Podcast Guerra dos Tronos # 02

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Conferimos o segundo episódio da série Guerra dos Tronos!
E Angélica Hellish de Brunette( Guardiã das Masmorras de Winterfell), chamou o Anão Putanheiro da Espada Grande ( e mente afiada ), dos reinos vizinhos vieram: Lord Carl Touror de Pautalivrestown (cujo símbolo é um um Touro postando filmes ),Mano da Muralha, escriba do HCast, Pablo, O Bardo Nerd, Lidiany CS – A Sacerdotisa Vermelha e Ko Erin do Game of Thrones Brasil para confabular acerca do episódio intitulado “The Kingsroad”( A Estrada do Rei )
Citados off-topic:Série Sharpe com Sean Bean, inspirada nos romances de Bernard Cornwell,Filme Peste Negra também com ele ( assista, muito legal!)

Skype: Masmorracast
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Contém spoilers! Assista primeiro o episódio ANTES de escutar o podcast!

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Saiu o FARRAZINE 21

A novidade é que acaba de sair a edição 21 do Farrazine repleta de personalidades do universo das HQ’s! 

 

Como a internet faz o mundo ficar pequeno fomos a Austrália perguntar umas coisinhas ao Ben Templesmith, de 30 dias de noite e WormWood… Logo no melhor estilo a volta ao mundo em alguns emails, trocamos idéias com o Alberto Montt do Chile, autor das Dosis Diarias.
Não cansados da viagem decidimos perambular com nossas perguntas em território tupiniquim também. Estivemos em Minas Gerais e tivemos uma conversa super agradável com a menina mais simpática dos quadrinhos nacionais (Além de uma excelente e sensível desenhista!), Luciana Caffagi, autora da tirinha Los Pantozelos. Logo, não podiamos esquecer de passar em Sampa e falar com o cartunista Rock’n’Roll e sangue “bão”, Márcio Baraldi!
Há bastante convidados?
Não!
Ainda trouxemos o “irmão gêmeo” da nossa querida Paloma Diniz, o desenhista Jack Herbert, em um bate-papo entre família. E não resistindo ao talento de Geraldo Borges, fizemos uma matéria com um dos figurões de nosso boom nacional de desenhistas no mercado americano.
E como presente especial a nossos colaboradores podcasters, trocamos altos papos com a galera gente boa do Arg!Cast e uma matéria cheia de sinceridade! Falamos até mal do Batman nela… Mas calma, calma foi com carinho…
Também com exclusividade temos a HQ Cidade Nua, com roteiro de Rafael Camargo e arte de Snuckbinks e uma fanart do Justiceiro escrita por Brenno Dias e desenhada por Vinicius Cruz
E ainda há mais contos, resenhas, a coluna Riteando de Rita Maria Félix da Silva, tirinhas, nosso Ombudsman, Bráulio Taumaturgo, criticando tudo e todos e muito, muito mais!
Baixe agora mesmo a edição clicando abaixo:

Podcast Guerra dos Tronos # 01


Assistimos o primeiro capítulo da série Game Of Thrones que estreou com grande sucesso no último final de semana nos EUA na HBO!
E Angélica Hellish de Brunette, Guardiã das masmorras de Winterfell chamou o Anão Putanheiro da Espada Grande, Lord Carl Touror de Pautalivrestown cujo símbolo é um touro postando filmes, Pablo, o Bardo Nerd e Mano da Muralha, escriba do HCast!
Muitas risadas, comparações, análises e nossas espectativas para essa nova produção da HBO, que está chamando a atenção de todos os fãs de Senhor dos Anéis que mal se seguram de ansiedade pelo filme “O Hobbit”
Venha conosco!Mas venha rápido, afinal ” O Inverno está chegando “…
Comentado durante o podcast: Abertura de Cardinal Syn 1 – para PSOne
Filme “O Agente da Estação” com o ator Peter Dinklage,que faz o anão Tyrion Lannister
Game of Thrones BR, pra ler críticas e saber mais novidades sobre a série.
Página oficial de Game Of Thrones da HBO
A galera do Blog Zombie Talk falando Sobre o livro e a série Guerra dos Tronos, escute!
Nosso email: contato.cinemasmorra@gmail.com
Skype: Masmorracast
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Batendo Papo na Masmorra #21 – O mais nerd de todos!


