Além da Imaginação Podcast: Top 10 episódios da segunda temporada.


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Segunda temporada finalizada, hora de Angélica e Marcos escolherem os seus 10 episódios favoritos! Confira e comente também quais são os seus.

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Errata: The Time Elementh ( O Elemento do Tempo / Completo legendado no Ok.Ru ) é de 1958, portanto é anterior ao início da série clássica.

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A Separação (Irã, 2011)

Mensalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos ao Irã.

Carvalho de Mendonça – Podcast ” O Livro da Minha Vida” – Blog Veia Dramática

 

A SEPARAÇÃO (Irã, 2011)

Jodaeiye Nader az Simin – Drama – 2h03min – Asghar Farhadi

A obra em 9 segundos

Passando por um doloroso processo de divórcio, um homem é acusado de ter causado um aborto na cuidadora de seu pai, fato que desencadeia uma série de consequências para todos perante o cruel sistema judiciário iraniano.

***

A obra em 54 segundos

Vencedor do Oscar, do Globo de Ouro, do César e do Urso de Ouro no Festival de Berlim, A Separação é o filme mais conceituado do diretor iraniano Asghar Farhadi, cineasta que vem marcando o seu nome na história, com um estilo muito próprio de ambientar dramas familiares no seio dos costumes do Islamismo. Simin (Leila Hatami) é casada com Nader (Payman Maadi) e leva uma vida de classe média no Irã. Em que pese pertencer a uma posição social superior à de grande parte da população, ela não se sente feliz com as limitações impostas às mulheres no país, e pretende se mudar para o exterior com a filha, para que esta tenha um futuro melhor. Quando ela sai de casa, Nader contrata Razieh (Sareh Bayat) para cuidar de seu pai. Após uma discussão acalorada, a cuidadora o acusa de ter lhe causado um aborto e o caso vai para o tribunal. As mentiras contadas e as decisões erradas tomadas por todos geram cruéis consequências para eles perante a justiça iraniana.

*** 

A obra em 2 minutos e 45 segundos

O cineasta iraniano Asghar Farhadi vem marcando o seu nome na história, com um estilo muito próprio de ambientar dramas familiares no seio dos costumes do Islamismo. Vencedor de duas estatuetas do Oscar, o diretor já emplacou sucessos como Procurando Elly, O Passado, O Apartamento, Todos Já Sabem e, principalmente, o seu trabalho mais conceituado A Separação, lançado em 2011, e estrelado por Peyman Moaadi, Leila Hatami, Shahab Hosseini, Sareh Bayat, Sarina Farhadi e Ali-Asghar Shahbazi.

Contemplado no Oscar, no Globo de Ouro, no César e no Urso de Ouro do Festival de Berlim, A Separação conta a história de Nader (Maadi), homem que, passando por um doloroso processo de divórcio, é acusado de ter causado um aborto na cuidadora de seu pai. As mentiras contadas e as decisões erradas tomadas por todos geram cruéis consequências para eles perante a justiça iraniana.

A trama se inicia quando Simin (Hatami), esposa de Nader, decide pedir o divórcio. Ela leva uma vida de classe média no Irã e, em que pese pertencer a uma posição social superior à de grande parte da população, não se sente feliz com as limitações impostas às mulheres no país, e pretende se mudar com a filha, para que esta tenha um futuro melhor no exterior. Nader não aceita acompanhar Simin no seu sonho e, diante do juiz, não autoriza que ela leve a filha Termeh (Samira Farhadi) junto na viagem.

Quando sai de casa, Simin contrata Razieh (Bayat) para cuidar de seu sogro, que sofre de Alzheimer. Logo de cara, Nader percebe a dificuldade de conciliar os cuidados com o pai, os cuidados com a filha e a sua profissão, que o tira de casa pela maior parte do tempo. A escolha de Razieh para a função de cuidadora é a primeira decisão equivocada, pois, de família religiosa e praticante do Islamismo, ela esconde do marido Hojjat (Hosseini) que está trabalhando para um homem divorciado. Além disso, com receio de perder o emprego, ela não conta ao chefe que está grávida. Precisando ir ao médico, ela amarra o paciente à cama e sai. Nader encontra o pai quase morto e fica possesso. Numa discussão acalorada, ele empurra Razieh, que o culpa por ter perdido o filho.

