme repleto de intensidade, arte realista de grande primor. A Criança é um excepcional trabalho independente, verdadeiro como poucos. Dirigido e roteirizado pela dupla de irmãos Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, trata-se de um singelo retrato naturalista que foca no cotidiano de um casal de jovens namorados que enfrenta problemas financeiros numa pequena cidade da Bélgica. Bruno (Jérémie Renier) e Sonia (Déborah François): dois imaturos, delinqüentes e típicos rebeldes que sobrevivem em meio aos pequenos furtos que cometem. Totalmente imersos na perspectiva do mundo particular, vivem fora das convenções – não têm emprego, nem mesmo perspectiva de um futuro qualquer. Quando nasce o filho do casal, eis que o roteiro, muito bem conceituado, ganha vigor: Como fazer para sustentar essa criança? Como lidar com tamanhas responsabilidades? É assim que este filme se determina, aborda um nítido exemplo de juventude contemporânea. Bruno e Sonia, ainda que apaixonados, não compreendem a responsabilidade de ter um filho. Ambos enxergam com grande oposição o significado da chegada desta criança – e é então que a problemática se evidencia: Bruno encontra no bebê uma forma de aplicar mais golpes, usando-o para obter lucros. Seria, de fato, a única forma de lidar contra a sobrevivência? Quão absurdo pode ser este ser humano? O filme retrata com calor humano a trajetória íntima desses dois casais que, obviamente, são sinônimos de uma juventude à beira do caos da irregularidade comportamental, diante de problemas e abalos emocionais.

 

O cuidado minimalista na direção dos irmãos Dardenne acentua-se em cada cena prolongada, sem qualquer uso de trilha sonora – cerca os dois personagens, intimamente, sem perder nenhum gesto ou mesmo diálogo verbalizado. Tangível, tão realista, consegue ter um grande efeito por colocar o psicológico com tanta evidência. A impressão é que nada ali foi prefigurado, mas sim um casal real tendo sua vida esmiuçada por uma objetiva irrefreável. Há um tom documental com o misto da ficção dramática e da poesia imagética – há sequências que as câmeras percorrem os atores em planos sem corte, demonstrando a habilidade da direção em destacar os movimentos corporais e da esfera interpretativa precisa. O tom de verossimelhança se concebe. 

Típico estilo do tradicionalismo do cinema francês, pós “Nouvelle Vague”, percebe-se um tom natural escancarado: a câmera frenética foca os personagens nas ruas, persegue-os, espia e exibe seus contornos existenciais (a concepção do Dogma 95 se expressa?). Em sua forma, conteúdo e premissa: um filme sensível, mas cruel. A emoção surge dos momentos silenciosos do casal, no envolvimento e na percepção de um para o outro – a sociedade os ignora? Jérémie Renie exerce um desempenho soberbo como Bruno, o tom desolador da película é determinado por sua composição dedicada. E há bastante química dele com Déborah François. Aliada às belas imagens, os diretores Dardenne buscam uma história humana, com personagens limítrofes lutando para manter – ou recuperar – algo que perderam, geralmente um valor moral, embora metaforicamente esse seja representado por algo material. Se numa primeira leitura, a palavra “criança” se refere ao recém nascido que muda a ordem pré-estabelecida da vida de Bruno, o termo também se aplica à condição do casal. Os dois, na verdade, são duas crianças quase tão despreparadas para o mundo quanto o recém-nascido.

É um sensível filme providenciado com afinco pelas lentes dos Dardenne. Toca a condição humana. São dois perdidos na histeria do mundo moderno com luzes, tráfegos e rodeados por transeuntes. Há dor neste casal que aparenta infelicidade. Em Bruno, há um homem que se recusou a crescer: eterno adolescente amplificado no qual se condicionou a sobreviver sem querer integrar-se socialmente e membro produtivo da sociedade. Mas, todo ser humano há de crescer. O filme se abstém de julgamentos, em momento algum recrimina-se o casal – pelo contrário, há um olhar condescendente em torno deles. Todo ser humano erra, tem imperfeições – a reflexão vem dos atos de arrependimento. Eis um drama sensato, comovente e vital que retrata as mazelas sociais dos marginalizados e esquecidos pela sociedade – da juventude errante, perda da inocência e amor consistente.

L’Enfant (Bélgica/França, 2005)
Direção de Luc e Jean-Pierre Dardenne
Roteiro de Luc e Jean-Pierre Dardenne
Com Jérémie Renier, Déborah François, Jérémie Segard, Fabrizio Rongione, Olivier Gourmet, Stéphane Bissot

Assédio (L’Assedio) A beleza dos contrastes


Assédio é uma história simples.
Um roteiro linear, até monótono, que pode ser resumido em poucas palavras, tais como “um europeu que se apaixona por uma refugiada africana cujo marido está preso em seu país”. O filme resultante não deveria impressionar.
Talvez fosse atraente a um ou outro romântico para assistir na tevê por assinatura. Mas Assédio não corre este risco. É um Bertolucci. É um belo e envolvente filme do diretor de 1900, O céu que nos protege e Beleza roubada.
Mais uma vez, Bernardo Bertolucci é bem sucedido em roubar a beleza das emoções dos personagens e nos passá-la em primorosa embalagem.

