Batendo Papo na Masmorra #43 Que Horas Ela Volta? #DiaDoPodcast

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Angélica Hellish convidou os amigos Dayana Sartorio do Sexta Cast, Daniel Marcos Martins do Exumacast e Euterpe Despedaçada, Emerson Teixeira do Cronologia do Acaso e Ivan PD para conversarem sobre várias questões levantadas pelo filme “Que Horas Ela Volta?” de Ana Muylaert.

Como a sociedade percebe as condições de vida dessas trabalhadoras?

Mencionados também ( Clique para acessar )

Casa Grande – 2014 – Fellipe Barbosa

Domésticas – 2001 – Fernando Meirelles / Claudia Missura

Doméstica – 2012 – Gabriel Mascaro

Histórias Cruzadas – 2011 – Tate Taylor

O Som ao Redor – 2012 – Kleber Mendonça Filho

Curta ” Como se fosse da família” – 2013 – Alice Riff e Luciano Onça

Videoclipe “Boa Esperança” – Emicida

Roberto DaMatta analisa a sociedade brasileira contemporânea

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Masmorra Maldita #02 O Bandido da Luz Vermelha

 

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Demoramos, mas não falhamos!

E dessa vez Angélica Hellish e Marcos Noriega convidaram Isadora Sinay do Posfácio e do Vortex Cultural, o amigo Douglas Fricke  Exumador do Podtrash para conversar sobre do filme de 1968 do diretor Rogério Sganzarla, O Bandido da Luz Vermelha.

Inspirado nos crimes de João Acácio Pereira da Costa, o filme é um ícone do Cinema Marginal brasileiro!

Na edição e trilha desse podcast: Diego Pinto do Cine Desbravador e Angélica Hellish

Edição da vinheta: Felipe de Oliveira e voz de Ivan PD.

Banner: Mariana

Youtube:
Assista também:

Ocupação Sganzerla no Youtube

Documentário Boca do Lixo: A Bollywood Brasileira

Luz Nas Trevas – Direção de Helena Ignez de 2010

Leia sobre aqui

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O Som ao Redor – Kleber Mendonça Filho

 

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O noticiário choca. Choca, acima de tudo, a agressividade que as grandes metrópoles brasileiras impõem aos seus cidadãos diariamente – ciclistas brutalmente desfigurados e assassinados no trânsito, cidades mortas pelos grandes empreendimentos imobiliários e de infraestrutura de fachada, desalojamento de famílias para realização de eventos esportivos, egoísmo, impassibilidade… É com esse clima de pessimismo e claustrofobia que o crítico de cinema e cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho apresenta seu primeiro longa-metragem: O Som ao Redor (Brasil/2012).
Ao retomar situações, algumas idênticas, de outros filmes seus (como Recife Frio e Eletrodoméstica), Kleber observa com atenção, mas sempre mantendo uma certa distância, o comportamento de membros da classe média recifense. O foco é no bairro de Setúbal, reduto abastado que emula muito bem uma parcela proeminente da população brasileira, aquela apolitizada, fechada em seu pequeno mundo de grades e muros altos, e acima de tudo, calcada nas aparências.
Agraciado com o Troféu Redentor de Melhor Filme no Festival do Rio 2012, O Som ao Redor traça uma linha hereditária direta entre o senso patriarcal que outrora rondou as sociedades nordestinas e as atuais relações. Mas, ao fazer esse delineamento de maneira sutil, consegue abarcar e envolver qualquer um que observe diariamente a truculência e a exploração desenfreada que espaço urbano brasileiro vem sofrendo sob o olhar passivo e indiferente de uma população educada, porém ignorante.

Ou seja, a partir de um roteiro fatiado em pequenos episódios vão sendo destrinchados fatos que mutuamente se alimentam: indivíduos que prezam a casca, mas pouco se importam com o que de fato vale a pena, e como essas atitudes se consubstanciam em uma pólis “moderna” fria, solitária, e minada por atos talvez selvagens. Atos estes que podem muito bem ser uma reação, um pedido tímido de socorro, daqueles que não mais suportam a atmosfera de opressão que nos envolve.

Assim, apesar de tecnicamente não ser perfeito, e apresentar uma narrativa estranha ao frequentador de cinemas mediano, O Som ao Redor levanta dúvidas que deveriam ser atacadas o quanto antes, lançando perguntas que a maioria não quer nem mesmo escutar. Que tipo de sociedade queremos construir? Aglomerados urbanos inóspitos são a solução para um passado de investimento social inexistente? Vale a conferida.

