MasmorraCast #31 – Lady Snowblood, a branca de neve sangrenta!

Pra falar do mangá escrito por Kazuo Koike e ilustrado por Kazuo Kamimura e também dos live actions que foram criados a partir dessa sensacional história Angélica Hellish e Marcos Noriega chamaram Edu Cosso um de nossos carcereiros e escriba do Destino PoltronaSr. Seu Panda do Pauta Livre News e do Diecast Connection Sangue nos zóio com um toque de feminilidade nesse podcast!

Clique na imagem para ler o post completo!

FARRAZINE 22 – Zumbis, Furry e Muito mais

Voltamos com a edição #22 repleta de matérias e novos colaboradores!

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Desta vez, entrevistamos o André Dahmer (na verdade, o mini-dahmer) e ainda conversamos com o Leo, autor de uma das bedês mais aclamadas na Europa (Aldébaran), e falamos sobre ditadura, quadrinhos, política e etc…

Conheça um pouquinho do Estúdio Vejo em Cores de Bianca e Adam num bate-papo bem pessoal e delicie-se com a HQ Furry dos nossos novos companheiros Guilherme de Sousa e Thaís Leal!

Temos ainda a volta de Nano Falcão com matérias bombásticas, a coluna do Filipêra (Nerds Somos Nozes), um conto com a personagem Garen de Rita Maria Félix da Silva,  terceiro e quarto capítulos da HQ Cidade Nua de Snuckbinks e Rafael Camargo (Que ainda assina Aulas de Roteiro), música com Red Baron e Fernando Schittini e contos escritos pelo sempre sagaz Hiro.

E nossa amiga Paloma Diniz trouxe uma superentrevista com o desenhista David Lloyd, além de duas matérias sobre os quadrinhos nacionais!

Bom, já falamos demais, não é?

Então baixe ou leia on-line mesmo nos links abaixo:

–  VERSÃO .RAR – MEGAUPLOAD  –  66,6 Mb

VERSÃO .RAR – 4SHARED  –  66,6 Mb

–  VERSÃO .PDF – MEGAUPLOAD  –  87 Mb

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–  VERSÃO .PDF SIMPLES (SEM HIPERLINKS) – MEGAUPLOAD  –  32,9 Mb

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–  FARRAZINE NO ORKUT

–  FARRAZINE NO ISSUU

Lançamento: 20.06.2011 – 86 páginas

Saiu o FARRAZINE 21

A novidade é que acaba de sair a edição 21 do Farrazine repleta de personalidades do universo das HQ’s! 

 

Como a internet faz o mundo ficar pequeno fomos a Austrália perguntar umas coisinhas ao Ben Templesmith, de 30 dias de noite e WormWood… Logo no melhor estilo a volta ao mundo em alguns emails, trocamos idéias com o Alberto Montt do Chile, autor das Dosis Diarias.
Não cansados da viagem decidimos perambular com nossas perguntas em território tupiniquim também. Estivemos em Minas Gerais e tivemos uma conversa super agradável com a menina mais simpática dos quadrinhos nacionais (Além de uma excelente e sensível desenhista!), Luciana Caffagi, autora da tirinha Los Pantozelos. Logo, não podiamos esquecer de passar em Sampa e falar com o cartunista Rock’n’Roll e sangue “bão”, Márcio Baraldi!
Há bastante convidados?
Não!
Ainda trouxemos o “irmão gêmeo” da nossa querida Paloma Diniz, o desenhista Jack Herbert, em um bate-papo entre família. E não resistindo ao talento de Geraldo Borges, fizemos uma matéria com um dos figurões de nosso boom nacional de desenhistas no mercado americano.
E como presente especial a nossos colaboradores podcasters, trocamos altos papos com a galera gente boa do Arg!Cast e uma matéria cheia de sinceridade! Falamos até mal do Batman nela… Mas calma, calma foi com carinho…
Também com exclusividade temos a HQ Cidade Nua, com roteiro de Rafael Camargo e arte de Snuckbinks e uma fanart do Justiceiro escrita por Brenno Dias e desenhada por Vinicius Cruz
E ainda há mais contos, resenhas, a coluna Riteando de Rita Maria Félix da Silva, tirinhas, nosso Ombudsman, Bráulio Taumaturgo, criticando tudo e todos e muito, muito mais!
Baixe agora mesmo a edição clicando abaixo:

FARRAZINE 20


Conheça as aventuras de Adriel Paz – O Apanhador de Estrelas – nas HQs “Esperança (quase) Perdida” e “O Negociador”. Personagem criado por Nasci e trazido até os leitores do FARRAZINE através dos roteiros de Eloyr Pacheco e arte de Carlos Nascimento.