De volta com mais um Batendo Papo na Masmorra e dessa vez com Felipe Nunes do podcast Papo Lendário que recomendou a série Treme, Thiago Siqueira do Rapadura Cast que curtiu bastante a animação Rango e a leitura do primeiro volume das Crônicas de Fogo e Gelo – A Guerra dos Tronos de George R.R.Martin que estreará na HBO, Eduardo Cosso do Destino Poltrona que não teve medo de assistir The Troll Hunter e o Marcos Noriega que se divertiu com o filme Zombie do Lucio Fulci.
Edição feita por Daniel Volponi
Banner por Barão
Citados off topic: Tokusatsu Kaizoku Sentai Goukaiger, Clássicos DC Alan Moore, Animação Superman: Grandes Astros e a HQ do mesmo nome, filme Little Ashes
Abertura da série Treme, citada no podcast.

Podcasts que participamos recentemente:

Edu Cosso esteve no Senpuu Cast, Machina Cast e Radiofobia.
Marcos Noriega esteve no Vort Cast, sobre Darren Aronofsky
Angélica Hellish esteve no Podecash 27 sobre o filme Clube da Luta e no Podcast Cultural Not falando sobre nostalgia ” No meu tempo… “


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No dia do 122° do aniversário de Charles Chaplin, sua filmografia



Charles Chaplin, O gênio da comédia.

Sir Charles Spencer Chaplin Jr., KBE (Londres, 16 de Abril de 1889 — Corsier-sur-Veve, 25 de Dezembro de 1977), mais conhecido como Charlie Chaplin, foi um ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico britânico.
Chaplin foi um dos atores mais famosos do período conhecido como Era de Ouro do cinema dos Estados Unidos.
Além de atuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a trilha sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo.
Chaplin foi fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade.
Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919.
Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: “Chaplin não foi apenas ‘grande’, ele foi gigantesco.
Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam.”
Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
Seu principal e mais conhecido personagem é conhecido como Charlot, na França, e como Carlitos ou também “O Vagabundo” (The Tramp) no Brasil, um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode.
Chaplin foi uma das personalidades mais criativas que atravessou a era do cinema mudo; atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes. Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.

Hoje é Dia do Jornalista!

 

Como o cinema tem representado a categoria?
Vejam alguns exemplos:
(E não fique falando que seu diploma serve pra embrulhar peixe, rapá!)

– A Montanha dos Sete Abutres ( Ace in The Hole ) 1951 – Dir. Billy Wilder

A Montanha dos Sete Abutres (1951) é o longa que Billy Wilder realizou logo após seu maior e mais celebrado clássico, Crepúsculo dos Deuses. A acidez do filme anterior continua na história de um jornalista inescrupuloso que faz de tudo para voltar a ter prestígio, retardando o salvamento de um mineiro que está preso nos escombros para se alimentar da comoção da população da pequena cidade em que foi trabalhar.
Assista!

– A Embriaguez do Sucesso (Sweet Smell of Success)1957 – Dir. Alexander Mackendrick


A Embriaguez do Sucesso, de 1957, é o primeiro filme de Alexander Mackendrick (Quinteto de Morte) nos EUA. Burt Lancaster (O Leopardo) é o colunista de fofocas inescrupuloso que encontra em Tony Curtis (Quanto Mais Quente Melhor) um jovem ambicioso para ficar à sua sombra. É uma das críticas mais cruéis ao sistema, e uma das grandes atuações de Lancaster para o cinema.
Assista!

– A Doce Vida ( La Dolce Vita ) 1960 – Dir. Federico Fellini

Federico Fellini (Oito e Meio) realizou em A Doce Vida, um afresco romano sobre o desejo pela celebridade. Um jornalista de origem humilde enfrenta uma crise de consciência por estar sempre atrás de fofocas da alta sociedade, usando-as como fonte para seus artigos. Entre seu trabalho superficial e seus problemas pessoais (como a tentativa de suicídio da namorada), é mostrada uma sociedade decadendente e hedonista.
Assista!

– A Primeira Página (The Front Page) 1974 – Dir. Billy Wilder

A Primeira Página é a refilmagem da peça de Ben Hecht e Charles MacArthur que já havia sido realizada por Howard Hawks (Jejum de Amor) e Lewis Milestone (Sem Novidades no Front). O diretor é o mesmo Billy Wilder de A Montanha dos Sete Abutres e os atores que fazem os jornalistas são os impagáveis Walter Matthau e Jack Lemmon, que já formavam uma dupla de sucesso em filmes como Um Estranho Casal, e na década de 90 reviveram a parceria em Dois Velhos Rabugentos.
Assista!

