B.P.M. #45 A Bruxa e os monstros.Da espectativa e da falta de educação! #TheWitch

bpm 45 a bruxaVoltamos com mais um Batendo Papo na Masmorra! Nosso podcast de recomendações atualidades.
Dessa vez Angélica Hellish convidou os amigos da Revista Spiral (antigo Vulgo Cult) Thiago Costa e Henrique de Oliveira para conversar sobre o mega “hypado” filme A Bruxa (The Witch) de Robert Eggers  que estreou semana passada e tem levado muitas pessoas ao cinema. E frustrado muitos espectadores que não conseguem se conter.
O filme foi mal vendido?
O que é suspense? Terror? Horror? Você sabe?
Confira como foi a nossa experiência na sala de cinema em um bate papo com SPOILERS.
E, é claro, recomendamos algumas produções cinematográficas. Afinal, o B.P.M. existe para isso!
Grande abraço e até o próximo podcast.

Citamos:

Canal da Revista Spiral – Luz, câmera, Exploitation!
Cronologia do Acaso
O curta Amor,só de mãe.
Haxan – A Feitiçaria através dos Tempos – 1922 Benjamin Christensen
Alucarda – 1977 Juan López Moctezuma
The Blood on Satan’s Claw – 1971 Piers Haggard
Leák – 1981 H. Tjut Djalil
As Bruxas de Eastwick – 1987 George Miller
Viy – A Lenda do Monstro 1967 Konstantin Ershov, Georgiy Kropachyov
Arraste-me Para o Inferno – 2009 Sam Raimi
Las brujas de Zugarramurdi – 2013 Álex de la Iglesia
A Maldição do Demônio – 1960 Mario Bava
O Caçador de Bruxas – 1968 Michael Reeves
A Bruxa de Blair – 1999 Daniel Myrick, Eduardo Sánchez

Texto: Não vá ver “A Bruxa” no cinema!

Vídeo: Terrorama – O Dr. viu –  A Bruxa.

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20 pensamentos sobre “B.P.M. #45 A Bruxa e os monstros.Da espectativa e da falta de educação! #TheWitch

  1. Programa excelente, bem como o filme. Engraçado que no geral pelo que muita gente fala, a única coisa do demônio mesmo eram as pessoas mal educadas em todas as sessões.
    A minha mesmo com pouca gente não foi diferente.
    Como disse minha namorada, as pessoas não estão mais acostumadas a suspense/horror, é imediato e quer o susto ali na hora, afinal paguei pra isso né? Lamentável!

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  2. Na minha sessão, enquanto estava na fila já tinha gente da sessão anterior gritando “esse filme é uma bosta, nem perde tempo” eu contei uns 4 grupinhos distintos falando isso, sem contar a galera indo embora no meio do filme. Eu sou muito fã de filme de terror, e sofro com esses últimos filmes sem noção que tem aparecido, só sustinho previsível. Vibrei com a bruxa que conseguiu me deixar totalmente envolvida, mesmo também tendo todo esse infortúnio de gente rindo, comendo, fazendo barulho e falando alto.

    Só uma observação sobre as pessoas que riem em filmes como esse, pelo que observo, tenho quase certeza que é um riso de “consolação” quase como se a pessoa não se conformasse em sentir medo ou pelo menos se deixar levar pela estoria, e ri para se autoafirmar e dizer a si mesma “pff, isso é só um filme besta hahaha”. Mas é claro que essa teoria é da minha cabeça sem fundamento nenhum. Abraços.

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  3. Queridos amigos do Masmorra Cine!

    Gostei mto do podcast!

    Vcs tocaram em um assunto mto legal (sobre o comportamento dentro da sala de cinema).

    Acho q daria uma discussão legal para um futuro batendo papo na Marmorra, pois foi levandado por um colega no cast q esse tipo d discurso soa elitista, quando na verdade é um fenômeno que envolve mudanças nas práticas socioculturais do sujeito inserido no contexto contemporâneo.

    Retratar essa realidade creio q não é, de forma alguma, uma maneira elitista de segregar certo público, e sim atentar-se para a manifestação dessa instabilidade na atualidade.

    Alguns pensadores que debruçam-se na contemporaneidade usam estratégias crítico discursivas para lidar esse novo perfil de sujeito.

    Muniz Sodré, Norval Baitello Junior, Peter Pál Pelbart, Zygmunt Bauman, Caio Adorno Vassão etc. são pensadores que observam esse lugar instável em constante mutação que é a atualidade e como isso pode influenciar no nosso comportamento.

    Uma dessas mudanças é o efeito SIG (simultaneidade, instantaneidade e globalidade) presente nas pessoas que utilizam-se demasiadamente do ciberespaço. Geralmente esse tipo de pessoa busca avidamente por respostas, mas acaba não sentindo o percurso, suas abstrações, suas dificuldades, as reações e emoções durante a jornada.