Confira também: a passagem de Killofer por João Pessoa; entrevistas com Von DEWS!, do site Vertigem e com Nívia Alves e Ana Karla Albuquerque, do Rascunho Studio.

E mais: Bando de Dois, Comic Code Authority, Steampunk, Hipster, ABAS, contos, resenhas, tiras, dicas de HQ’s nacionais e o retorno de nosso ex-ombudsman.

Lançamento 20.02.11 – 50 páginas

Links:

http://www.4shared.com/file/pPU-5J32/FARRAZINE_20.html VERSÃO .RAR – 4SHARED – 43,6 Mb

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http://www.4shared.com/document/9GX4hjwk/FARRAZINE_20.html VERSÃO .PDF – 4SHARED – 25,9 Mb

http://www.megaupload.com/?d=XYE22K09 VERSÃO .PDF – MEGAUPLOAD – 25,9 Mb

http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=12753027694376273791&aid=1297766524 – FARRAZINE NO ORKUT

http://issuu.com/farrazine/docs/farrazine__20 – FARRAZINE NO ISSUU

Asterios Polyp


Asterios Polyp é uma graphic novel que podemos sem medo chamar de uma obra prima dos quadrinhos, sem sombra de dúvida, faz valer o nome de “nona arte” empregada ao gênero. Foi escrita e desenhada por David Mazzuchelli e é o típico exemplo de que a sua tradução para outras línguas também necessitaria de um trabalho incrível de artistas e não somente de tradutores e diagramadores, já que toda a parte escrita dialoga intimamente com os desenhos tornando-os uma coisa só.
Percebemos todo o tratamento e cuidado que Mazzuchelli teve quadro-a-quadro. É interessante identificar o tratamento único que cada personagem recebe, como por exemplo, uma tipografia diferente, criada pelo autor para expressar o jeito de falar, interagir, sentir; o que nos faz imaginar e acompanhar o desenvolvimento das personalidades de cada um. Impressionante também são as páginas em que o autor mostra para o leitor que cada pessoa é diferente da outra, como se cada um representasse um estilo de arte diferente. São usados inúmeros recursos para conduzir a história e revelar cada vez mais sobre as personagens, a forma de como cada um se expressa.

A obra ainda não foi trazida para o Brasil, por isso, só encontramos para comprar (ou baixar) em inglês, mas fiquem tranquilos, pois o inglês é de fácil entendimento e as muitas gírias que aparecem são facilmente entendidas com auxílio dos desenhos (que já dizem muito por si).


Masmorra Cast # 28 – Alejandro Jodorowsky – Anarquia e Alquimia!

 

Neste podcast Angélica Hellish e Marcos Noriega falaram sobre o cineasta Alejandro Jodorowsky. Suas peças de teatro, filmes , quadrinhos ,inspirações, curiosidades.
A saga desse homem incrível, exemplo de vida e perseverança para todos nós.

Nosso email:contato.cinemasmorra@gmail.com
Twitter: @Masmorra_Cast


Podcasts que participamos recentemente:
Angélica no Rock 30 Dia da Independência com Ivan Motoserra,Guilherme Grangier e Carlos Tourinho do Filmes com Legenda
Angélica e Eduardo Cosso, dois bicões no Radiofobia # 38 – Fala Seu Texugo! com Léo Lopes,Marcos Lauro,Mau Faccio e Quessa Valeu gente!
Marcos e Angélica no Bermudacast, sobre Mídias Independentes com Almighty Pro e Kio Caio César
Marcos e Angélica no podcast Cadeia de Eventos # 23 sobre Filmes de difícil compreensão com Diogo Scooby e Karen Abraham
Eduardo Cosso no Dimensão nerd # 104 Chupagli
Máquina do Tempo – Na sua centésima viagem! Angélica e Marcos passaram lá, pra pedir uma musiquinha e parabenizar Ock Tock e Leandro Bulkool

Falando sobre o diretor:
Alejandro Jodorowsky é um dos artistas precursores do que hoje se conhece como “multimídia”: Um homem de inúmeras facetas que desafia e extrapola todos os limites do espiritual na arte.