– Rede de Intrigas (Network) 1976 – Dir. Sidney Lumet

Dirigido por Sidney Lumet (Um Dia de Cão), Rede de Intrigas (1976) é a história do âncora de um telejornal (Peter Finch, de Horizonte Perdido) que, ao receber a notícia de que seria demitido, declara a intenção de se suicidar no ar. Como a audiência sobe, a diretora decide mantê-lo no cargo. Mais uma crítica aos meios de comunicação e à busca pela audiência a qualquer custo. Peter Finch já havia morrido quando foi indicado ao Oscar de melhor ator pelo papel do âncora. Ele foi o primeiro a ser premiado postumanente pela academia na categoria.
Assista!

– Todos os Homens do Presidente (All the President’s Men) 1976 – Dir. Alan Pakula


Baseado em fatos reais, Todos os Homens do Presidente (1976) reconstitui o caso Watergate. A história começa com a prisão de quatro pessoas assaltando um dos escritórios do edifício Watergate. O que parecia mais uma prisão foi o início de um grande escândalo que resultou na queda do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. O filme acompanha dois repórteres que descobrem a trama bombástica por trás dessa prisão. É o melhor filme do irregular diretor Alan J. Pakula (O Dossiê Pelicano), e conta com Dustin Hoffman (Rain Man) e Robert Redford (Leões e Cordeiros, filme que também dirigiu).
Assista!

– O Informante (The Insider) 1999 – Dir. Michael Mann

O Informante (1999) traz uma história baseada em fatos reais sobre a vida de Jeffrey Wigand (Russell Crowe, de O Gladiador), cientista da companhia de cigarros Brown & Williamson, que resolve denunciar a empresa quebrando um contrato de sigilo. Ele tem a ajuda de Lowee Bergman (Al Pacino, da saga O Poderoso Chefão), investigador e produtor do programa 60 Minutes.
Assista!

– Quase Famosos (Almost Famous) 2000 – Dir. Cameron Crowe

Um roqueiro consegue uma oportunidade na conceituada revista Rolling Stone. Seu primeiro trabalho é acompanhar um show da banda Stillwater, mas sua paixão pelo rock e por uma groupie afastam-no da objetividade jornalística necessária para o trabalho. Cameron Crowe (Tudo Acontece em Elizabethtown) dirige um relato meio autobiográfico em Quase Famosos (2000). Ele mesmo foi um jovem repórter da Rolling Stone, e a banda que ele acompanhou em turnê foi The Allman Brothers. No elenco estão Billy Crudup (O Bom Pastor), Kate Hudson (A Chave Mestra) e Philip Seymour Hoffman (Dúvida).
Assista!

– O Preço de Uma Verdade (Shattered Glass) 2003 – Dir. Billy Ray

O Preço de Uma Verdade (2003) é a estréia do talentoso Billy Ray (Quebra de Confiança). Baseado em fatos reais, o filme conta a história do jornalista Stephen Glass (Hayden Christensen, de Jumper). Ainda jovem, conseguiu entrar no primeiro time do respeitado jornal The New Republic, de Washington, entre 1995 e 1998. Mas, dos 41 textos publicados, 27 eram total ou parcialmente inventados e copiados. Quando a farsa vem à tona desenvolve-se uma interessante discussão sobre a ética no jornalismo, e sobre até que ponto um editor deve ir para defender seu redator.
Assista!

– Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck) 2005 – George Clooney

Boa Noite e Boa Sorte (2005) é o segundo filme dirigido por George Clooney, cujo terceiro trabalho por trás das câmeras.David Strathairn, que havia desempenhado um papel importante em O Rio Selvagem, de Curtis Hanson, tem uma atuação elogiadíssima como o âncora de TV que pretende desmascarar as falcatruas políticas do senador norte-americano Joseph McCarthy. Rodado em preto e branco, retrata à perfeição o cotidiano de uma redação de TV.
Assista!