    Enfim, esse tema tem bastante pano pra manga e minha sugestão seria fazer uma pauta sobre o tema. Daria um ótimo podcast!

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    • Oi Felipe!
      Pois é meu amigo, eu me senti e me sinto culpada por reclamar a cada vez que me vejo confrontada com a falta de paciência e educação do público casual no cinema.
      O que é para ser uma experiência conjunta acaba se tornando algo nada legal, uma experiência que não tenho prazer. E isso é triste.
      Pois o trabalho que fazemos aqui no nosso blog é justamente desconstruir essa ideia besta que cinema dito “de arte” (todo o cinema é arte) é para um público específico, um cinema de nicho.
      Eu sei que não é assim.
      As pessoas sempre estarão abertas para novas experiências cinematográficas.
      Questão de apresentar, mostrar que o cinema de qualquer forma, país, gênero está ali paciente apenas aguardando a visita do espectador.
      Abrir corações e mentes, estamos aí para isso!
      Então soar elitista dói.
      Principalmente quando você quer desmontar esses paradigmas.
      Adorei a sua ideia. Já comentei com o Marcos e logo mais (dentro da nossa agenda apertada e maluca) vamos bolar uma pauta, e, é claro, você é convidado.
      Um grande beijo meu amigo. Se cuida 🙂

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  4. Olá pessoal do Masmorra Cine.
    Parabéns pelo programa! Gostei não por concordar com o que falaram mas por conseguirem abordar temas importantes como a falta de empatia cada vez mais comum e a reação do público ao terem sua expectativas frustradas.
    Na minha sessão, cheguei em cima da hora para comprar o ingresso o que me restou a ficar com lugares das primeiras fileiras. Vi muitos jovens abaixo de 16 anos sendo barrados na porta da sala, um pais tendo que assinar um termo se responsabilizando pelas filhas que queriam ver o filme. E infelizmente, não tendo a intenção de usar estereótipos, mas vi muitos adolescentes na puberdade, que sempre usam preto, escutam metal e são atraídos por tudo que é obscuro de uma forma superficial. Esses mesmos jovens, saíram decepcionados, mas a minha satisfação para com o filme foi tão imensa que eu não me importei, um amigo meu que estava na sessão escutou muitos comentários ignorantes e risadas em momentos onde nós nos sentíamos mais apavorados.
    Achei o filme de uma riqueza impressionante, não assisti metade dos filmes mencionados no programa (mas anotei todos), o que me agradou muito foi a ausência da subjetividade em alguma momentos, momentos onde o roteiro poderia deixar a nossa imaginação fazer o trabalho mas nos deu esse presente, talvez o diretor quisesse fugir desse gênero de histeria.
    Uma questão que me intrigou foi que os personagens além de cometerem acusações também se viam como alvos do demônio, seria a o alvo a mãe por ser o elo fraco, ou o pai por sua forte fé? Ou então a filha por ser jovem e virgem o que conclui a cena final.
    Obrigado pelo programa , vou acompanhar! Abraços!

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    • Olá Tiago!
      Primeiramente, obrigada por compartilhar a experiência.
      Muitas pessoas comentaram comigo essa mesma espécie de reação do público.
      O filme é excepcional. Já virou cult.
      Assista aos filmes (os que conseguir) e depois conta pra gente o que achou.
      Um beijo e obrigada por nos acompanhar nessa viagem. 🙂

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  5. Angélica , tinha assinado o podcast cine mamsmorra mas parou de atualizar, ai o pessoal do boca do inferno falou que desse cast e procurei vocês. Encontrei com esse nome masmorra cine, ainda bem que vou poder continuar ouvindo seus casts.

    Eu sou um dos que se decepcionou com o filme em matéria de sentir medo, ele não ter dado medo deixou um gosto amargo sim.
    mas como filme é ótimo, é um drama pesado, onde tudo vai sendo construido para a destruição de tudo no final.

    Abraços.

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  6. Excelente podcast, parabéns. Vocês conseguem equilibrar a técnica com o gosto/diversão. Isso é raro em críticas.

    Alguns detalhes: Ralph Ineson, o pai, também fez Game of Thrones, ele fez uma participação na segunda temporada como um dos homens de ferro. É ele inclusive que orienta o Theon a queimar os meninos e é ele quem acerta o Theon com a lança depois do discurso em que ele é preso.

    Muito interessante a interpretação do sexo entre eles. Faz sentido com a questão da maçã e culpa constante. Gostei dessa interpretação, pois a cena da bruxa é alegórica demais.

    Com respeito à aparição da bruxa no começo eu acho que teve um outro papel, na minha visão. Um viu no filme esperando que tudo poderia ser a imaginação deles, quando a bruxa aparece, essa sensação é quebrada e depois no final você volta a questionar se não foi tudo um devaneio. Essa dualidade e o fato de não ser óbvio, torna o filme mais interessante.