Texto de Fábio Nazaré, colaborador do site O Gaveiro

O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas – Paulo Caldas e Marcelo Luna

 

Vejo com bastante cuidado as recentes notícias que a mídia mainstream adora veicular sobre a atual pujança econômica tupiniquim. Imunidade à crise internacional, índices de desenvolvimento humanos disfarçados, estrangeiros vindo ao país em busca de empregos, sétima economia do mundo… Tudo isso se dilui quando se dá uma volta pela periferia de qualquer grande cidade brasileira, em especial quando se está em uma capital nordestina.

O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas (Brasil/2000), documentário de Paulo Caldas e Marcelo Luna, mergulha fundo na realidade das periferias de uma das mais violentas cidades do Brasil – Recife – mas o que é mostrado poderia muito bem se aplicar a qualquer megalópole brasileira. Conhecemos a trajetória diametralmente oposta de Helinho e Garnizé; o primeiro, assassino confesso de mais de 3 dezenas de pessoas e condenado a 99 anos de prisão; o segundo, músico da banda pernambucana Faces do Subúrbio.

Helinho sente-se justiceiro. Segundo o próprio, todos os mortos eram bandidos ou facínoras, gente que não merecia permanecer viva. Já Garnizé, também residente do município de Camaragibe (localizado na Região Metropolitana do Recife), busca no rap e na percussão um caminho menos tortuoso, mais poderoso, e nada sangrento na busca por disseminar a expressão daquele ambiente.

Mas, é apenas na indignação onde se dá a linha que liga os polos, na forma como é encarada a ausência e omissão de um Estado e uma sociedade torpes. As maneiras de reagir são diferentes. A questão é, qual dos dois caminhos é o mais eficiente para que a voz daqueles cuja cidadania é apenas um conceito abstrato seja ouvida? Quantos de nós já não sentimos uma vontade imensa de buscar a justiça com as próprias mãos, fato que nos torna mais próximos dos anseios de Helinho? A manifestação cultural e intelectual – a música de Garnizé – de fato constitui um caminho mais difícil, mas é aquele que proporciona a libertação, que traz consigo a capacidade não de remediar, mas de instigar a mudança no meio por dentro, excitando uma mutação na forma de enxergar as coisas.

E é por isso que O Rap do Pequeno Príncipe permanece atual. O Brasil é muito, muito mais do que aquele que aparece nas novelas, dos engravatados da Av. Paulista, ou dos que disputam quem conseguirá pilhar primeiro os royalties do petróleo. Uma vez que o clamor das periferias seja conhecido se faz necessária a ação da sociedade, ou as almas sebosas serão sempre as mais baratas…

Fábio Nazaré que também colabora no Gaveteiro

O Som ao Redor – Kleber Mendonça Filho

O noticiário choca. Choca, acima de tudo, a agressividade que as grandes metrópoles brasileiras impõem aos seus cidadãos diariamente – ciclistas brutalmente desfigurados e assassinados no trânsito, cidades mortas pelos grandes empreendimentos imobiliários e de infraestrutura de fachada, desalojamento de famílias para realização de eventos esportivos, egoísmo, impassibilidade… É com esse clima de pessimismo e claustrofobia que o crítico de cinema e cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho apresenta seu primeiro longa-metragem: O Som ao Redor (Brasil/2012).

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Ao retomar situações, algumas idênticas, de outros filmes seus (como Recife Frio e Eletrodoméstica), Kleber observa com atenção, mas sempre mantendo uma certa distância, o comportamento de membros da classe média recifense. O foco é no bairro de Setúbal, reduto abastado que emula muito bem uma parcela proeminente da população brasileira, aquela apolitizada, fechada em seu pequeno mundo de grades e muros altos, e acima de tudo, calcada nas aparências.

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Agraciado com o Troféu Redentor de Melhor Filme no Festival do Rio 2012, O Som ao Redor traça uma linha hereditária direta entre o senso patriarcal que outrora rondou as sociedades nordestinas e as atuais relações. Mas, ao fazer esse delineamento de maneira sutil, consegue abarcar e envolver qualquer um que observe diariamente a truculência e a exploração desenfreada que espaço urbano brasileiro vem sofrendo sob o olhar passivo e indiferente de uma população educada, porém ignorante.

Ou seja, a partir de um roteiro fatiado em pequenos episódios vão sendo destrinchados fatos que mutuamente se alimentam: indivíduos que prezam a casca, mas pouco se importam com o que de fato vale a pena, e como essas atitudes se consubstanciam em uma pólis “moderna” fria, solitária, e minada por atos talvez selvagens. Atos estes que podem muito bem ser uma reação, um pedido tímido de socorro, daqueles que não mais suportam a atmosfera de opressão que nos envolve.