A contracultura do cinema nos Midnight Movies


O termo “midnight movie”, nos anos 50, se referia aos filmes, de qualidade questionável e temática inadequada para os padrões sociais, que iam ao ar na televisão americana a partir da meia noite. Nos anos 70, esteve associado a filmes alternativos, que não entravam no circuito comercial dos cinemas americanos e eram exibidos na sessão da meia noite, mais notoriamente, em Nova York. Atualmente, o termo é usado principalmente para pré-estréias que ocorrem à meia noite.

Os três adjetivos mais apropriados para discutir a cultura dos midnight movies são trash, que simboliza o custo baixo da produção e má qualidade geral, de edição, atuação, roteiro, exploitation, que sinaliza a exploração exagerada de determinado fator visando a um sensacionalismo e camp, termo ligado à ironia e ao mau gosto, buscando o precário de forma intencional.

Uma série de eventos trágicos, como os assassinatos de John Kennedy e Martin Luther King, a falência do movimento hippie e a manutenção da guerra no Vietnã, nos anos 60, colaboraram para que surgisse um público disposto a consumir obras ácidas que incluíssem esses elementos nos anos 70.

Com essa atmosfera, aumentou o consumo de obras niilistas, cínicas, experimentais, transgressoras e sem censura. Esse público buscava algo completamente fora do sistema, que chocasse, divertisse e inovasse. O cinema foi uma das maiores válvulas de escape para aqueles que se sentiam impotentes diante da situação política e social do país. Assim, nasceu o midnight movie, gênero no qual os criadores podiam realizar algo autêntico, sem hesitar. No entanto, segundo John Waters – diretor de “Pink Flamingos” e uma das figuras mais admiradas na contracultura cinematográfica – a maior parte da sociedade ainda odiava esses filmes, já que iam contra seus valores.

Há divergências sobre qual teria sido o primeiro midnight movie. Certos registros apontam que cinemas itinerantes nos anos trinta já exibiam filmes dessa linha em sessões à meia noite. Em 1957 ocorreu uma série destas exibições para o filme “Curse Of Frankenstein”, de Terence Fisher, e, em 1968, para “Messages, Messages”, de Steven Arnold. E é possível apontar Warhol e Buñuel como diretores que abriram passagem para a existência desse tipo de circuito.

“El Topo”, do chileno Alejandro Jodorowsky, é aceito, em geral, como referência inicial de midnight movie, principalmente, pelo êxito comercial diante de uma proposta tão árida. A estréia, em 1970, sem nenhuma publicidade a respeito, conseguiu lotação máxima em todas as sessões da meia noite por nove meses seguidos. Um fenômeno atrelado ao “boca a boca” de um público latente de cinema alternativo. Quando John Lennon comprou o filme, em 1971, e o colocou em circuito, o filme não durou três dias, sendo um fracasso total de público. Sem o horário específico e seu caráter de evento, o filme parecia perder sua aura.

“Noite Dos Mortos Vivos”, de George Romero (1968) tornou-se o grande sucessor de “El Topo”. Inicialmente, o filme estreou em drive-ins, “grindhouses” e salas menores. As críticas, que, a princípio foram péssimas, aos poucos foram se tornando positivas, conforme o filme era digerido além de sua superfície grotesca. Em 1971, o filme, exibido à meia noite, alçava vôo para se tornar o maior êxito comercial em termos de custo-benefício da história, só superado em 1999, por “A Bruxa de Blair”, de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez.

“Noite” se diferenciava pela sua capacidade política e social, o que era rarefeito nos filmes de terror da época. Romero salienta que, principalmente nos anos 50, o terror pregava o medo da ciência, sem um contexto moral ou político por trás. Neste filme, o debate está em torno do realismo nas intervenções do telejornal, da natureza dessa sociedade de zumbis, que revolucionaram o mundo, do significado da intervenção do exército e da cena final do assassinato do protagonista negro – no mesmo ano do assassinato de Luther King. J. Hoberman, um dos autores do livro “Midnight Movies”, descreve este período da história americana, como o mais violento desde a Guerra Civil, e Romero parece ter a mesma ótica.

Praticamente na mesma época, foi lançado “Ensina-me a viver”, de Hal Ashby, que teve bastante sucesso no circuito de arte brasileiro e chegou a ser adaptado para o teatro. Além da questão da liberação sexual, o filme contém pertinentes críticas ao militarismo através do tio de Harold, um saudosista veterano de guerra.