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    • Concordo contigo! Parei para pensar e ouvir outras opiniões e a questão da aparição da bruxa gera esse questionamento sim. Totalmente válido.
      Valeu a dica sobre o ator. Coisa linda, dois atores de GoT em um excelente filme.
      Obrigada por nos ouvir e compartilhar sua opinião querido. Grande abraço e tudo de bom 🙂

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  7. Pensei que só tivesse sido eu, em ter azar ao cruzar com certo mal educados . Tá realmente bem complicado…
    As pessoas estão imediatistas demais – em todas as áreas – e se esquecem desfrutar de uma boa estória .

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  8. Primeiro programa que ouço de vocês e, logicamente, o primeiro comentário que posto aqui.
    A Bruxa não é um filme para se gostar durante a exibição. Depois de acabar de vê-lo, pare e pense sobre o que viu, no caso de vocês, do que conseguiram acompanha na tela grande dos cinemas que hoje em dia está lotado de gente que não está lá para ver filme nenhum. Após os créditos finais eu me decidi por gostar do filme. Não é uma estória de respostas instantâneas. Não tem imagens de impacto repentino. A câmera não fica sacudindo e som também não sobe e desce a todo o momento. Mas é terror.
    Para mim é um filme tem como elemento principal a culpa. Pai sente culpa por ter saído da comunidade e se dado mal sozinho. Mãe culpa a filha pelo desaparecimento do bebê. Filha sente culpa por não ser uma boa puritana. Filho sente culpa por desejar a irmã. Só os gêmeos encapetados (!?) e o bode, WhatsApp do Sujo, parecem se divertir com as consecutivas desgraça que assolam a família. Black Phillip é o melhor personagem coadjuvante que vi nos últimos tempos. Atuação impecável, dele é de todo o resto do elenco.
    A definição sobre os gêneros suspense, terror e horror foi muito bem colocada.
    Só mais uma coisa. Eu assistir A Bruxa de Blair nos cinema. Na sala quando começou o filme tinha umas 15 pessoas. Quando acabou só tinha eu é um casal que saiu amaldiçoado o filme. Eu me levantei se senti que tinha tido a mais incrível experiência cinematográfica ate então. Nada que eu já tinha visto se parecia com aquela estória de aparecia amadora. Eu acreditei de ponta a ponta no filme. Na época muitos odiaram e outros amaram. Hoje os que odeiam ou dão de ombros aumentou. Acho que vai acontecer a mesma coisa com A Bruxa num futuro próximo.
    P.S: No dia que eu assisti A Bruxa de Blair, foi no mesmo dia que o chamado Maníaco do Cinema saiu dando tiros para tudo que é lado e matou alguns expectadores. Eu estava em outro shop, em outra cidade e só fiquei sabendo do fato depois que cheguei em casa. O ataque ocorreu durante a exibição do Clube da Luta, que é um suspense…

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  9. Na verdade o medo desse filme nao acontece na hora da exibiçao…mas fica incubado na mente. Experimentem passar a noite num acampamento na mata ou numa casa de fazenda depois de ver esse filme.
    Eu experimentei….foda kkkk

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  10. Acabei d assistir ao filme, gente surpreendente gostei mt, ñ senti medo, mas gostei mt da história, para mim foi mais como um drama/fantasia, e assim q assisti fui atrás d podcasts para ouvir outras opiniões, e logo pensei na Angélica dos podcasts d GOT, e imaginei bem q ela poderia fazer um podcast sobre esse filme, logo lembrei do masmorra, costumo ouvir podcast pelo assunto, ñ sei como se “cadastra” um site no youtuner, mas vcs poderiam cadastrar o masmorra.Ainda ñ ouvi o podcast, ñ sei suas opiniões, mas em certo ponto brinquei sobre um dos animais rsrs, por spoilers ñ vou completar o raciocínio kkkkkkk, me lembrei das versões mais sombrias das fábulas dos irmãos Grimm, enfim gostei mt, A Bruxa merece até mais divulgação, ruim é a expectativa das pessoas sobre algo mais visceral ou amedrontador, q pode acabar por decepcionar alguns, por sinal me “venderam” como um filme aterrorizante, e sinceramente me lembrei mt mais d filmes d suspense como Sexto Sentido ou a Vila no sentido d expectativa, ainda assim ñ me desapontei, excelente filme.

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  11. Excelente podcast, Angelica!
    Apesar de também ter passado por maus bocados com maus educados no cinema, A Bruxa é, pra mim, um dos melhores filmes de terror psicológicos que já vi.
    Aproveito também para deixar aqui a minha sugestão de filme: Inquisition (1976), que segue a mesma linha de histeria coletiva de As Bruxas de Salem.
    Parabéns!

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  12. Pingback: Lanterna Cult Podcast #08 – Os Melhores Filmes de 2016 | Revista SpiralRevista Spiral Online

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