O filme Assédio se constrói sobre os contrastes.
A começar por colocar, numa mesma casa, a empregada africana que fugiu do país por motivos políticos e um rico herdeiro europeu. Esta diferença básica é explorada por todo o filme. Das imagens ásperas da miserável África, somos levados a uma belíssima vila italiana onde Mr. Kinski (David Thewlis) consome preguiçosamente o tempo compondo e dando aulas de piano.
Com esse contraste original dos personagens, a partir de uma repentina e direta declaração de amor, Bertolucci nos apresenta as mudanças na vida dessas duas criaturas. O paulatino empobrecimento de Mr. Kinski, a evolução de sua música, vão diminuindo a distância entre os personagens. Shandurai (Thandie Newton) passa eternos momentos tentando retirar a inexistente poeira das obras de arte que enchem a casa.
Talvez tentando limpar permanente poeira que recobria sua vida na África. O processo do empenho dos bens materiais do ariano Mr. Kinski também é uma boa metáfora da dívida (ou culpa?) européia para com o vizinho continente negro. A idéia da redução da opulência da Europa para minorar o sofrimento terminal da África deve cutucar o europeu que vê este filme. Nós, brasileiros, não temos este senso de diferença, pois convivemos permanentemente com os dois extremos de riqueza e miséria. Nossas culpas ficam por aqui mesmo, estão amortecidas, e vão, no máximo, até a favela mais próxima.

A bela mansão e o cotidiano de seus habitantes é explorada por certeira fotografia que bem se utiliza da arquitetura e dos fortes tons pastéis dos interiores. Som e fotografia quase se equiparam em importância nesse filme. Os diálogos pouco importam frente às expressões dos atores e à música. A música africana e a erudita são utilizados por Bertolucci para realçar as diferenças e a aproximação entre os personagens.

A atriz Thandie Newton é algo a parte dentro do filme. Sua beleza mestiça é realçada pelo fotógrafo com qualidade que se equipara a descoberta de Liv Tyler, em Beleza roubada. Quem assistiu Missão Impossível II, pode comparar como o pretenso charme do personagem de Thandie Newton no filme é ridículo frente às intensas imagens da bela Shandurai em Assédio. Mas, convenhamos, a especialidade de John Woo não é mostrar a beleza feminina.
É delicioso se entregar a leitura dos parágrafos de imagens criadas pelo italiano Bernardo Bertolucci, onde os detalhes proporcionam prazer como a leitura de um Machado de Assis, onde, todo o tempo, a história e o como ela é contada competem pela nossa atenção. Bertolucci brilha.

Trailler
Clique aqui

Batendo papo na Masmorra # 02 – O que assistimos ultimamente?

Mais uma vez nos reunimos na Masmorra pra conversar sobre o que temos assistido,lido,pensado…
Nesse bate papo estiveram conosco Hugo Soares do site e podcast Filmes com Legenda,Kio Caio César do Blog e Fanzine Farrazine,Alexandre Landucci colunista do Blog de Cinema Fotograma Digital.
Angélica Hellish e Marcos Noriega trocaram idéias e opiniões onde filmes como Valhalla Rising, Fúria de Titãs, Avatar, Guerra ao Terror e documentários como Beyond The Lighted Stage( que conta a tragetória da banda Rush)e A História de Anvil.Documentários que precisam ser conhecidos(até mesmo por quem não gosta e nem conhece Rock n’Roll!)
Falamos da eterna polêmica do Oscar,sobre literatura,séries,cinema 3D…ufa!
Enfim,curta esse papo informal e comente!Afinal o que você tem assistido ultimamente?

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Enterrem meu coração na curva do rio

 

Depois de ver o filme, fiz uma postagem em meu blog pessoal e ao pesquisar a matéria, descobri que existia um livro no qual o filme foi inspirado, e após ler apenas algumas páginas do livro já pude deduzir que o filme um tanto quanto fraco, não chega nem perto da grandiosidade que é o livro, a história realmente vale a pena.

 

Nesse livro de 1970, Dee Brown, fez um registro magistral de uma história enterrada e que estava relegada ao esquecimento, e ao qual a indústria cinematrográfica de Hollywood fez questão de jogar mais terra em cima.

