Resenha de livro: Jogador Número 1 por Marcos Noriega

Salada Bem Temperada

O romance Jogador Nº 1 foi meu único contato com o trabalho do escritor e roteirista Ernest Cline até agora. Não me interessei em assistir ao filme que ele roteirizou, o tal “Fanboys”. A história de um bando de fanáticos por Guerra nas Estrelas numa epopéia para encontrar George Lucas em seu rancho e ver, antes de todo mundo, o episódio 1 da então nova e chata trilogia Star Wars, definitivamente não é para mim.


Minhas expectativas em relação ao livro do senhor Cline não eram nada boas. Apesar da falta de entusiasmo inicial, devo dizer que acabei sendo presenteado com algumas horas repletas diversão e de um forte sentimento de nostalgia.
O livro parece, a princípio, uma simples mistura de aventura e ficção científica, no entanto, a leitura revela ambições um pouco maiores por parte do autor.

A trama de Jogador Nº 1 é abarrotada de referências a todo tipo de entretimento criado nos últimos vinte e cinco anos do saudoso século vinte. Ao longo de suas quase quinhentas páginas, acompanhamos a evolução dos videogames e computadores, somos apresentados aos conceitos centrais dos jogos de tabuleiro, fazemos memorialismo dos sucessos da música pop oitentista, reencontramos de forma inusitada os simpáticos personagens dos filmes de John Hughes, damos de cara com Ultraman e os Vingadores do Espaço e muito mais.


A trama se passa em um futuro próximo e distópico, com os velhos elementos de caos social gerado pelo aumento exponencial da pobreza, poluição e violência, tudo mal gerido por um governo corrupto que é manipulado por corporações empresariais diabólicas.
Ernest Cline usa esse quadro sombrio do porvir para fazer uma interessante e um pouco ingênua crítica ao poder que o avanço desenferado da tecnologia, associado ao capitalismo predatório, tem de degenerar completamente a vida em sociedade. Os pobres vivem segregados em guetos formados por amontoados de velhos trailers ou qualquer outro tipo de moradia improvisada. Há pouca comida, as fontes de energia são escassas, a água e os empregos estão em falta e não há quase nenhuma esperança além daquela proporcionada pela imersão no ambiente virtual chamado OASIS.


O OASIS foi criado um certo James Halliday, inicialmente para ser um jogo e, posteriormente, aprimorado e expandido para se tornar um intrincado universo que emula, de forma seletiva e aperfeiçoada, o mundo real e recria quase todos os mundos fictícios que a imaginação e a cultura humanas já conceberam.

Milhões de pessoas passam boa parte de seu tempo fugindo de suas vidas horríveis conectadas ao OASIS e, através de avatares personalizados, podem viver aventuras intergaláticas, fazer negócios, frequentar escolas sem bullying , consumir pornografia virtual hiper realista ou acessar milhões de jogos de todas as plataformas, além de livros, filmes, programas de tv e tudo mais que se possa querer com gráficos em três dimensões e possibilidade de simulação de todas as sensações físicas, através de roupas de imersão especiais.

Se algo assim existisse no mundo atual e não fosse muito caro, as pessoas não sairiam mais de casa para nada e a economia de vários países simplesmente pararia .

A descrição de tudo isso é feita de forma muito imaginativa e abundante em referências, o que deve ter requerido bastante pesquisa.
Muitos dos usuários do OASIS estão participando de uma busca a um tesouro chamado o Easter Egg, ou ovo, de Halliday, o qual só poderá ser encontrado através de um teste de conhecimento e habilidade que demanda a solução de vários enigmas e a superação de sucessivos desafios cada vez mais difíceis, estabelecidos pelo próprio James Halliday.

Para isso é necessário um profundo conhecimento do assunto preferido do criador do OASIS, a cultura pop dos anos 80 e 90. Assim, chegamos ao protagonista, Wade Watts e seu avatar Parzival. Wade é um rapaz de uns 17 anos, pobre, nerd e geek até a raiz dos cabelos, misantropo e um pesquisador fanático de absolutamente tudo que é necessário saber para ter chance de ganhar a disputa e, assim, levar o grande prêmio destinado ao vencedor, nada mais, nada menos, que uma fortuna de duas centenas de bilhões e o controle administrativo do OASIS.