“The Harder They Come”, de Perry Henzell, conseguiu inovar ainda mais, já que foi o primeiro midnight movie de blaxploitation, apenas com atores negros, o primeiro filme jamaicano da história e o primeiro filme com trilha sonora de Reggae – que introduziu o gênero no exterior e o levou para o mainstream americano. O filme só deu certo nos Estados Unidos em sessões da meia noite e ficou, em cartaz, por seis anos, no Orson Welles Cinema, em Massachussets.

O maior sucesso comercial de um midnight movie foi o musical “The Rocky Horror Picture Show”, de Jim Sharman, de 1975, que, após as sessões da meia noite, conquistou até mesmo o público médio. Seu culto se tornou colossal e era comum que os fãs fossem vestidos como os personagens e cantassem durante o filme. O enredo, baseado numa peça homônima, conta a chegada de um casal ao castelo de um travesti gótico, no dia em que ele cria sua criatura, o ariano musculoso Rocky. O filme ficou no circuito da meia noite por mais de dez anos, sendo exibido diariamente. Até 2006, ainda podia ser visto, semanalmente, em 23 salas dos Estados Unidos.

“Eraserhead”, de 1977, primeiro longa de David Lynch, foi o único que não lotava as sessões. Por mais que o filme tivesse a mesma aura surreal, original e self-made, não é cômico, não tem uma trilha sonora agitada, não inspira coletividades festivas e, definitivamente, não é imediato. Ele é letárgico, solitário, introspectivo e hermético, como uma premissa do cinema autoral de Lynch.

O mercado das sessões da meia noite começou a se esgotar e muitos cinemas alternativos foram fechando. Em meio a essa crise, Liquid Sky, de Slava Tsukerman, de 1982, foi, talvez, o último midnight movie, em que alienígenas extraem das pessoas a substância que secretam durante o orgasmo ou o consumo de heroína. Outros filmes importantes da época, que abarcavam essa estética, já eram feitos por grandes estúdios e para o circuito normal, como “The Warriors”, de Walter Hill, “The Evil Dead”, de Sam Raimi, “Heavy Metal”, de Gerald Potterton, e “The Wall”, de Alan Parker.

A decadência do movimento ocorreu na medida em que o culto estagnou em torno de determinados filmes e os espectadores começaram a assimilar o estilo, já que podiam assistir os filmes estranhos em horários diferentes. Além da popularização do VHS, que permitia a sessão privativa do filme, e o crescimento da televisão a cabo.

A partir da segunda metade dos anos 80, o estilo midnight movie só aparecia em tom de homenagem, como no caso do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que realiza a “Midnight Madness” desde 1988, ou o Festival do Rio, que criou também uma sessão chamada midnight movies, para filmes experimentais e inovadores de sua seleção. O Sesc Tijuca tem o cineclube Phobus, com seleção baseada em filmes do gênero.

Os midnight movies foram uma importante manifestação da contracultura setentista, que se tornou tão relevante e divertida que foi assimilada pelo público, alterando o curso do próprio cinema hollywoodiano ao se tornar uma parcela significativa de qualquer seleção comercial.

Muitas obras ainda permanecem com a estética superficial dos midnight movies. Mas o discurso crítico se atenuou, dando mais lugar para o humor, o que não deve ser visto como uma derrota. Pelo contrário, é o maior testemunho sobre a importância que os filmes da meia noite tiveram para alterar o curso da cultura pop.
Por Christian Costa do site da Faculdade Casper Líbero.

A obsessão pela honra levada às últimas consequências em: Os Duelistas


Os Duelistas, 1977, primeiro filme de Ridley Scott ( Blade Runner, Thelma e Louise), uma produção caprichada de David Puttnam. Fotografia, direção de arte, música, tudo é de tamanho bom gosto e requinte que resultam numa obra de arte, esteticamente falando, do cinema. Uma das maneiras de observar a beleza deste filme pode ser conseguida utilizando a tecla “pause” do controle remoto: cada cena de Os Duelistas, parada, lembra um quadro impressionista dos mais belos.
Mas toda esta beleza não é “sem sentido”. É apenas uma conseqüência de uma reconstituição de época perfeita. O primeiro longa-metragem de Scott passa-se nos bucólicos campos rurais da França do fim do século XVIII e início do século XIX, que corresponde justamente ao início, apogeu e declínio da vida política de Napoleão Bonaparte.
Era tempos de esplendor da natureza – que ainda não sofria, pelo mesmo não de maneira drástica, pela ação do homem – e de soldados trajando belos uniformes de seus respectivos regimentos. Portanto, o visual absolutamente encantador não é apenas um recurso estético, mas sim, uma correta contextualização ao tempo enfocado, o que torna o filme admirável também por historiadores, que apreciarão, e muito, a tanto cuidado na retratação de todo um ambiente de quase duzentos anos atrás.