Hoje em dia a maioria das pessoas sabem que os índios não foram os vilões do oeste selvagem graças a esse livro. Dee fez uma pesquisa minunciosa de registros que estavam esquecidos e empoeirados em bibliotecas perdidas nos EUA, dessa maneira conseguiu resgatar relatórios do exército americano ou mesmo relatos de próprios remanescentes de tribos, que foram passando as histórias oralmente, de geração em geração, até que alguns deles resolveram escrevê-las.

Ainda não terminei de lê-lo, o livro muitas vezes é chocante, e pauso para refletir e me perguntar até onde a frieza e crueldade do homem é capaz de ir, quando é movido por ganância .

Veja o índice pra ter uma noção dos assuntos tratados:

1 – Suas maneiras são decentes e elogiáveis
2 – A Longa marcha dos Navajos
3 – A guerra chega aos Cheyennes
4 – Invasão do rio Powder
5 – A guerra de Nuvem Vermelha
6 – O único índio bom é um índio morto
7 – Ascensão e queda de Donehogawa
8 – Cochise e as guerrilhas apaches
9 – A guerra para salvar o búfalo
10 – A guerra pelas Black Hills
11 – O êxodo dos Cheyennes
12 – O último chefe apache
13 – Dança dos fantasmas
14 – Wounded Knee

O livro traz ainda, trechos de discursos dos chefes indígenas, quando se reuniam com o homem branco, para fazer acordos de paz, abaixo trascrevo algumas delas:

“Onde estão hoje os Pequots? Onde estão os narragansetts, os moicanos, os pokanokets e muitas outras tribos outrora poderosas de nosso povo? Desapareceram diante da avareza e da opressão do Homem Branco, como a neve diante de um sol de verão. Vamos nos deixar destruir, por nossa vez, sem luta, renunciar a nossas casas, a nossa terra dada pelo Grande Espírito, aos túmulos de nossos mortos e a tudo que nos é caro e sagrado? Sei que vão gritar comigo: Nunca! Nunca!”
TECUMSEH, dos shawnees –

“De quem foi a voz que primeiro soou nesta terra? A voz do povo vermelho que só tinha arcos e flechas…O que foi feito em minha terra, eu não quis, nem pedi;os brancos percorrendo minha terra…Quando o homem branco vem ao meu território, deixa uma trilha de sangue atrás dele…Tenho duas montanhas neste território – as Black Hills e a montanha Big Horn. Quero que o Pai Grande não faça estradas através delas. Disse estas coisas três vezes; agora venho dizê-las pela quarta vez.”
MAHPIUALUTA (Nuvem Vermelha), dos sioux oglalas –

 


“Fizeram-nos muitas promessas, mais do que me posso lembrar, mas eles nunca as cumpriram, menos uma: prometeram tomar nossa terra e a tomaram.” – MAHPIUALUTA (Nuvem Vermelha), dos sioux oglalas –

Apesar de ser um relato doloroso da história do povo nativo americano, podemos ver como eles tinham uma noção verdadeira de honra, e um carinho muito grande por seu próprio povo e terra. Após a publicação desse livro, filmes como “Um homem chamado Cavalo” e “Pequeno Grande Homem” puderam ser realizados.

Acredito que o mesmo tipo de genocídio tenha ocorrido aqui no Brasil, e por toda a América, mas infelizmente, talvez toda essa história esteja fadada ao esquecimento!

Nelo Johann

Nelo Johann é um gaúcho, 26 anos, cantor, compositor é multi-instrumentista.

Descoberta musical do diretor Esmir Filho, que o conheceu por intermédio de Ismael Caneppele, co-roteirista e autor da obra adaptada de seu último Longa-Metragem “Os Famosos e os Duendes da Morte”.

As musicas de Johann agradaram tanto o diretor, que o convidou para gravar a trilha sonora do filme.

Segundo o próprio Esmir, as composições foram fundamentais para criar a atmosfera sombria e deprimida que o filme demonstra ao longo das cenas.

Recentemente, em maio desse ano, ele abriu o show da cantora americana Cat Power em Porto Alegre.

O interessante é a quantidade de musicas que ele já tem gravada com tão pouca idade , são 150 musicas em 12 álbuns, todas independentes e produzidas no seu próprio computador.

Para quem gosta de um som com um ritmo folk, Ala Neil Young, fica o link disponível para download, com todos os álbuns: Nelo Johan

Filme: A Garota Morta, com Britanny Murphy foi (sem dúvida) seu melhor trabalho


Quando o corpo de uma jovem garota chamada Krista é encontrado, inicía-se uma repercusão inesperada que percorerrá e modificará a vida de várias pessoas, as conectando de formas profundas e incitando nessas emoções e atitudes atípicas.