Além de correr contra os outros incontáveis caçadores solitários ou reunidos em clãs, Wade tem de enfrentar os chamados 6. Um exército de milhares de mercenários com recursos ilimitados e espírito esportivo inexistente, eles fazem parte do quadro de funcionários da gigantesca e mafiosa empresa de telecomunicações I.O.I., cujos diretores estão dispostos a cometer qualquer atrocidade no mundo virtual e no real , inclusive assassinato em massa. O rapaz , ao longo da disputa, faz amizade com quatro outros jogadores que se tornam ao mesmo tempo seus aliados e adversários.

Ernest Cline usa de habilidade e detalhismo para caracterizar seus personagens e dotá-los de sentimentos e motivações humanas reconhecíveis, a única exceção, talvez, seja o principal antagonista, Sorrento, comandante dos 6, que é formatado como um vilão bem unidimensional e desumanizado, provavelmente, isso foi feito de propósito pelo autor.
Outra qualidade da prosa de Cline é seu sentido de estrutura, o enredo vai ganhando complexidade aos poucos e na cadência apropriada; as porções de drama, suspense, romance, e batalhas épicas são colocadas nos momentos certos e são bem dosadas.

O autor usa a história para mostrar sua visão crítica do mundo tecnofágico, competitivo e cheio de auto imposta solidão no qual vivemos. Há ecos de Phillip K. Dick William Gibson em todo o discurso de Jogador Nº 1.

Muitos leitores reclamaram da tradução de Carolina Caires Coelho, a editora Leya fez uma nova revisão e retificou erros na versão para o português de certos nomes e termos mais técnicos, eu li a tradução revisada e achei muito satisfatória.

No final das contas, Jogador Nº 1 foi, para mim, uma ótima experiência e um saboroso entretenimento literário, creio que sua leitura deve agradar principalmente aos maiores de trinta anos que poderão apreciar mais completamente o recheio de citações deste romance que consegue ser, ao mesmo tempo, um exercício de antecipação das possibilidades infinitas do avanço tecnológico e uma declaração de amor aos prazeres nerd do século passado.

Título: Jogador Nº 1 ( Ready Player One)
Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Tradução: Carolina Caires Coelho
Número de páginas: 462

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Batendo Papo na Masmorra #31 – O Ultimão!

Uhu galera!

Vamos lá pegar aquele champanhe ou uma gelada e comemorar!

Mais um ano se passou e tivemos a alegria de descobrir cada vez mais boas produções, muitos cineastas vieram aqui na Masmorra dar o ar da graça e muitos ainda virão em 2013.

Quanta gente boa também apareceu por aqui pra falar de cinema. E é claro que nós não fecharíamos o ano sem gravar mais um podcast falando sobre o que assistimos ultimamente!

Em saiba o que Angélica HellishMarcos NoriegaBruno Gunter e Douglas Fricke do Podtrash Bruno Costa dos Cinéfilos e Alexandre Mattos do Baderna Cast assistiram de mais legal recentemente, escute as nossas primeiras impressões sobre Holy Motors do diretor Leos Carax e no final divirta-se com uma dinâmica que fizemos (no pior estilo Marília Gabi Gabriela) passeando por diversos gêneros do cinema e falando de prontidão o que mais nos agradou.

Agradecemos à todos que prestigiaram nosso trabalho nesse ano de 2012.

Obrigado, muito obrigado.

E agora faremos uma breve pausa,  juntaremos nossas forças pra voltar em Fevereiro com nossa garra característica.

Até lá!

Promoção valendo um livro do Tarkovsky —> Clique aqui e conheçam os termos

Youtube:

Filmes citados durante o podcast (clique no filme p/ ver o trailer)

Las Colores de la Montaña – Carlos César Arbeláez (que nos fez citar os filmes Conflito das Águas , Pa negre , Maria Cheia de Graça , Pecados de mi padre )

On the Silver Globe – Andrej Zulawsky

 Montanha dos Sete Abutres ( Ace in the Hole ) – Billy Wilder ( que nos fez citar o filme O Resgate de Jessica e o filme A Conquista da Honra )

Dredd – Pete Travis (citamos o filme de 1995 O Juiz ,The Raid Redemption )

Moonrise Kingdom – Wes Anderson ( Françoise Hardy soundtrack no filme Os Piratas do Rock )

Tatsumi – Eric Khoo (falamos de Osamu Tezuka , Gen Pés Descalços e assista aqui c/ legendas em inglês uma entrevista que Yoshihiro Tatsumi concedeu )

Curtam a lista que o nosso amigo Rodrigo ( @Driego no Twitter ) faça a sua também aqui nos comentários!

