Drive

O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn é um dos nomes mais promissores do cinema mundial, com pouco menos de 10 filmes dirigidos por ele, todos com temáticas completamente diferentes um do outro. Com um talento único para visualizar cenas impactantes, o diretor consegue criar uma visão muito própria em seus projetos. Destaque para Bronson, filme que ajudou na carreira do ator Tom Hardy.

Drive é o novo trabalho do diretor, o filme conta com atores muito talentosos e alguns conhecidos. Ryan Gosling faz o protagonista do longa, o “dublê sem nome”, piloto de cenas de ação que à noite é piloto de fuga para assaltantes, ele tem suas regras pessoais e as deixa muito claras para os seus contratantes.

O dublê é vizinho de uma bela jovem, interpretada por Carey Mulligan, que passa seus dias cuidando do filho, enquanto seu marido espera pela liberdade, pois está preso por se envolver com pessoas perigosas.

Enquanto isso os personagens se conhecem e cria um clima de romance entre o dublê e sua vizinha, até que seu ex-marido é solto da prisão, então começam os problemas para o piloto sem nome, que resolve ajudar o ex-presidiário a pagar uma dívida. Porém tudo ocorre errado e sobra para o dublê consertar tudo.

As cenas são todas muito bem feitas, o diretor consegue criar verdadeiras preciosidades em algumas delas, um dos melhores exemplos do filme é, a desde já icônica, cena do elevador. A cena começa com romance muito bem construído tecnicamente e pula para uma ação brutal. É muito bem feita a construção da cena.

As atuações são todas boas, porém é Ryan Gosling que se destaca, mais pela composição de seu personagem do que pela própria atuação em si (que não é ruim, por sinal), o “dublê piloto de fuga sem nome” é um personagem criado a partir de vários outros, o que vemos na tela é a icônica imagem do pistoleiro solitário, eternizado por Clint Eastwood em alguns de seus filmes, como a trilogia do dólar ou algum outro filme do ator com o diretor Sergio Leone, Gosling é o cowboy atual, com seu carro e seus palitos na boca, seu carro é o cavalo moderno.

A trilha sonora é muito particular também, o filme tem muitos trechos que lembram a música eletrônica dos anos oitenta, com as bandas Desire e College, combinações muito interessantes para criar um clima fetichista para o filme, até os letreiros do filme são estilizados por uma escrita diferente, com uma fonte rosa forte.

O filme conta com coadjuvantes de peso, como Albert Brooks, Bryan Cranston, e Ron Perlman fazendo o que sabe fazer melhor, personagens durões, e a linda Christina Hendricks, o que é interessante para quem quiser ver a talentosa atriz da série Mad Men fazendo um papel diferente do que está acostumada.

Com um personagem misterioso e violento, uma direção talentosa e competente, o filme cria um clima curioso para uma história que, apesar de não muito original, é a visão do diretor e seu talento técnico que conseguem criar uma originalidade para a obra.

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10 comentários Adicione o seu

  1. Igor disse:

    Assisti e achei muito bom, como todos os filmes do Nicholas.

  2. ivan disse:

    Cada vez que leio, ou ouço falar, sobre Drive fico com mais vontade de ver, e este seu post foi a gota final, está marcado na agenda, assitir Drive este final de semana, sem falta.

    p.s. Uma sugestão, nos nomes que você destaca. em negrito, que tal colocar links para outros posts do Cinemasmorra que sejam referentes, ou para links externos relevantes, como o IMDB ou a página da pessoa/filme, que abram em uma nova aba. Não sei se é muito difícil, mas, acredito, aumentaria a dinâmica de navegação interna no blog e enriqueceria, ainda mais, o post.
    🙂

    1. Matheus Prado disse:

      opaaa, dae Ivan, baita sugestão mesmo, fica muito mais prático para os leitores né, vou repassar a ideia pro pessoal

  3. Pablo Grilo disse:

    Esse tá na lista pra conferir.

    1. Pablo Grilo disse:

      Acabei de assistir, e é um dos melhores filmes de 2011 que eu assisti. Detalhe para a direção, Nicolas Winding Refn constrói as cenas deixado os atores mais livres da mise-en-scene padrão, mas ao mesmo tempo contidos. Dentro dos planos, os atores conseguem criar todas as tensões do filme só pelos olhares e expressões, com muito pouco diálogo: é incrível a tensão sexual, entre o dublê e a vizinha, quanto as perigosas. Outro detalhe também é pro roteiro desse filme, que é sucinto e direto, dando a liberdade que o diretor tanto teve. Ele deve ter tido o quê? 30 páginas? rs

  4. ARichardi disse:

    Tudo nesse filme é absolutamente maravilhoso.
    Muito boa a comparação do personagem principal com a imagem de um cowboy moderno, mas acredito que ao meu ver o personagem vai um pouco além.
    O trabalho de iluminação desse filme é extraordinário, e é fato que ele encontrou uma estética própria e maravilhosa.
    Acho mais do que válida também a sugestão do Ivan, assim que eu terminei o filme fui procurar referencias do diretor no IMDB.

    1. Matheus Prado disse:

      Realmente ARichardi, o conceito do personagem não se prende somente à figura icônica do pistoleiro sem nome, mas foi a imagem que me veio na cabeça quando olhei o filme hahahahah. valeu pelo comentário velhinho =D

  5. Marcelo Neves disse:

    Filme excelente!
    Por causa dele fui atrás do valhalla rising que também adorei mas não me despertou interesse quando foi lançado, E como ja tinha visto o BROSON, fui atrás e estou com a trilogia das drogas aqui esperando ser assistida. 😛
    E pretendo ver todos os filmes desse diretor que é um cara FODA!

  6. Rafhaelbass disse:

    Assisti e não achei essas coisas, não querendo polemizar nem nada, mas para meu gosto pessoal não chegou nem perto de ser um grande filme. Ele é todo manjado e com uma trama muito fraca, salva pela violência repentina que vemos entre uma hora e outra! Sem contar o fato de que quanto mais perigoso o vilão é menos protegido se torna, enfim, largando as críticas de lado achei a trilha sonora muito boa e pirei nas fontes do filme, demais mesmo!
    Gostei da atuação estranha que o protagonista, aquela que gera dúvidas (só conhecendo o trabalho do mesmo para saber se a omissão de feições e sentimentos expressivos foi proposital ou não), e a cena do elevador foi muito boa mesmo, se pudesse dar alguma nota para este filme daria 7 pelo visual, mas realmente a história me decepcionou.

    Ótima resenha Pradinho! Vamoooquivamooo

    1. Matheus Prado disse:

      boooooa !! uahauhuahhuaa Rafhael Bass criando polêmica uhauhauhauhauha

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