Um retrato sombrio e singular sobre as particularidades de várias pessoas interligadas por uma única tragédia devastadora, “A Garota Morta” anseia capturar as angústias e os pesares de mulheres antagônicas – e ainda assim semelhantes – numa trama rica de virtudes e emoções, visando capturar a vida – ou a falta de vida – no repertório de suas protagonistas envolventes, melancólicas e frustradas. O filme, divido em cinco partes – “A Desconhecida”, “A Irmã”, “A Esposa”, “A Mãe” e “A Garota Morta” – não poupa o pessimismo ao pontuar a vida dessas cinco mulheres com elementos dos mais trágicos e pesados, dos quais passam a rondar pela atmosfera densa e sombria do filme com um impacto cujo efeito na audiência é incontestável.
O clima obscuro, porém, não chega a soar frio.
Apesar de inúmeras sequências bastante pesadas, existindo certo excesso de pessimismo consideravelmente forte na sua impressão, é mais que admirável nosso envolvimento com as personagens bem escritas, e as percepções que vamos adquirindo ao passo que vamos sendo envolvidos pouco a pouco nos climas pesados da vida dessas mulheres, cujas conexões se revelam fascinantes.

Dois dois importantes artifícios usados na narrativa, temos a falta ordem cronológica característica, que não se revela nenhuma novidade, e a divisão do filme em cinco capítulos, contando suas cinco histórias separadamente. É possível que não se extraia dessa divisão um envolvimento maior, ou por sua vez, que acabe surgindo uma certa frieza. Isso não ocorre porque as personagens apresentadas em todos segmentos são seres altamente interessantes, somos envolvidos por elas e por isso, atingidos pela emoção de suas histórias. Interpretada brilhantemente por Toni Collette (Ao Entardecer), Arden, “a desconhecida” é uma mulher solitária que sofre sob o rancor e os abusos de sua mãe incapaz, que acaba ganhando uma atenção da mídia ao ter descoberto o corpo, iniciando assim um relacionamento complexo com Rudy. Já Rose Byrne (Sunshine – Alerta Solar), em uma tocante performance, interpreta Leah, “a irmã”, uma jovem que, ao fazer a autópsia de uma garota morta não identificada, suspeita que esta talvez seja sua irmã que misteriosamente despareceu quando ainda era pequena.

Mary Beth Hurt (A Dama na Água) é Ruth, “a esposa”, num desempenho fortíssimo. A personagem começa a suspeitar que seu marido seja um assassino em série após muitas suspeitas e provas inconfundíveis. Temos ainda a estupenda Marcia Gay Harden (O Nevoeiro), interpretando Melora, “a mãe”, uma mulher que vai à procura de sua filha e encontra na amiga prostituta desta respostas para a fuga de sua filha, e talvez uma chance de redenção. Por último, temos Brittany Murphy (Amor e Outros Desastres), revaladoramente decente ao interpretar a garota do título, uma prostituta que tem como preocupação vital cuidar de sua filha.

Essas cinco mulheres, suas histórias, seus remorsos e suas particularidades entram na nossa pele, ferem nossas emoções e nos envolvem unicamente para o núcleo emocional do trabalho que, ao contrário do que sua estética tem a oferecer, é luminoso ao identificarmos, ao seu fim, um comovente otimismo como ode à vida e ao perdão. A última cena – tristemente real – nos afeta como nenhuma outra. Mas naquele pedaço de cena podemos olhar nos olhos de Murphy e vermos o verdadeiro significado do filme e captarmos suas verdadeiras intenções, que vão além do simples pessimismo ao pontuar, talvez, que a morte de uma pode significar a vida de outras. É um belo conto, e um que merece uma atenção bem maior do que a que recebeu. Um indie formidável que ecoa de uma forma muito bela, graças à firme direção de Karen Moncrieff (Um Certo Carro Azul), que também assina o roteiro.

No todo porém, podemos ir além dos ótimos aspectos técnicos que incluem uma bela fotografia e trilha melancólica para ver que, em seu núcleo, e em síntese, “A Garota Morta” é um trabalho de elenco, e um extremamente recompensador. Além das já mencionadas Collette, Byrne, Hurt, Harden e Murphy, temos desempenhos virtuosos também de Piper Laurie (Um Funeral Muito Muito Louco), Giovanni Ribisi (A Estranha Perfeita), James Franco (No Vale das Sombras), Kerry Washington (O Último Rei da Escócia) e Josh Brolin (Onde os Fracos Não Têm Vez).
Eles apenas enaltecem o trabalho íntimo e tocante de Moncrieff, que toca sem sentimentalismo ou exagero em feridas humanas e conexões particulares. Merece ser descoberta essa pequena bela obra.
Texto:Cine Vita
The Dead Girl (2006)
Direção: Karen Moncrieff
Roteiro: Karen Moncrieff
Elenco: Britanny Murphy, Marcia Gay Harden, Toni Collette, Mary Beth Hurt, Rose Byrne, Kerry Washington, James Franco, Josh Brolin, Giovanni Ribisi, Piper Laurie, Nick Searcy
(Drama, 93 minutos)

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