Asghar Farhadi trabalha com exímia competência a exposição dos personagens à brutal repressão e ao sufocamento provocados pelo moralismo e pelos costumes. Em A Separação, o cineasta se utiliza das questões de tribunal, para mostrar ao mundo o machismo, o sexismo e o preconceito de classes muito presentes na sociedade iraniana, e institucionalizados em todas as suas bases, inclusive no poder judiciário. A Separação é um drama poderoso, com uma direção talentosa e atuação magnífica dos protagonistas.

Ponto forte: O cineasta é um especialista em misturar dramas familiares com os costumes do Islamismo no Irã e faz isso mais uma vez com maestria.

Ponto fraco: Não chega a ser um ponto fraco, mas o comportamento e as decisões questionáveis de todos os personagens, faz com que o público tenha dificuldade em ter empatia por algum deles.

*** 

Ficha Técnica

Direção de Asghar Farhadi

Roteiro de Asghar Farhadi

Produção de Asghar Farhadi e Negar Eskandarfar

Elenco principal com Peyman Moaadi, Leila Hatami, Shahab Hosseini, Sareh Bayat, Sarina Farhadi, Ali-Asghar Shahbazi, Shirin Yazdanbakhsh, Kimia Hosseini e Merila Zarei

Fotografia de Mahmoud Kalari

Edição de Hayedeh Safiyari

Design de produção de Keyvan Moghaddam

Figurino de Keyvan Moghaddam

Trilha Sonora de Sattar Oraki

***  

Dica cultural, diretamente do Irã

Asghar Farhadi é um dos principais nomes do cinema mundial, atualmente. Suas obras, A Separação, O Passado, Todos Já Sabem e O Apartamento são sucessos de crítica e público, e os últimos três têm gabarito para ser a dica cultural de hoje, que acompanha a análise do primeiro. Porém, como estamos falando de Irã, a obra exposta desta vez será O Apartamento, filme lançado por Farhadi em 2016, também todo ambientado no país, protagonizado por Shahab Hosseini e vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Um casal de atores é obrigado a se mudar para um apartamento emprestado, já que o seu antigo prédio corre sério risco de desabamento. Na nova morada, a esposa, Rana (Taraneh Alidoosti), é atacada dentro do banheiro, por um desconhecido. Mais preocupado com a sua própria honra, do que com os traumas da mulher, Emad (Hosseini) quer vingança. Mais uma vez, Farhadi escancara os conflitos morais de uma sociedade extremamente machista, regida por dogmas religiosos, que é totalmente alheia aos sentimentos femininos e aos direitos da mulher.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

Destino (Turquia, 2001)

Mensalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos à Turquia.

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DESTINO (Turquia, 2001)

Yazgi – Drama – 1h59min – Zeki Demirkubuz

A obra em 10 segundos

Uma das melhores obras baseadas no romance O Estrangeiro, de Albert Camus, o filme conta a história de Musa, um homem que acredita que a existência humana é um enorme vazio. Porém, sua apatia lhe trará consequências terríveis.

***

A obra em 46 segundos

Uma das melhores obras baseadas no romance O Estrangeiro, de Albert Camus, Destino, filme escrito e dirigido por Zeki Demirkubuz, é um drama de extrema força, que desperta no público reflexões profundas acerca da condição humana. Musa (Serdar Orçin) é um homem que acredita no total vazio da existência e que a vida não possui qualquer razão superior. Sem aspirações, sonhos, projetos e sentimentos, Musa divide o seu dia em comer, dormir e trabalhar, numa apatia completa. A morte de sua mãe não o abala, nem o deixa triste. Porém, a sua personalidade lhe trará consequências terríveis. Acusado de um crime que não cometeu, ele se recusa a se defender e simplesmente aguarda a sua pena. Longa metragem com um roteiro impecável e uma direção incômoda, “Destino” é um trabalho que martela a mente do espectador por uns bons dias.