Diretor de cinema e teatro, ator, produtor, compositor, escritor, autor teatral, filósofo, humorista, especialista em tarô e reconhecido mestre dos quadrinhos; enfim, um personagem errante em busca da “iluminação terrestre”. Flertou com Bufiuel e após encontros com André Breton, escritor e principal teórico do movimento, passou a investir mais na potencialidade onírica da linguagem. No teatro, dirigiu peças de autores como Beckett, lonesco e Strindberg.
Em 1970 roda El Topo no México, um faroeste metafisico que causou furor na cena underground, se tornando um verdadeiro cult. A Montanha Sagrada (1973), a obra sobre a busca alquímica da Imortalidade. Condenado ao limbo durante anos, o filme voltou à tona mais tarde pela “descoberta” do cantor pop Marilyn Manson, que utilizou fragmentos da Montanha em seu video The Dop Show (1988) e aderiu, inclusive, aos principios da Psicomagia. Os estudos místicos de Jodorowsky o transformaram numa referência internacional, sobretudo a partir da reconstrução do Tarô de Marselha em 1998, juntamente com o mestre das cartas Philippe Camoin.

Sinopses de seus filmes, trailers e links para download:

 

A Gravata (La Cravate) Trailer
[Filme inédito no Brasil] França, 1957

Em 1957, Jodorowsky fez suas primeiras experiências no mundo das imagens em movimento filmando em Paris uma versão muda de um conto de Thomas Mann, sobre uma garota que vende cabeças. O filme, considerado perdido, foi recentemente encontrado na Alemanha.
Direção Alejandro Jodorowsky
Roteiro Jean Cocteau e Alejandro Jodorowsky Produção Denise Brosseau e Saül Gilbert
Elenco Raymond Devos, Marthe Mercure, Jean-Marie Proslier Duração 21minutos

 

Fando e Lis Trailer
México, 1968

Poesia lírica e imagens de beleza magnética são as constantes de uma história sobre o não-amor da humanidade, que se oculta mascarado atrás dos vincos doentios da hipocrisia. Banido no México, a carreira única de Alejandro Jodorowsky começa com esta bizarra história de inocência corrompida, amor sadomasoquista e paraíso inatingível. Criada a partir de memórias dispersas de uma peça de Fernando Arrabal, a alucinação sublime de Alejandro mostra o impotente Fando e sua namorada paralítica em busca da cidade encantada de Tar, onde o êxtase espiritual reside. A incrível viagem leva o casal ao caos urbano, desertos escaldantes, montanhas traiçoeiras; suas próprias lembranças e tudo que há de mais característico na obra autoral, provocativa e incendiária de Jodorowsky no início de carreira.
Direção Alejandro Jodorowsky Roteiro Fernando Arrabal e Alejandro Jodorowsky
Produção Juan López Moctezuma e Roberto Viskin
Elenco Sergio Klainer, Diana Mariscal, María Teresa Rivas
Duração 93 minutos

 

El Topo Trailer
México, 1970.

Envolto numa roupagem alegórica e repleto de cifrados simbolismos, o filme narra as andanças de um pistoleiro místico (EI Topo), interpretado pelo próprio Alejandro Jodorowsky, através do deserto do distante Oeste, numa epopéia surrealista na qual se superará em duelos para conseguir atribuir-se o êxito de ser a pistola mais rápida do Oeste. Um encontro cósmico profundamente influenciado pelas “obras pânicas”, este filme significou o tiro de saída ao circuito alternativo das Sessões Malditas propulsado pelo distribuidor Bem Barenholtz.
Direção e roteiro Alejandro Jodorowsky
Produção Juan López Moctezuma, Moshe Rosemberg e Roberto Viskin Elenco Alejandro Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, Alfonso Arau, Mara Lorenzio
Duração 124 minutos

 