É claro que nem da bela fotografia vive este filme excepcional, a disposição nas locadoras. Há um roteiro singular, baseado num conto de Joseph Conrad (de Nostromo e O Coração das Trevas, entre outros), chamado The Duel (em português, O Duelo). De enredo aparentemente simples, até prosaico, ele possibilita que o filme proporcione uma abordagem brilhantes de diversos temas invulgares, através da união entre diálogos e imagens. A honra, o absurdo, a obsessão, o sentimento de “vazio” que a vida, às vezes, nos provoca e a impotência e incapacidade do homem em tentar escapar e fugir de situações marcantes do passado nunca foram exibidos no cinema com tamanha força.

Trata da história de uma “questão” entre dois arrogantes e orgulhosos soldados franceses do exército de Napoleão. Para resolvê-la, os dois travam, no decorrer do filme, diversos duelos, prática bastante comum nos tempos medievais e que ainda era praticada na segunda metade do século XVIII em algumas partes do mundo. O motivo dos duelos ninguém sabe explicar muito bem o porquê, de tão superficial: o então tenente Armand D’Hubert (Keith Carradine, de Amantes de Maria, o irmão do astro de Kung-Fu, David Carradine, fazendo com certeza o seu melhor papel no cinema) tem a incumbência de localizar o orgulhoso e teimoso tenente Gabriel Feraud (Harvey Keitel, de O Piano e Os Bons Companheiros, admirável), para que este seja preso no quartel do exército por ter duelado e ferido gravemente o sobrinho do perfeito de Strasburgo. D’Hubert o localiza num bordel e conta-lhe o motivo de sua presença.
Feraud encara a atitude de D’Hubert um insulto, uma humilhação perante os outros soldados presentes no local e exige retratar-se através de um duelo com D’Hubert. Este, a princípio contrariado, acaba aceitando em nome de um sentimento e valor de época: a honra.

A partir daí, durante mais de 20 anos, os dois passaram a duelar, com pausas periódicas de alguns anos, sempre pondo em risco suas vidas em cada duelo. A iniciativa sempre é de Feraud. Apesar de pertencerem a regimentos diferentes do exército, os dois acabam se encontrando em épocas de batalhas. Isto para desespero de D’Hubert, o mais lógico e aparentemente “sensato” dos dois, que acha tudo um absurdo, mas que não foge do duelo em nome da honra.
Os Duelistas não é um filme de luta e pancadaria.
Ele possui vários temas. A honra, talvez, seja o seu principal.
Na época retratada do filme, era um valor, um sentimento que se levava em conta na hora de tomar decisões. No filme, D’Hubert parece odiar os duelos com Feraud. Ambicioso e com fervorosa obediência e interesse aos objetivos do imperador Bonaparte, por diversas vezes D’Hubert demonstra claramente que a idéia de colocar sua vida cheia de perspectivas em risco por causa de um questão absurda o desagrada.

Conforme os duelos vão se sucedendo, D’Hubert escala postos no exército, tornando-se cada vez mais respeitado. Alcança o posto de general (coisa que Feraud também conseguira). Cada vez mais, fugir de um duelo seria o seu fracasso, a sua desonra, embora seus próprios superiores no exército vejam os duelos como uma “tolice”, o único senão no “currículo” de D’Hubert. Mas, para D’Hubert, a imagem que os outros companheiros de caserna tem de sua pessoa é muito importante. No decorrer do filme, percebe-se que para D’Hubert a honra é mais importante que romances, mais forte que a comodidade de uma vida segura e que a liberdade do ser humano em recusar aquilo que não gostaria de realizar.
Em certa momento do filme, é pedido a D’Hubert a definição de “honra”. Segundo o próprio soldado, numa cena que ganha ares cômicos que só quem assiste o filme entende, a honra é “indescritível”.