Assim, apesar de tecnicamente não ser perfeito, e apresentar uma narrativa estranha ao frequentador de cinemas mediano, O Som ao Redor levanta dúvidas que deveriam ser atacadas o quanto antes, lançando perguntas que a maioria não quer nem mesmo escutar. Que tipo de sociedade queremos construir? Aglomerados urbanos inóspitos são a solução para um passado de investimento social inexistente? Vale a conferida.

Texto de Fábio Nazaré, colaborador do site  O Gaveiro

O Rap Do Pequeno Príncipe Contra As Almas Sebosas – Paulo Caldas E Marcelo Luna

Vejo com bastante cuidado as recentes notícias que a mídia mainstream adora veicular sobre a atual pujança econômica tupiniquim. Imunidade à crise internacional, índices de desenvolvimento humanos disfarçados, estrangeiros vindo ao país em busca de empregos, sétima economia do mundo… Tudo isso se dilui quando se dá uma volta pela periferia de qualquer grande cidade brasileira, em especial quando se está em uma capital nordestina.

O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas (Brasil/2000), documentário de Paulo Caldas e Marcelo Luna, mergulha fundo na realidade das periferias de uma das mais violentas cidades do Brasil – Recife – mas o que é mostrado poderia muito bem se aplicar a qualquer megalópole brasileira. Conhecemos a trajetória diametralmente oposta de Helinho e Garnizé; o primeiro, assassino confesso de mais de 3 dezenas de pessoas e condenado a 99 anos de prisão; o segundo, músico da banda pernambucana Faces do Subúrbio.

Helinho sente-se justiceiro. Segundo o próprio, todos os mortos eram bandidos ou facínoras, gente que não merecia permanecer viva. Já Garnizé, também residente do município de Camaragibe (localizado na Região Metropolitana do Recife), busca no rap e na percussão um caminho menos tortuoso, mais poderoso, e nada sangrento na busca por disseminar a expressão daquele ambiente.

Mas, é apenas na indignação onde se dá a linha que liga os polos, na forma como é encarada a ausência e omissão de um Estado e uma sociedade torpes. As maneiras de reagir são diferentes. A questão é, qual dos dois caminhos é o mais eficiente para que a voz daqueles cuja cidadania é apenas um conceito abstrato seja ouvida? Quantos de nós já não sentimos uma vontade imensa de buscar a justiça com as próprias mãos, fato que nos torna mais próximos dos anseios de Helinho? A manifestação cultural e intelectual – a música de Garnizé – de fato constitui um caminho mais difícil, mas é aquele que proporciona a libertação, que traz consigo a capacidade não de remediar, mas de instigar a mudança no meio por dentro, excitando uma mutação na forma de enxergar as coisas.

E é por isso que O Rap do Pequeno Príncipe permanece atual. O Brasil é muito, muito mais do que aquele que aparece nas novelas, dos engravatados da Av. Paulista, ou dos que disputam quem conseguirá pilhar primeiro os royalties do petróleo. Uma vez que o clamor das periferias seja conhecido se faz necessária a ação da sociedade, ou as almas sebosas serão sempre as mais baratas…

Fábio Nazaré que também colabora no Gaveteiro

Walter Khouri, O Mestre da Boca do Lixo.

 

 

Se existiu um cineasta inspirador para o movimento da “Boca do Lixo” – e todos os seus estilos – esse homem foi Walter Hugo Khouri. Nascido em São Paulo (1929), sua produção cinemátografica era O alvo, o modelo a ser seguido por aqueles que no futuro comporiam a turma do Honório Martins (o cara que alugava os equipamentos pra galera da boca).


O cinema de Walter Khouri começa junto com a história dos grandes estúdios, como assistente de produção de Lima Barreto em “O Cangaceiro” (1953), ainda trabalhando pela Vera Cruz.

Mas muito da admiração dos cineastas da boca vinha de sua primeira produção independente: “O Gigante de Pedra” (1953), que foi totalmente realizado e lançado sem o apoio de um grande estúdio, uma tarefa hercúlea nos idos de 53.

Não bastesse o esforço dos cineastas do cinema-novo em rotular o cinema de Khouri como “burguês e alienado”, o impressionante sucesso de Khouri nas bilheterias o consolidou como uma espécie de mestre jedi do “como-realizar”, para a grande maioria dos cineastas da boca.

Claro que o cinema de Khouri das decadas de 50-60, apesar de independente,  ainda não poderia ser considerado “boca do lixo”. Seus cortes – apesar de um pouco mais suaves – ainda podiam ser identificados como um cinema quasi-europeu, motivo pelo qual tornou-se um cineasta prêmiado, com os filmes “Na Garganta do Diabo” (1960) e “Noite Vazia” (1964), filme que foi exibido em Cannes (1965) e que é considerado o modelo do estilo de Khouri, por mais que a influência italiana em seus filmes fosse gritante.