1 – Holy Motors – Leos Carax

2 –  Shame – Steve McQueen

3 –  Perfect Sense – David Mackenzie

4 –  Serban Maut (The Raid: Redemption) – Gareth Evans

5 –  The Perks of Being a Wallflower – Stephen Chbosky

6 –  Tinker Taylor Soldier Spy – Tomas Alfredson

7 –  The Hobbit – Peter Jackson

8 –  The Turin Horse – Bela Tarr

9 –  Detachment – Tony Kaye

10- Amour – Michael Haneke

Menções Honrosas

The Dark Night Rises – Christopher Nolan

Moonrise Kingdom – Wes Anderson

Hugo – Martin Scorsese

Weekend – Andrew Haigh

Skyfall – Sam Mendes


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O Rap Do Pequeno Príncipe Contra As Almas Sebosas – Paulo Caldas E Marcelo Luna

Vejo com bastante cuidado as recentes notícias que a mídia mainstream adora veicular sobre a atual pujança econômica tupiniquim. Imunidade à crise internacional, índices de desenvolvimento humanos disfarçados, estrangeiros vindo ao país em busca de empregos, sétima economia do mundo… Tudo isso se dilui quando se dá uma volta pela periferia de qualquer grande cidade brasileira, em especial quando se está em uma capital nordestina.

O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas (Brasil/2000), documentário de Paulo Caldas e Marcelo Luna, mergulha fundo na realidade das periferias de uma das mais violentas cidades do Brasil – Recife – mas o que é mostrado poderia muito bem se aplicar a qualquer megalópole brasileira. Conhecemos a trajetória diametralmente oposta de Helinho e Garnizé; o primeiro, assassino confesso de mais de 3 dezenas de pessoas e condenado a 99 anos de prisão; o segundo, músico da banda pernambucana Faces do Subúrbio.

Helinho sente-se justiceiro. Segundo o próprio, todos os mortos eram bandidos ou facínoras, gente que não merecia permanecer viva. Já Garnizé, também residente do município de Camaragibe (localizado na Região Metropolitana do Recife), busca no rap e na percussão um caminho menos tortuoso, mais poderoso, e nada sangrento na busca por disseminar a expressão daquele ambiente.

Mas, é apenas na indignação onde se dá a linha que liga os polos, na forma como é encarada a ausência e omissão de um Estado e uma sociedade torpes. As maneiras de reagir são diferentes. A questão é, qual dos dois caminhos é o mais eficiente para que a voz daqueles cuja cidadania é apenas um conceito abstrato seja ouvida? Quantos de nós já não sentimos uma vontade imensa de buscar a justiça com as próprias mãos, fato que nos torna mais próximos dos anseios de Helinho? A manifestação cultural e intelectual – a música de Garnizé – de fato constitui um caminho mais difícil, mas é aquele que proporciona a libertação, que traz consigo a capacidade não de remediar, mas de instigar a mudança no meio por dentro, excitando uma mutação na forma de enxergar as coisas.

E é por isso que O Rap do Pequeno Príncipe permanece atual. O Brasil é muito, muito mais do que aquele que aparece nas novelas, dos engravatados da Av. Paulista, ou dos que disputam quem conseguirá pilhar primeiro os royalties do petróleo. Uma vez que o clamor das periferias seja conhecido se faz necessária a ação da sociedade, ou as almas sebosas serão sempre as mais baratas…

Fábio Nazaré que também colabora no Gaveteiro

Projeto Masters of Horror – 1ª parte

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Sejam bem vindos finalmente à 1ª parte do Projeto Masters of Horror!

Cine Masmorra reuniu amigos podcasters, blogueiros, leitores, ouvintes e todos deram o seu parecer sobre um episódio da 1ª temporada de Mestres do Horror!

Curtam os trailers abaixo, e acessem esse link  aqui da página oficial do projeto para saber mais detalhes.

E principalmente: Se puderem participem da 2ª temporada amigos!