 ***

A obra em 2 minutos e 35 segundos

Uma das melhores obras baseadas no romance O Estrangeiro, de Albert Camus, Destino, filme escrito e dirigido por Zeki Demirkubuz, é um drama de extrema força, que desperta no público reflexões profundas acerca da condição humana. Longa metragem que, com um roteiro impecável e uma direção incômoda, martela a mente do espectador por uns bons dias. Ambientado no efervescente cenário político turco, Destino conta a história de Musa (Serdar Orçin), um homem apolítico, que acredita que a existência humana é um enorme vazio. Porém, sua apatia lhe trará consequências terríveis.

Albert Camus é o criador daquilo que é conhecido como absurdismo, ou teoria do absurdo, e seu trabalho O Estrangeiro explora maravilhosamente esse universo. O protagonista do livro, Mersault, é indiferente a absolutamente tudo o que acontece ao seu redor. Não se importa com o passado, nem com o futuro, nem com sonhos, planos, com nada. Suas atitudes são tão distantes das esperadas por uma consciência de normalidade social, que as pessoas não conseguem compreender a sua conduta, assim como ele aparenta ser incapaz de entender as normas comportamentais vigentes.

No filme, Musa divide o seu dia em comer, dormir e trabalhar, numa impassibilidade completa. A morte de sua mãe não o abala, nem o deixa triste. Os atos reprováveis de seu vizinho também não. Os eventos havidos no escritório não o afetam de forma alguma. O limite da estranheza é alcançado quando Musa é acusado de um crime que não cometeu. Ele se recusa a se defender, a dizer o que sabe sobre o caso, a se manifestar, a sofrer, e aguarda, friamente, pelo seu julgamento e por sua pesada pena.

O filme de Zeki Demirkubuz possui consideráveis diferenças para o romance de Albert Camus, mas a essência do pensamento do filósofo franco-argelino está muito bem representada em Destino. A exposição da sociedade a um homem vazio de sentimentos e a exposição deste homem à uma sociedade que não compreende e não aceita a sua personalidade formam um quadro interessantíssimo de reflexão acerca do que realmente importa na vida, e sobre quem tem o poder de decidir isso.

Musa e Mersault não se importam com a vida. Sendo assim, não se importam com a morte. Não se importam com a justiça. Sendo assim, não se importam com a injustiça, com crimes, penas, condenações, liberdades e confinamentos. Não acreditam no bem, nem no mal. Nem no bom, nem no mau. Não acreditam que haja motivações e razões para a existência humana. Acreditam apenas no vazio. No vazio e no absurdo.

Ponto forte: Apesar de ser bastante distinto do livro, o filme consegue apresentar com maestria a reflexão e a profundidade proposta por Camus.

Ponto fraco: Não chega a ser um ponto fraco, pois faz parte da criação do ambiente, mas o ritmo do filme pode ser incômodo para alguns espectadores.

***

Ficha Técnica

Direção de Zeki Demirkubuz

Roteiro de Zeki Demirkubuz

Baseado na obra de Albert Camus

Produção de Zeki Demirkubuz

Elenco principal com Serdar Orçin, Zeynep Tokus, Engin Gunaydin, Demir Karahan, Feridun Koç e Emrah Elçiboga

Fotografia de Ali Uyku

Edição de Zeki Demirkubuz

Design de produção de Bahar Evgin

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Dica cultural, diretamente da Turquia

A dica cultural de hoje já é um tremendo sucesso da Netflix, e, como todo filme que bomba no streaming, gera controvérsias, críticas pesadas, opiniões contrárias e divisão do público. Em que pese a maioria dos especialistas terem torcido o nariz para a obra, O Milagre da cela 7 é um “filmão” que merece ser assistido. Discordo das pessoas que atacaram a obra, mas adianto: eles não mentem sobre ela. Realmente, trata-se de um dramalhão, pouco realista, com atuações forçadas e diversos truques para tirar lágrimas de quem assiste. Isto posto, afirmo que são exatamente essas características que fazem de o Milagre da cela 7 uma excelente opção para quem quer se emocionar, torcer pelo mocinho sofrido e se apaixonar pela garotinha.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

Batendo Papo na Masmorra #64 Cinema, Política e Quarentena



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Angélica Hellish e Marcos Noriega convidaram Douglas Fricke do Podtrash e Alan, o Bispo (que sugeriu a pauta!) para conversar sobre filmes cuja temática são epidemias e como o serumano se comporta em situações limite. Aproveitamos para conservar sobre quarentena, o #FicaEmCasaCaralho, e nossa percepção sobre a política brasileira nestes loucos e tenebrosos dias!