A Montanha Sagrada (The Holy Montain) Trailer
México, 1973

Jodorowsky interpreta o papel do “alquimista”, que reúne um grupo de pessoas que representam os planetas do Sistema Solar. Sua intenção é submeter o grupo a uma série de ritos de natureza mística para que se desprendam de sua bagagem “mundana” antes de embarcar numa viagem em direção à misteriosa Ilha de Loto. Uma vez na insula iniciam a ascensão à Montanha Sagrada para substituir os deuses imortais que em segredo dominam o mundo.
Direção e roteiro Alejandro Jodorowsky
Produção Alejandro Jodorowsky, Allen Klein, Robert Taicher, Roberto Viskin
Elenco Alejandro Jodorowsky, Horacio Salinas, Zamira Saunders,
Juan Ferrara
Duração 113 minutos

 

Tusk Trailer
França, 1980

(Filme inédito no Brasil)
A história se desenvolve na índia colonial, no seio de rica família inglesa. Ao mesmo tempo, nascem um elefante e uma menina. Entre ambos, se estabelecerá uma singular e misteriosa relação empática na qual nada nem ninguém nunca poderá interferir.
Direção Alejandro Jodorowsky
Roteiro Reginald Campbelly Alejandro Jodorowsky Produção Jean-Jacques Fourgeaud, Éric Rochaty Sylvio Tabet Elenco Cyrielle Claire, Anton Driffing, Serge Merlin, Christopher Mitchum, Michel Peyrelon
Duração 119 minutos

 

Santa Sangre Trailer
Itália/México, 1989

Fênix é um pobre moribundo que é internado em uma instituição mental. Através de flashbacks conheceremos o seu passado traumático marcado pela amputação dos braços de sua mãe, fanática religiosa e adoradora da seita da “Santa Sangre”. Fênix conseguirá fugir do hospital psiquiátrico e voltará a buscar a sua mãe, e começará uma sangrenta espiral de vingança.
Direção Alejandro Jodorowsky
Roteiro Roberto Leoni, Claudio Argento e Alejandro Jodorowsky
Produção Claudio Argento
Elenco Axel Jodorowsky, Slanca Guerra, Guy Stockwell
Duração 117 minutos

 

O Ladrão do Arco-Íris (The Rainbow Thief) Trailer
Inglaterra, 1990

(Filme inédito no Brasil)
Último filme de Alejandro Jodorowsky, é a história de Dima (Omar Sharif) e do Príncipe Meleagre (Peter O’Toole), dois personagens marginais que vivem nos esgotos, debaixo das ruas da cidade e que buscam o mítico pote mágico do final do arco-íris.
Direção Alejandro Jodorowsky Roteiro Berta Domínguez
Produção Johannes Weineck, Vincent Winter, Alexander Salkind y Pierre Spengler
Elenco Peter O’Toole, Omar Sharif, Christopher Lee, Francesco Romano, Jude Alderson, Brigitte Barclay Duração 90 minutos

Links interessantes:
Programa Massaroca sobre Jodorowsky
Programa Metrópolis – Tv Cultura
Sobre a peça de teatro “as 3 Velhas”
Pensamento vivo de Jodorowsky
Entrevista
Falando sobre direitos do ser humano
Curta Psico Taxi
Algumas imagens registradas da peça Fando e Lis, de Arrabal
A Casta dos Metabarões, clique aqui, para ver alguns scans.
Série Os Borgia, com Milo Manara
HQ Incal, com Moebius
Os olhos do gato, Jodorowsky, Moebius

PARA FAZER DOWNLOAD, CLIQUE AQUI E SELECIONE SALVAR LINK COMO

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FARRAZINE 17

NESTA EDIÇÃO Apresentamos as HQ’s:
JUSTIÇA 40º por Brenno Dias e Denis Mello e
LONG PLAY por Megaron Xavier
E mais:
• O Nascimento da Era de Prata
• A Laranja Mágica
• Quebra-Quebra no Tróia’s Bar
• Os Kana: Katakana
• por Hiro
• Quadrinhos Gonzo
por Jacarandá
• Anarquia nos Quadrinhos: A Máscara do Riso
• por Filipêra
• Nostalgia
• Biografia: J. J. Abrams
• Blues – parte 3
• por Snuckbinks
Contos:
• Uma Manhã
• A Armadilha
InVinoVeritas
• O Poeta
Marcelo Soares
• A Sua Cor
Agente Dias 

Após um breve “Hiato” (palavra muito comum hoje em dia), chegou a nova edição do FARRAZINE. Baixe, leia, apóie, divulgue!