Muito obrigada a todos que fizeram com que a 1ª parte desse projeto fosse concluída!

Super abraço para todos vocês!

Angélica Hellish 

Arte do Banner: Barão – Red Baron Blues Blog

Efeitos e gravação de áudios com o auxílio dos amigos:  Bruno Gunter do Podtrash e Gabriel Perboni do Visão Histórica

Obrigada pela gentileza e paciência!  😀

Episódios Participante / Blog:

1-Incident on and Off a Mountain Road – Bruno Gunter (@gunfree) – Podtrash

2- Dreams in the Witch House –  Thiago Cabello – Papo na Estante

3 – Dance of the Dead – Anderson Castro

4 – Jenifer – Tiago Navarro – Tarantino Assistiria

5 – Chocolate –  Priscila Ramos

6 – Homecoming – Edu Aurrai – Iluminerds – Sexta Meia Noite

7 – Deer Woman – Welligton Mac Garen – Clique aqui p/ ver as formas de contato.

8 – Cigarette Burns – Victor Rego – Café com Tripas

9 – The Fair-Haired Child – Emanuel, o Mano – Profundesenho

10-Sick Girl – Elisa Castro

11-Pick Me Up – Marlon Master – Sexta Meia Noite

12-Haeckel’s Tale – Evandro Sal – Sexta Meia Noite – Amigos da Sétima Arte

13- Imprint – Douglas Fricke (Exumador) – Anti-Oblívio – Podtrash

 



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Intocáveis por Cristine Tellier

Intouchables (Intocáveis)
Produção francesa, de 2012. Roteiro e direção de Olivier Nakache e Eric Toledano. Com François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot, Clotilde Mollet.

Sinopse
O fenômeno mundial “Intocáveis” traz a história de um aristocrata que contrata um jovem para ser o seu cuidador após um acidente de parapente, o que o deixou tetraplégico. O que era para ser um período experimental, acaba virando uma grande aventura. Amizade, companheirismo e confiança são os elementos que transformam esse filme tocante e inesquecível. Filme indicado da França para concorrer ao Oscar 2013.
(fonte: site California Filmes)
Obs.: A sinopse não diz, mas o filme foi inspirado numa estória real, cujos “personagens” são mostrados um pouco antes dos créditos finais. O roteiro inspirou-se no livro O segundo suspiro, escrito por Phillippe Pozzo di Borgo. O cuidador, Driss, chama-se na verdade Abdel Sellou.

Para os que assistem – ou tentam assistir – a muitos filmes (minha média tem sido um a cada dois dias) é praticamente impossível assistir a um lançamento e não começar a lembrar de um e outro filme já visto. Pode ser pela semelhança na estória, na ambientação, nos personagens. Às vezes, basta apenas um detalhe. E com este, não foi diferente. Lembrei de vários outros, mas para a resenha não ficar extensa demais – e chata demais – vou citar apenas dois.

Inicialmente, por conta de duas características (explico adiante) é fácil pensar em Driving Miss Daisy, filme simpático e delicioso de assistir, com Morgan Freeman e Jessica Tandy. Assim como o motorista de Daisy Werthan (Tandy) é Hoke Colburn (Freeman), uma das funções de Driss (Omar Sy) como cuidador de Phillippe (François Cluzet) é dirigir-lhe o carro. E a diferença social entre os personagens é gritante em ambos os filmes, apesar de não ser pelos mesmos motivos. Daisy é a legítima representante W.A.S.P, numa época pré-Luther King, com um preconceito quase “inato” por negros, responsável pela “barreira” entre ela e seu motorista. Philippe é um milionário, bem-instruído, culto e erudito enquanto Driss é um ex-presidiário desempregado, morador do subúrbio, tentando viver às custas do governo. Não sei se optaram por um ator negro propositalmente, já que o “personagem real” não é negro, mas no meu entender a escolha serviu apenas para dar ênfase ao contraste e não para insinuar algum preconceito.