 

O namoro de Khouri com a “boca do lixo” começa no final da década de 60 e inicio da década de 70, em obras como “O Corpo Ardente” (1965), seu episódio da série “As Cariocas” (1966), “As Amorosas” (1967) e por fim “O Palácio dos Anjos” (1970).

Sua filmografia a partir dos anos 70 dilui seu estilo europeu e abraça sem pudores a pornôchanchada, com tantos clássicos que seria difícil de listar tudo em um único post, bastando apenas citar que entre eles estão filmes imperdíveis como “Convite ao prazer” (1980), “Eu” (1986) e a melhor pornôchanchada já filmada: “Amor Estranho Amor” (1982).

 Tremyen participa também da The Dark One Podtrash

Morrendo Pela Arte.

 

Pois é galera, a pedidos da amiga Angélica, agora escreverei aqui no Cine Masmorra sobre cinema nacional, mais especificamente sobre o movimento das pornôs chanchadas.

Dito isso, resolvi trazer para esse espaço um filme que anda bastante esquecido do público brasileiro, mas que na década de setenta foi uma das maiores bilheterias do cinema nacional, uma obra que conseguiu criar polêmica mesmo nos tão liberais anos do sexo, drogas e rock´n´roll.

Antes de falarmos do filme, cabe uma explicação do que é um filme snuff.

Muito antes de “A Serbian Film” (2010) estourar a cabeça do público e da critica, este movimento iniciado no final dos anos setenta começou com uma lenda urbana: um suposto filme pornográfico masoquista italiano que teria – acidentalmente – gravado sem o uso de efeitos especiais a morte de uma de suas atrizes. A partir desse momento, tanto a indústria europeia como a indústria americana começaram a criar filmes extremos, carregados de mau gosto e de cenas fortes onde as pessoas – alegadamente – morriam de verdade. Referências a este tipo de cinema podem ser encontradas em algumas pérolas do bizarro, como “Emanuelle in America” (1976) e “Last House on Dead End Street” (1977). Este subgênero culmina em filmes chamados “Documentários Mundo”, conhecidos nos EUA como “mockumentary”, sendo os maiores expoentes do gênero o mais que famosos “Faces da Morte” (1978) e o italiano “Cannibal Holocaust” (1980), onde o seu diretor – Ruggero Deodato – ficou detido até provar que os atores do filme estavam vivos.

Claudio Cunha – que bebia descaradamente de fontes italianas – pega carona nessa moda mundial e oportunisticamente lança uma pornochanchada, e a vende como “o primeiro filme snuff brasileiro”, uma jogada de mestre do grande canalha, uma vez que “Snuff, Vitimas do prazer” não tem absolutamente nada de snuff, como a divulgação e o título sugeriam. A divulgação foi tão enganosa que no lançamento do filme, a manchete do caderno de cinema do jornal Notícias Populares era: “Estreia hoje o filme que mata!”.

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Baixio das Bestas – Claudio Assis

 

Em junho próximo chega os cinemas mais uma excentricidade do diretor caruaruense Claudio Assis, Febre do Rato.

Já o segundo longa do pernambucano, Baixio das Bestas (Brasil, 2006) sofre comparações com apenas um filme brasileiro da fase pós-retomada: Amarelo Manga (2003), também de Cláudio. A reação do público durante a premiação do Festival de Brasília, quando a plateia ficou dividida em aplausos enérgicos e vaias homéricas, reflete bem a relação individual que o espectador tem com o filme.

O primeiro longa-metragem de Cláudio, Amarelo Manga, basicamente seguia um caminho iniciado na primeira metade da década de 90, com o batizado pela imprensa Movimento Mangue. Elementos de denúncia social, sexualidade exacerbada e trilha sonora típica da metrópole pernambucana estão presentes. Baixio das Bestas é um passo adiante que o diretor dá em relação à sua estreia, com todos os elementos polêmicos anteriores presentes e aumentados. A grande diferença, entretanto, é o amadurecimento de Cláudio, tanto em termos narrativos quanto técnicos.

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Batismo de Sangue

O filme “Batismo de sangue” é dirigido por Helvécio Ratton, baseado no livro de mesmo nome, escrito por Frei Betto, interpretado com talento no filme pelo ator Daniel de Oliveira. A história acompanha a vida dos cinco Freis: Tito, Betto, Fernando, Ivo e Oswaldo. Toda a trajetória desses homens no decorrer da Ditadura Brasileira.

O filme começa ao mostrar o personagem principal, Frei Tito, ao se enforcar numa árvore, em um monastério na França, durante o tempo que ele ficou exilado do Brasil. Começamos a ver toda sua história com os outros padres e como se decorreu o envolvimento deles na luta contra a ditadura armada no país. Continuar lendo