Baixe agora!

 

A HQ proibida

Já tinha um tempo que eu não lia uma hq, e nada melhor que recomeçar por uma um tanto quanto “polêmica”.

É Shoot, por Warren Ellis e Phil Jimenez, que sairia em Hellblazer #141, mas foi proibida por retratar assassinatos em escolas, como Columbine.

Não darei spoilers, mas posso adiantar que se você espera cenas fortes, pode tirar o ‘cavalinho da chuva’, o que ela tem de chocante são os diálogos e a conclusão que o leitor tem ao ler o último quadro, não me lembro de ter lido uma HQ que conversasse diretamente com o leitor, da forma como essa faz. 

Era impossível não recordar de cenas de “Bowling for Columbine”, de Michael Moore, onde ele faz uma abordagem muito semelhante a da HQ!


Ou mesmo “Elephant”, de Gus Van Sant, que mostra além dos fatos, o cotidiano de alguns dos alunos, que por fim acabaram como vítimas naquele dia, e onde mais uma vez a violência é psicológica.

Lembrei ainda da música ae abaixo, que fala de acontecimentos semelhantes, não com as mesmas consequências, mas com as mesmas causas.

 

Jeremy – Pearl Jam

 

Boogie,o Seboso


Los hermanos argentinos já mostraram ao mundo que sabem fazer filmes, colecionando prêmios em diversos festivais e ganhando por duas vezes o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1986 e 2010.
A Argentina também é um pólo da arte sequencial, produtora de pérolas como El Eternauta, Alvar Mayor, Ernie Pike, El Loco Chávez e, claro, Mafalda.

Então, já estava mais do que na hora de juntar cinema e quadrinhos e voltar a reinvestir em animações. O desenhista e escritor Roberto Fontanarrosa (falecido em 2007), conhecido pelo apelido de El Negro, foi um dos que mais prestou serviço para o cinema de animação argentino.

Ele inspirou curtas-metragens de animação, como La Planicie de Yothosawa (1991), desenhou e pintou a óleo o média-metragem animado da adaptação do tradicional poema Martín Fierro, de José Hernández, e em 2009 teve um personagem seu, Boogie, el aceitoso, criado em 1972, como destaque de uma animação homônima (apesar de existir um fragmento de um curta animado, no You Tube, anterior a essa produção).

O diretor e roteirista Gustavo Cova, que já havia tido experiência com a curta série animada para a TV City Hunters (2006), baseada em desenhos de Milo Manara, aceitou o desafio de dirigir a adaptação de Boogie, el aceitoso, contando com o trabalho magnífico do roteirista Marcelo Paez-Cubells.

A trama da animação gira em torno do personagem-título, que está voltando para sua cidade após ter lutado alguns anos no Vietnã, no Camboja, no Golfo e no Iraque. E Boogie já chega botando as mangas de fora e atirando pra tudo quanto é lado, mostrando que está na área. O que leva Sonny Calabria, o chefe da máfia local, a contratá-lo para dar cabo de uma testemunha que pode acabar com o seu império. No entanto, o preço pedido por Boogie para executar o serviço é muito alto e assim um novo assassino de aluguel é chamado: Jim Blackburn.
Ao saber que foi trocado por um assassino com técnicas mais modernas, Boogie rapta a testemunha e trava vários confrontos com Blackburn para provar que os métodos da velha guarda ainda não estão tão ultrapassados.

Gustavo Cova e Marcelo Paez-Cubells rechearam a animação, que mistura 2D com cenários 3D, com diversas citações cinematográficas, entre elas: O Poderoso Chefão, Apocalipse Now, Agarra-me se puderes e Sin City, lembrando também a carnificina de Tarantino em Cães de Aluguel e Pulp Fiction, e de Martin Scorsese em Taxi Driver e Os Infiltrados.