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Mencionados: (Clica no trailer!)

Os 12 Macacos (1995)
Bird Box (2018)
Colours Out The Space (2019)
Extermínio (2003)
Ensaio Sobre a Cegueira (2008)
Ebola Syndrome  (1996) – (Podtrash)
Rabid (1977)
Mortos Que Matam (1964)
Eu Sou a Lenda (2007)
A Ultima Esperança da Terra (1971)
O Exército do Extermínio (1973)
Planeta dos Macacos (1968)
Fim dos Tempos (2008)
Ratos – A noite de Terror (1983)
Nosferatu (1979)
Filhos da Esperança (2006)
O Enigma de Andromeda (1971)
Gyo – O Cheiro da Morte (2012)
The Girl of the All the Gifts (2016)
THe Stand – A Dança da Morte Minisserie (1994)
A Mascara da Morte Vermelha (1964)
Pontypool (2008)
Hidden (2015)
Conto o Rei Peste (Poe)
Polanski Filmes
Perfect Sense (2011)
It Comes At Night (2017)
Antiviral (2013)
The Flu (2013, Coreia do Sul)

Além da Imaginação Podcast: S02E38 The Man In The Bottle



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Angélica Hellish e Marcos Noriega comentam o segundo episódio da segunda temporada de Além da Imaginação, “The Man In The Bottle” (O Homem da Garrafa), episódio bem humorado onde aprendemos que mesmos as escolhas aparentemente mais fáceis também possuem consequências inesperadas!

Mencionados: O Mestre dos Desejos (1997) / Áudio Drama do conto de terror “A Pata do Macaco” de W.W. Jacobs.

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Cenas de um casamento (Suécia, 1974)

Mensalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos à Suécia.

 

Carvalho de Mendonça – Podcast ” O Livro da Minha Vida” – Blog Veia Dramática

CENAS DE UM CASAMENTO (Suécia, 1974)

Scener ur ett äktenskap – Drama – 2h49min – Ingmar Bergman

A obra em 11 segundos

Filme de quase três horas ou série de seis episódios, obra do inspirado Ingmar Bergman retrata a crise do casamento de Marianne e Johan, com diálogos poderosos, e interpretações inesquecíveis de Liv Ullmann e Erland Josephson.

***

A obra em 43 segundos

Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 1975, Cenas de um casamento conta a história de Johan (Erland Josephson) e Marianne (Liv Ullmann), um casal bem sucedido financeiramente e profissionalmente, que percebem, após alguns acontecimentos, que o seu casamento está ruindo. Poderoso e comovente, o filme é um dos retratos familiares mais complexos da história do cinema. Concebido inicialmente como uma série de seis episódios, a obra completa totaliza 281 minutos sublimes, com uma direção sensível e provocadora de Bergman, e uma atuação magnânima da incomparável Liv Ullmann. Acompanhamos a evolução e a decadência psicológica e sentimental do casal, numa análise comportamental jamais vista. Os diálogos ácidos de Bergman, recheados de inserções filosóficas, antropológicas, sociológicas e literárias, tocam profundamente em feridas doloridas do cotidiano a dois.

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A obra em 2 minutos e 5 segundos

O sucesso do original Netflix História de um casamento, dirigido por Noah Baumbach, fez a comunidade cinematográfica da internet relembrar um clássico há muito esquecido na filmografia de Ingmar Bergman. Cenas de um casamento, obra de 1974, inicialmente concebida como uma série de televisão em 1973, é uma óbvia referência no trabalho de Baumbach, que certamente bebeu muito da fonte do mestre sueco, assim como seus protagonistas, Scarlett Johansson e Adam Driver, também beberam ao compor os personagens.

Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 1975, Cenas de um casamento conta a história de Johan (Erland Josephson) e Marianne (Liv Ullmann), um casal bem sucedido financeiramente e profissionalmente, que aparenta também gozar de um matrimônio auspicioso. A imagem positiva da relação, inclusive, se torna objeto de uma reportagem de revista, realizada pela jornalista Palm (Anita Wall), abordando os dez anos da união de duas figuras intelectuais e admiráveis.

Ocorre que os questionamentos efetuados pela entrevistadora, a prestação de serviço de Marianne como advogada no divórcio da Sra. Jacobi (Barbro Hiort af Ornas), o jantar com o casal desestruturado de amigos Katarina (Bibi Andersson) e Peter (Jan Malmsjo), o flerte de Johan com uma colega de trabalho e a insatisfação de Marianne ao perceber a dificuldade de romper com a tradicional visita à casa de seus pais todo domingo, fazem com que o castelo de areia desmorone, e desencadeie uma sequência de eventos massacrantes para o casamento deles.

Poderoso e comovente, Cenas de um casamento é um dos retratos familiares mais complexos da história do cinema. Assim sendo, é um pecado assistir a obra em formato de filme, em detrimento da versão estendida, em série. Os seis episódios, que totalizam 281 minutos, são sublimes, com uma direção sensível e provocadora de Bergman, e uma atuação magnânima da incomparável Liv Ullmann. Acompanhamos a evolução e a decadência psicológica e sentimental do casal, numa análise comportamental jamais vista.

Basta ter o mínimo de sensibilidade para já não conseguir ficar alheio ao relacionamento abusivo de Marianne e Johan. Os diálogos ácidos de Bergman, recheados de inserções filosóficas, antropológicas, sociológicas e literárias, tocam profundamente em feridas doloridas do cotidiano a dois. Diversos são os bons filmes que tratam da temática do casamento, outros tantos são excelentes ao abordar relações entre casais, muitos escancaram as dores do adultério, e vários expõem o drama do divórcio. Mas Cenas de um casamento é o único a mostrar o cenário completo, de modo magistral e inesquecível.

Ponto forte: Diálogos, atuações e direção de Bergman entrosadíssimas e especialmente inspiradas.

Ponto fraco: O filme perde muito para a série. Quem tiver a oportunidade, deve assistir a versão estendida.

***  

Ficha Técnica

Direção de Ingmar Bergman

Roteiro de Ingmar Bergman

Produção de Lars-Owe Carlberg

Elenco principal com Liv Ullmann, Erland Josephson e Bibi Andersson

Fotografia de Sven Nykvist

Edição de Siv Lundgren

Design de produção de Bjorn Thulin

Figurino de Inger Pehrsson

***   

Dica cultural, diretamente da Suécia

A dica cultural de hoje é mais um Ingmar Bergman, Liv Ullmann e Erland Josephson, porque Bergman, Ullmann e Josephson nunca são demais. “A Hora do Lobo”, filme de 1968, é um terror surrealista do mestre sueco, protagonizado pelo monstro sagrado Max von Sydow. Um casal se muda para uma ilha afastada, onde a população apresenta comportamentos estranhos, e esse ambiente acaba afetando-os, principalmente o marido, psicologicamente. Repleto de referências góticas, a obra aposta num ambiente de pesadelo, e convida o público a sofrer com o artista Johan Borg, um homem atormentado pela culpa, pelo medo, pelo desespero, e pela hora do lobo, que é “a hora que antecede o lusco-fusco da madrugada. É a hora em que a maioria das pessoas morre, quando o sono é mais profundo e os pesadelos piores. É a hora em que o insone é perseguido por suas piores angustias, quando os fantasmas e os demônios são mais impressionantes. A Hora do Lobo é também a hora em que a maioria das crianças nasce.” Foi o meu primeiro contato com a obra de Bergman e é, até hoje, um dos filmes mais marcantes da minha vida.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

Batendo Papo na Masmorra #63 Séries e palpites do Oscar 2020


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Nesse Batendo Papo na Masmorra, Angélica Hellish, Marcos Noriega e Paulo Elache recomendam filmes e séries interessantes e aproveitam para dar seus pitacos sobre os indicados ao Oscar!