Há ainda outros temas, exibidos na tela com singular habilidade: o absurdo que cerca D’Hubert, preso num ideal de valores que o tira a liberdade de pensar e agir diante de Feraud. Os duelos acontecem por um motivo absurdo, superficial, mas que impede D’Hubert de negá-lo, mesmo tendo consciência disto.
Este tema lembra, particularmente, alguns livros de Albert Camus, em especial O Estrangeiro, que conta a história de um sujeito aparentemente normal que mata uma pessoa por causa do “calor”. Outro ponto forte do filme é como ele enfoca o sentimento de obsessão, no caso, obsessão que toma a cabeça de Feraud, para quem a participação dos duelos é o motor da sua vida, o sentido desta, o ar que respira. Sem os duelos, tudo para Feraud parece ser vazio.

Os duelos proporcionam cenas belíssimas. O duelo a cavalos, por exemplo, é um momento grandioso, de rara beleza estética no cinema, que desperta muito ansiedade a cada passo que os cavalos dão, um ao encontro do outro. Durante esta passagem, todos os duelos até então realizados passam na mente de D’Hubert, a poucos instantes dele se defrontar com a morte.
Outro duelo que merece destaque acontece durante a ocupação dos exércitos napolêonicos na Rússia. É um momento antológico do filme. A ocupação ocorre na época do rigorosíssimo inverno russo. O impacto das cenas de seres humanos sofrendo diante do frio é grande . Fiéis a obediência servil a um líder, que, até então, empolgava os franceses, os soldados tentam sobreviver e, dois deles, ainda encontram motivação para duelar.
O elenco secundário de Os Duelistas também está perfeito. Ele é composto, principalmente, por atores de teatro ingleses, como Edward Fox (de O Dia do Chacal) e Albert Finney (de Assassinato no Expresso Oriente e A Sombra do Vulcão). O figurino é de primeira linha, assim como a montagem.
Enfim, é um filme perfeito. Pode-se discutir uma certa frieza de algumas cenas. É que muito dos sentimentos da cada personagem são exibidos sutilmente, através de interpretação contidas, porém perfeitas. Mas, mesmo a frieza vira qualidade numa obra tão soberba. Pouco conhecido, o filme é admirado por poucos cinéfilos. Estes costumam acha-lo o melhor de Scott, diretor de obras importantes do cinema moderno, como Blade Runner. Os Duelistas, porém, é mais do que o melhor de Scott. Descobri-lo é dever dos apreciadores do cinema.

ESCUTE O MASMORRA CLASSIC SOBRE O FILME OS DUELISTAS AQUI

O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante

Carimbar antes do nome do inglês Peter Greenaway o rótulo de cineasta é uma atitude simplista e insuficiente. Greenaway é muito mais do que isso. É um artista plástico de vanguarda, que acumula as funções de fotógrafo, pintor, instalador e filósofo. Um filme, para ele, é apenas um dos vértices de trabalhos artísticos bem mais ambiciosos do que simplesmente contar uma história. Qualquer pessoa que deseje se aventurar na obra de Peter Greenaway precisa ter isso em mente. É imprescindível fazer isso antes de conferir “O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante” (The Cook, the Thief, his Wife and her Lover, Inglaterra/França/Holanda, 1989).

O filme, um favorito entre os acadêmicos que estudam cinema no âmbito da universidade, é um deslumbre visual incomparável. Mas quem estiver esperando um filme de estrutura mais convencional, com começo, meio e fim claramente definidos, corre sério risco de achar o filme chatíssimo, incompreensível ou até mesmo vazio de significados. Não é bem assim, mas “O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante” é o tipo de longa-metragem que exige uma reeducação dos sentidos, e uma reflexão sobre o ato de fazer e assistir a cinema, para ser apreciado.

O enredo, que envolve os quatro personagens citados no título, é frugal. O gângster Albert (Michael Gambon), que janta todas as noites no restaurante Le Hollandais, começa a ser traído pela mulher Georgina (Helen Mirren) com um freqüentador do lugar, o bibliotecário Michael (Alan Howard), com a cumplicidade do chef Richard (Richard Bohringer). Albert, cuja figura lembra estranhamente o cantor de ópera Luciano Pavarotti, é o ser humano mais intragável que o cinema já produziu: grosseiro, mal-educado, violento, boçal, chato e machista. Por isso, a reação dele não será nada agradável, caso descubra o affair da mulher.