E, devido ao fato das diferenças não serem apenas sociais – a personalidade dos personagens é diametralmente oposta – The odd couple, com Jack Lemmon e Walter Matthau, logo surge como referência. Felix Ungar (Lemmon), além de neurótico e estressado, é maníaco por limpeza; enquanto Oscar Madison (Matthau) é a desorganização em pessoa. E em Intouchables, Phillippe é extremamente polido e contido. É óbvio que sua condição física enfatiza essa sua faceta, mas percebe-se nitidamente que mesmo que não fosse tetraplégico sua atitude seria a mesma. Em contrapartida, Driss é expansivo, debochado, fala alto, muito e rápido, gesticulando e usando sua presença corporal para complementar as ideias. Mas é interessante reparar que nenhum deles tem papas na língua. Um, certamente por ter concluído que já que não pode se mover, tem o direito de falar o que bem entender – sempre com muita educação, lógico; e o outro, sem falsa compaixão, por achar que não deve deixar de falar nada apenas por que o patrão é um inválido. Numa das primeiras trocas de gentilezas entre eles, Philippe pergunta a Driss: “Como é viver à custa dos outros?”. Sem titubear, Driss retruca: “Não sei, você que me diz. Como é viver à custa dos outros?”.

Pela temática, à primeira vista pode-se concluir que se trata de um drama, daqueles que tentam arrancar lágrimas do espectador a cada dez minutos e que degringolam para a pieguice. Mas não é o caso. É natural que haja um pouco de drama, tanto pela condição física de Phillippe quanto pela condição social de Driss. Contudo, o que mais se sobressai no filme é o humor leve que permeia toda a estória. A interação entre os personagens garante boas risadas, daquelas que deixam o espectador com a sensação de que não importa o tamanho do problema, sempre há uma brecha para o riso.

O elenco é responsável por grande parte da empatia. Cluzet – cada vez mais parecido com Dustin Hoffman – constrói um personagem bastante emblemático, mesmo tendo como “instrumentos” apenas sua face e sua voz. E Omar Sy faz o contraponto perfeito, sendo expansivo e de uma alegria contagiante. É interessante notar que tanto pela atuação da dupla quanto pela qualidade do roteiro, a interação dos personagens em vários momentos faz o espectador simplesmente esquecer a condição física de Phillippe.

O filme é um bom exemplar do chamado “feel good movie”. Apesar da presença de clichês, quase inevitável, faz por merecer a aprovação do público cinéfilo francês e a indicação ao Oscar. Enfim, um filme na medida certa para deixar o espectador “mais leve” ao terminar de assistir.

“Ele é insuportável, vaidoso, orgulhoso, brutal, inconstante, humano. Sem ele, eu estaria morto por decomposição. Abdel cuidou de mim sem cessar, como se eu fosse um bebê de colo. Atento ao menor sinal, presente em todas as minhas ausências, ele me liberou quando fiquei preso, me protegeu quando eu estava fraco. Ele me fez rir quando eu não aguentava mais. Ele é meu diabo guardião.”
(trecho de O segundo suspiro)

Conheça o blog de Cristine Tellier aqui

Veja também:
No imdb: o filme e os diretores ( Nakache  e Toledano )
No YouTube: o trailer 
Site oficial:

Batendo Papo Na Masmorra: Especial Soundtracks!

BPM-301

Rá! Finalmente voltamos com o Batendo Papo na Masmorra!

O podcast tapa-buraco mais legal da internet.

E dessa vez resolvemos falar das OSTs.

Não sabe o que é?  Original Soundtracks. As músicas tocadas nos filmes, séries que nos colocam no clima das cenas que estão sendo mostradas.

Angélica Hellish se reuniu com os amigos Lucas Amura do JurassicastIvan Pd e Edson Oliveira do Dimensão Nerd!

Saibam as músicas que selecionamos para vocês escutarem, e prestem atenção:

Aceitam um desafio> Mais pra uma brincadeira saudável…

Reconhecem de quais filmes são as músicas tocadas ao fundo de nosso bate-papo?

Comentem aqui! Nós respondemos no próximo podcast.

Um abração galera!

Trilhas escolhidas: (clique nos nomes para obter informações)

Lucas Amura:

Impromptu For Twelve Fingers – Michael Nyman – Gattaca 1997 – Andrew Niccol

The Last Emperor  1987 – Ryuichi Sakamoto – Opening – Bernardo Bertolucci

Nigeru  Mono – Susumu Hirasawa –   Paprica 2006 – Satoshi Kon ( clique aqui e escute o podcast!)

