Serpico

“Se estes policiais usassem toda a energia que usam em contravenções para patrulhar a cidade, não existiriam mais crimes em Nova York”

Não se fazem mais bons filmes como antigamente, pelo menos não em hollywood! Nunca havia me interessado muito por filmes antigos (sei que estou usando o termo antigo de uma forma um tanto genérica aqui, a mairia desses filmes são da década de 70 em diante, no caso de Serpico 1973 pra ser preciso), o fato de estar acostumado aos ritmos atuais dos filmes fazia com que eu não me cativasse por esses filmes, achava-os muito longos, demorados. Mas a medida que fui conhecendo atores e diretores, e me interessando por seus trabalhos, passei a aceitar esses filmes, e assim a apreciá-los, e sites como o cinemasmorra e podcasts como a série MASMORRA CLASSIC, bem como as dicas dos colaboradores, leitores e ouvintes são os culpados por eu ter descoberto esses filmes.

Uma noite dessas enquanto “zapeava” os canais, parei na TCM, e me deparei com um Al Pacino barbudo, diferente de qualquer outra forma como eu o conhecia, institivamente deixei ali naquele canal, como peguei o filme pelo meio, deu pra entender que ele era um policial, que trabalhava disfarçado, resolvi assistir até descobrir o nome do filme, descoberto isso, resolvi parar por ali, e ver o filme por completo um outro dia.

Serpico trata de um filme baseado no livro de Peter Maas, também baseado em fatos reais. No filme, acompanhamos a trajetória de um policial honesto Frank Serpico, vivido por Pacino, que tem como principal inimigo os demais policiais de seu departamento, pois são corruptos e tentam o tempo todo corrompê-lo, envolvendo o em seus esquemas, e fazendo com que ele fique sujo, mesmo contra sua própria vontade. Assim ele muda de distrito em distrito, trilhando um intrincado caminho pra descobrir em quem realmente se pode confiar dentro da polícia de Nova York.
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Following

Esse é um filme de 1998, do até então estreante Christopher Nolan. 

É relativamente curto, mas conseguimos ver nele elementos que seriam apresentados mais tarde a nós, em Memento e Inception, é curioso inclusive o adesivo do batman na porta do quarto do personagem principal do filme.

O filme começa com um interrogatório, onde o personagem principal se explica e meio que confessa uma mania curiosa, que desencadeia todo o filme, ele segue pessoas. Ele passa a observar uma pessoa e começa a segui-la, o “modus-operandi” se talvez essa palavra se encaixe aqui, é que não existe um modus-operandi. Aleatóriamente ele escolhe alguém e passa o dia seguindo essa pessoa. Mas a coisa foge de seu controle, e ele precisa criar algumas regras, como por exemplo não seguir mulheres à noite por becos escuros, ou seguir a mesma pessoa duas vezes.

Mas ele acaba quebrando suas próprias regras, por dois dias seguidos, isso o leva a conhecer um ladrão chamado Cobb (sim o mesmo nome do “ladrão de sonhos” Inception), esse ladrão invade a casa das pessoas mas não leva nada de valor, ele apenas revira a casa, troca as coisas de lugar, e procura uma “caixa de segredos”.

Agora eles passam a invadir casas juntos. E isso leva ao enredo filme.


A semelhança com Memento fica por conta da não linearidade da história, no enanto pistas são deixadas, e não é tão dificil de entender em quantos “tempos” a história nos é apresentada.

Assim no final temos um quebra-cabeça, não tão magnífico, mas que vale para vermos como a mente de Nolan já trabalhava para o desenvolvimento das obras que o tornariam notório.