O Enigma do Outro Mundo

Nome bastante estranho trazendo um spoiler tremendo, pois bem, não é de hoje que os caras que dão nome aos filmes por aqui acabam com a graça do espectador.

The Thing, remake de O Monstro do Ártico de 1951, trazido às telas por, que nos presenteia com um filme no mínimo tenso, um clássico moderno do sci-fi-horror!

Na trama, uma equipe de cientistas está trabalhando no ártico, quando se deparam com um estrangeiro maluco perseguindo e tentando atirar desesperado em um cachorro, eles salvam o cachorro (não me lembro oque acontece com o maluco, mas ele morre). Assim a trama segue até que coisas esquisitas começam a acontecer… mais que isso estraga o filme.

A estação de pesquisa isolada no pólo sul, dá o clima perfeito de solidão e vulnerabilidade, e a medida que a trama se desenvole a paranóia toma por completo os personagens e o espectador.

Não sou de me assustar fácil, e nesse filme, na cena onde vão averiguar o barulho no canil, eu dei um pulo no sofá apenas com o “clique” do interruptor… isso acontece devido aos méritos de outro mestre envolvido no projeto, Ennio Morricone, imortalizado por suas belíssimas trilhas para os spaghetti-westerns de Sérgio Leone. Foi a primeira vez na carreiram, que Carpenter se aproveitou desse trunfo para causar medo.

O filme tem ainda cenas interessantes de gore, produzidos à moda antiga e muitos efeitos visuais, analógico e orgânico, com criaturas mecânicas, muita imaginação, criatividade para  a construção do cenário.

Como já dito, na imensidão branca da Antártida, o silêncio e o branco aliádos a trilha sonora são fundamentáis para lhe dar a sensação claustrofóbica de angústia, pavor, desespero, paranóia, medo e … solidão. “Quem estará infectado? Eu não de certeza…

É a deixa para a destruição…

Título no Brasil: O Enigma de Outro Mundo
Título Original: The Thing
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento: 1982
Direção: John Carpenter

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9 pensamentos sobre “O Enigma do Outro Mundo

  1. Adoro esse filme, sempre que revejo encontro algum detalhe a mais, principalmente na versão Blu-ray, pois a qualidade de imagem e ótima, todos aqueles animatrônicos ganham a beleza visual de um ser vivo, incrível!

    Mais uma coisa, se você reparar na direção de arte do filme, em roupas, objetos de cenário, personagens que não estão na cena, etc… Tu consegue entender aquele final, que aparentemente é ambíguo, mas não é!

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  2. Gosto dos filmes de John Carpenter. Mas esse ainda é um dos quais ainda não assisti. Na verdade, não sou muito fã de filmes de terror, mas Carpenter consegue ser uma exceção. Vou ver se assisto. No mínimo vou ficar sem dormir direito mas sei que vai ser uma boa diversão.

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