Hero 2002 – Opening – Tan Dun – Zhang Yimou

Ivan PD:

Blue Velvet 1986 –  David Lynch – Main Title  – Angelo Badalamenti 

Una Patada En Los Uevos – Alberto Iglesias – A Pele Que Habito – Pedro Almódovar

A Planet – Marc Streitenfeld – Prometheus 2012 – Ridley Scott

Lux Aeterna – Clint Mansell – Requiem For A Dream – Darren Aronofsky

Edson Oliveira:

Luzes da Ribalta 1952 – Charles Chaplin 

The Sea Halk 1940 – Theme – Erich Wolfgang Kongold – Michael Curtiz

Serenade Nº 13 – Mozart – Amadeus 1984 – Milos Forman

Gonna Fly Now –  Bill Conti – Rock – Um Lutador 1976 – John G. Avildsen

Angélica Hellish:

Busfahrt Nach Maralal – Niki Reiser – A Massai Branca 2005 – Hermine Huntgeburth

Ave Maria/Okutibito – Joe Hisaishi – A Partida 2008 – Yôjirô Takita

O Último dos Moicanos 1992 – Main Title – Trevor Jones – Michael Mann

Elizabeth I – The Virgin Queen 2005 – Opening – Mediaeval Baebes – Coky Giedroyc

 

 

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As 5 Badasses Mais Sexy Dos Anos 80

Horror eterno a todos vocês amigos ouvintes e leitores do mal™!

Como recentemente fizemos um Podcast sobre um clássico do Imperador do Sexploitation Russ Meyer, e claro falamos da inigualável musa japonesa e megalovax poderosa Tura Satana, farei uma lista de mulheres badass do cinema por aqui. Mas a regra é que são mulheres que mexeram com meu imaginário banheirístico na minha tenra juventude de criança dos anos 80. Ou seja, a mulherada tem que ter feito filmes que eu vi ainda garoto.

Então antes de tudo, escutem esta música para entrar no clima certo – ahhhh MTV, como eu teworshipava demais.

5. Sigourney Weaver como Ripley em Alien

Podem falar o que quiserem. Mas eu adorava a Ripley, principalmente na cena que ela paga um mega cofre no filme. Sem contar que ela é uma mulher de personalidade forte, mas não se masculinizou por isso. Pelo contrário, mandou muito bem na calcinha branca!

É galera, nos anos 80 era difícil ver uma bundinha na TV. Fiquem com a cena:

4.  Sarah Douglas como Ursa no Super-homem 2

Ah se toda Kryptoniana fosse assim… Sempre achei a Sarah Douglas muito mais bonita que a Lois Lane do filme. E por muito tempo achei que o Superhomem era um babaca de prendê-la ao invés de er… prendê-la.

Vejam uma compilação dela e concordem!

3. Carrie Fisher como Princesa Leia no Retorno de Jedi

Ahhh, xinguem, nem darei ouvidos. Aquelas roupas ridiculamente pequenas me cativavam e me levaram a adorar Star Wars. Tudo bem, o cabelo tampa de panela é dose, mas a Carrie Fisher peitou o Lord Vader. E mermão, isso não é para qualquer um. E vai, assuma que você não queria ser o Jabba?

E eu Aposto que tem muito nerd babando agora. Se não tem, eu digo que estou.

2.  Leslie Easterbrook como a Sargento Calaham no Loucademia de Polícia

Piscina, peitos, peitos e piscina. Badass sinistra que todo adolescente/jovem-adulto dos anos 80/90 lembra, com muito carinho e cremes para mão.

Ah sim, audio em Espanhol pela bizarrice do Zed dublado hispanicamente. Horror.

1. Mathilda May como a Alien sem mãe do Lifeforce

Não preciso explicar. Apenas vejam!

E antes que os nerds do mal™ venham reclamar, não esqueci da megalovax sexy Kelly LeBrock com os filmes Dama de Vermelho e Mulher Nota 1000! Ela é – ok, ok, OK, FOI!  –  tão estonteante que se houvesse um troféu “Homenagens do Gunter” o nome dele seria “Taça LeBrock“!

E bônus Transamérica! Mais Lita Ford procês!

PS.: Os macacos são legais e caso vocês nunca tenham ouvido falar, procurem ler sobre os poderosos Bonobo.

Um abraço
Bruno Gunter –  Podtrash