Ao longo do ano de 2009, Boogie, El Aceitoso, foi exibido nos festivais da Croácia, do Rio de Janeiro e de Annecy, com ótima receptividade.
No Brasil, o personagem é pouco conhecido e teve apenas um título publicado pela L&PM, na década de 1980, chamado Boogie, o Seboso. Mas, mesmo quem nunca ouviu falar em Boogie, vai gostar dessa animação de humor negro com uma dose exagerada de violência, e das tiradas sarcásticas do matador loiro: “Pertenço à comunidade racista mais numerosa… a que detesta os pobres” ou “A principal causa da violência é que algumas pessoas querem tirar comida de outras”.

Ficha Técnica:
Título Original: Boogie, el aceitoso
Direção: Gustavo Cova
País: Argentina e México
Gênero: Animação
Ano: 2009
Duração: 85 minutos
Trailer
Download – Filme com Legenda

Viva Pagu – Celebra 100 anos de vida

Poeta, romancista, crítica, cronista, ilustradora, autora teatral e mais do que isso: Patrícia Galvão foi acima de tudo revolucionária.
Numa época em que as mulheres andavam de cabeça baixa nas ruas, com 17 anos, pintada, de saia curta, blusa transparente, cabelos despenteados, cigarro na boca e andar despreocupado, Pagu erguia o olhar e soltava palavrões aos estudantes, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, que a provocavam. Aos 18 anos, freqüentava o ambiente contestatório do movimento antropofágico, comandado por Oswald de Andrade.
Estreou na Revista de Antropofagia, em sua fase mais radical, a nº 2, em meio a pessoas como Raul Bopp, Oswaldo Costa, Geraldo Ferraz e Fernando Medeiros de Almeida. Aos 20 anos, viajou a Buenos Aires, Argentina, onde encontrou o líder comunista Luís Carlos Prestes e conheceu Jorge Luís Borges. De volta ao Brasil (1931), filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e passou a redigir a seção “A Mulher do Povo”, no jornal O Homem do Povo, que editou com Oswald de Andrade. Nos textos, criticava o feminismo proposto pela burguesia. Como militante do PCB, depois de erguer do chão um cadáver de um estivador negro morto pela polícia durante a greve dos estivadores em Santos, foi levada à cadeia (1931) acusada de promover agitações. Esta foi a primeira vez na História do Brasil que uma mulher foi presa por motivos políticos.

Em liberdade, prosseguiu sua militância. Trabalhou como lanterninha num cinema; protegeu os oradores nos comícios e reuniões do partido; lançou o romance proletário Parque Industrial (1933), sob o pseudônimo de Mara Lobo; e saiu em viagem pelo mundo, enviando correspondências para o Diário de Notícias e Correio da Manhã. Em Paris, conviveu com os surrealistas Aragon, André Breton, Paul Eluard, Benjamin Péret e René Crevel e freqüentou a Université Populaire, tendo cursos com Marcel Prénalt, Politzer e Paul Nizan.
Após ser ameaçada de deportação por ter militado no PC francês com identidade falsa, em 1935 retornou ao Brasil e à cadeia. Em liberdade, rompeu definitivamente com o partido, voltou a trabalhar como jornalista, escrevendo na revista Vanguarda e Socialismo e no Diário de São Paulo, e lançou seu segundo livro, A Famosa Revista. Dedicou os últimos anos de sua vida ao teatro.

Essa foi Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), diva do movimento modernista brasileiro cujo centenário de nascimento é comemorado hoje.

Algumas curiosidades:
* O apelido Pagu surgiu de um erro do poeta modernista Raul Bopp, autor de Cobra Norato. Bopp inventou este apelido, ao dedicar-lhe um poema, porque imaginou que seu nome fosse Patrícia Goulart e por isso fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome.

* Em viagem à China, Pagu obteve as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.

* Em 2004, a memória de Pagu foi salva pela catadora de rua Selma Morgana Sarti, em Santos. A catadora encontrou jogados no lixo fotos e documentos originais da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Entre os achados, estava uma foto de Pagu, com dedicatória para Geraldo.
(Fontes:NetSaber/UniSanta/Wikipedia)

Curta metragem sobre Pagu:

Pagu,Livre na Imaginação,no Espaço e no Tempo – Direção da Professora, pesquisadora e doutora, Lúcia Maria Teixeira Furlani é uma das maiores estudiosas de Patrícia Galvão no Brasil.