Jacob´s Ladder

Filme pra quem é fã de LOST, mas se você é um daqueles fãs que acham que LOST foi a coisa mais original já feita para a TV, me desculpe, talvez você não vá se agradar tanto em saber que esse filme, ja trazia muito bem difundido todo o conceito que LOST se perdeu em 8 anos para explicar. 

O personagem de Tim Robbim, Jacob Singer, está no Vietnã, e em um combate, ele acaba ferido por um golpe de baioneta, nesse exato momento ele acorda no metrô, voltando de um dia exausto de trabalho!

A partir desse momento ele começa a ter crises de alucinações, sonhando com fases de sua vida que já ficaram no passado. Cada vez mais intrigado, ele mergulha para descobrir o que está acontecendo.

Hora ele está com a sua mulher no apartamento, mas em outros momentos, quando acorda, está com sua antiga esposa e seus filhos, incluindo o mais novo. Você espectador, fica tão perdido quanto ele, até que ele reecontra amigos do vietnã, e a história começa a fazer sentido.

 

 

Filme muito intrigante, do qual acredito que vocês vão gostar!

The Station Agent

Esse é o primeiro filme que me recordo, em que a história gira em torno de uma pessoa com nanismo, e cuja temática não seja medieval fantasiosa. 

Fibar McBride (Peter Dinlage) É uma pessoa fechada em seu mundo particular, devido a inúmeras situações pelas quais passou, até que seu único amigo e patrão morre, e lhe deixa como herança, um antigo galpão ao lado de uma linha férrea desativada. Agora, terá de se acostumar novamente a ser tratado como a “atração” da cidade.

Emboro o filme se disponha a tratar de preconceitos e como as pessoas lidam com isso, ele discute também como muitas vezes, nós, como vítimas, nos fechamos, preconceituosamente julgando vizinhos ou qualquer pessoa que se aproxime de nós.

O filme mostra ainda a vida praticamente normal, pois tirando as dificuldades relacionadas a acessibilidade, os problemas e desafios que todos passam, são os mesmos.

O filme venceu o BAFTA de Melhor Roteiro Original e o Independent Spirit Award de Melhor Primeiro Roteiro, ambos para Thomas McCarthy.

 

Os Incompreendidos

François Truffaut dirigiu o seu primeiro longa-metragem – Os Incompreendidos, em 1959, baseado em sua própria infância numa França marcada pelo autoritarismo dos país. Ajudando assim, a criar a Nouvelle Vague – um forte movimento artístico do cinema francês.

Antes de ser cineasta, Truffaut era crítico de cinema pela revista francesa Cachiers Du Cinema, diz a lenda que um dos motivos para qual ele resolveu largar a profissão de crítico foi por causa de uma aposta com o seu sogro, que o desafiou a fazer um longa-metragem – sendo assim nasce “Os Incompreendidos”.

“Sua vida é uma prisão”

Em um ambiente pós-segunda mundial, o método de ensino da escola francesa era regido pelo autoritarismo – a soberania total do professor sobre os alunos. Dentro do âmbito familiar não era diferente a repressão também intermediava a relação de país e filhos – no qual o filho tinha que por obrigação abaixar a cabeça diante de qualquer decisão tomada pelo pai.

Dentro desse cénario encontramos Antoine Doinel (Jean- Pierre Léaud) – o alter-ego de Truffaut. Reprimido na escola e pelos país, não demora muito tempo para o garoto se complicar diante de tanta repressão, refletindo em diversas reações, como: roubo e suspensão escolar

Sem querer entender o motivo a qual levou o filho a cometer tamanhos atos, o pai de Doinel o entregou a polícia, no intuito de ser internado em um reformatório. Desdobramentos ocorreram e o longa se fecha (finaliza) diante de uma cena antológica – quando o menino observa pela primeira vez o mar – transparecendo que sua vida a partir daquele momento pode ser tão imensa quanto o mar – naquele instante de frente ao mar ele conhecia e sentia pela primeira vez a liberdade.

” Avistando a liberdade”

O fato é que o menino não perdeu a liberdade ao ser detido em um reformatório , ele nunca a obtve ,desde cedo conviveu aprisionado, castrado de evolução , negligenciado por todos que faziam parte do seu mundo. Dessa forma suas ações levariam para o mesmo lugar – a fuga.

Com um tema que permeia até hoje na contemporaneidade – o autoritarismo dos país em cima dos filhos e a complexidade da relação entre eles, ao final do filme soube a fala que dizia na entrelinhas qual era o resultado da falta de dialogo no comportamento paterno: uma mentira profunda. Nos momentos finais, Doinel respondendo a uma pergunta da psicóloga do reformatório, que pergunta o porque mentia para os país, em sua resposta, ele diz : eles não acreditam mesmo, então prefiro mentir.

De uma trilha sonora discreta porém encatandora – a trama segue na mesma linha – um registro bem simples que conseguiu superar as expectativas da época e se tornar uma obra obrigatória a qualquer um que goste de cinema.

François já mostrava em seu primeiro trabalho o quanto brilhante seria em sua carreira e assim o tempo tratou de constatar.