A película propõe uma associação pouco usual entre comida e sexo, quando Greenaway intercala cenas de erotismo quase explícito entre os amantes com o ato de preparação de um prato fino. Um beijo é seguido por um tomate sendo cortado, uma cruzada de pernas dá seqüência a um pepino sendo fatiado. Greenaway associa as duas pulsões básicas da teoria freudiana – sexo e morte – ao ato de comer. Além disso, apimenta a receita com fartas doses de escatologia, escancarada logo no prólogo do filme, quando o gângster Albert humilha um homem que lhe deve dinheiro dando-lhe uma surra, sujando-o com cocô de cachorro e urinando em cima dele. E se você acha que isso é demais para os olhos de qualquer espectador, espere até conferir o banquete servido a Albert no final do filme.

Toda essa escatologia é contraditoriamente apresentado à audiência em um filme belíssimo. Greenaway construiu quatro locações e iluminou cada uma com uma tonalidade diferente: a saída do restaurante (azul), a cozinha (verde), o banheiro (branco) e o salão de jantar (vermelho). Essa última conta com um enorme painel do século XVI, de autoria de Frans Hals, retratando um banquete; a cenografia deste ambiente é inspirada no quadro e reproduzida de maneira tão fiel e inteligente que, por vezes, os olhos nos enganam, e as figuras do quadro parecem estar jantando dentro da sala (ou vice-versa).

Além disso, os figurinos arrojados do estilista Jean-Paul Gaultier mudam de cor conforme os personagens se movimentam de cômodo a cômodo. Esses movimentos são flagrados por Greenaway de maneira personalíssima. A câmera se move lateralmente, em longas tomadas, lentamente e sem cortes. Na maior parte das cenas, os personagens são focalizados de longe, em planos de composições plasticamente belas. Greenaway filma como se estivesse pintando. Seu filme tem a textura, a explosão de cores e a vibração de um grande afresco renascentista, o que lhe confere um visual único e espetacular.

Além de tudo isso, há a bela música de Michael Nyman, composta de forma quase minimalista e inserida como pinceladas de tempero na mistura cinematográfica. O resultado final tem alguma semelhança com “Amor a Flor da Pele”, de Wong Kar-Wai, só que substituindo a nostalgia delicada do diretor asiático por uma excitação hipnótica e cheia de energia.
Talvez fosse possível descrever “O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante” como uma improvável mistura entre o refinamento visual de Jean-Pierre Jeunet (pense em “Delicatessen” ou “Ladrão de Sonhos”) com a virulência escatológica de Pier Paolo Pasolini (de “Saló”).
É isso.
Texto de Rodrigo Carneiro do Cine Reporte

Night Catches US


Filme independente premiadíssimo: 

– Premio Spirit Awards
– New Orleans Film Festival
– First Director’s Movie Award
– Sundence Films Festival
– Seatle Films festival

O filme, baseado no ano de 1976, onde os ideais do Grupo Pantera Negra já havia se dissolvido a muito tempo. Agora seu único objetivo era a luta armada e a violência.

Nesse cenário, presenciamos o regresso de Marcus Washington (Anthony Mackie), ex-integrante dos panteras negras, por ocasião do velório do pai, logo vemos a forma preconceituosa como ele tratado por membros da família e sua comunidade, e aos poucos vamos entendendo a razão disso.

Acompanhamos também a reaproximação dele com Patricia Wilson (Kerry Washington), uma advogada que também fora membro dos Panteras Negras, e agora luta para tentar conceder direitos iguais aos negros de sua comunidade. No entanto, Patrícia tem uma filha e os diálogos com ela nem sempre são amigáveis, pois a menina quer saber mais a respeito do pai, mas Patrícia não gosta de falar muito do assunto, é onde Marcus, que era muito amigo dele, acaba por se aproximar da menina e de Patricia. Mas essa reaproximação pode trazer à tona muitos segredos.


O que gostei no filme é a forma como é apresentada a história, a medida que Marcus e Patricia tentam enterrar o passado, esquecer e seguir em frente, e a menina quer cavar tudo isso e descobrir toda a verdade a sobre seu passado. Nessa “luta” todos ficam estacionados, como que presos à tristes lembranças.