E você? O que tem assistido de legal? Comenta aí!

Atlantique (Senegal, 2019)

Quinzenalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos ao Senegal.

 

Carvalho de Mendonça – Podcast ” O Livro da Minha Vida” – Blog Veia Dramática

 

ATLANTIQUE (Senegal, 2019)

Atlantics – Drama/Realismo Fantástico – 1h47min – Mati Diop

A obra em 8 segundos

Por uma vida melhor, operários senegaleses tentam atravessar o oceano até à Europa. A travessia é interrompida por uma tragédia, mas algo sobrenatural subverte o destino de todos.

***

A obra em 57 segundos

Por uma vida melhor, operários senegaleses tentam atravessar o oceano até à Europa, mas a travessia é interrompida por uma tragédia. Um deles é Souleiman (Ibrahima Traoré), jovem que vive um romance com Ada (Mame Bineta Sane), garota pobre que está prometida em casamento a Omar (Babacar Sylla), um figurão do local, herdeiro de grande fortuna e sonho matrimonial de todas as mulheres da região (exceto de Ada). A moça, que já era infeliz devido ao enlace forçado e ao romance secreto, sofre um abalo inesperado com o desaparecimento do amante no mar, mas algo sobrenatural subverte o destino de todos. A direção de Mati Diop é especial e a utilização do realismo fantástico para fazer crítica social é acertadíssima. O clima onírico impresso na relação entre os personagens, e na relação destes com o mar, é poderoso. Em contrapartida, o roteiro é confuso, deixando algumas passagens ininteligíveis e totalmente dispensáveis. A protagonista faz um trabalho brilhante e carrega a trama com maestria.

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A obra em 2 minutos e 34 segundos

Em Dakar, capital do Senegal, uma torre de estilo futurista está sendo construída para abrigar um luxuoso shopping center. No canteiro de obras, porém, os operários não recebem suas remunerações há quatro meses. Arrimos de família, alguns deles contraíram enormes dívidas para patrocinar o seu sustento e de seus dependentes, resultando, inclusive, em ameaças por parte de agiotas. Em busca de uma saída, eles usam um barco para tentar atravessar o oceano e chegar à Espanha, mas a viagem é interrompida por uma tragédia.

Um dos operários é Souleiman (Ibrahima Traoré), jovem que vive um romance com Ada (Mame Bineta Sane), garota pobre que está prometida em casamento a Omar (Babacar Sylla), um figurão do local, herdeiro de grande fortuna e sonho matrimonial de todas as mulheres da região (exceto de Ada). A moça, que já era infeliz devido ao enlace forçado e ao romance secreto, sofre um abalo inesperado com o desaparecimento do amante no mar, pois sequer sabia da viagem do amado. Porém, o sol se põe, a lua surge, e traz com ela o sobrenatural, que subverte toda a história, inclusive o gênero do filme.

Atlantique é a primeira experiência na direção de longa metragem da cineasta francesa Mati Diop, e, logo na estreia, ela já foi selecionada para concorrer a Palma de Ouro em Cannes, bem como a película já se tornou um dos exemplares mais procurados da Netflix. A direção de Diop é realmente especial. O clima onírico impresso na relação entre os personagens, e na relação destes com o mar, é poderoso e competente ao seduzir o público. Em contrapartida, o roteiro é confuso, deixando algumas passagens ininteligíveis e totalmente dispensáveis.

Apesar disso, um aspecto que merece ser ressaltado no trabalho da diretora é a seleção de elenco. Formado por atores e atrizes locais, o grupo é homogêneo, com coadjuvantes simpáticos, e uma protagonista potente, que domina a tela e carrega a trama com maestria. Com uma construção precisa de Mame Bineta Sane, Ada representa o espectador no caminho surreal desenhado pelo filme, partindo do amor romântico proibido, passando pelo julgamento social, policial e religioso, chegando ao desfecho fantástico, sobrenatural, absurdo, comovente.

Atlantique usa o realismo mágico para fazer crítica social. O método não é novo, mas é raro no cinema, principalmente nos dias atuais. Muito forte na literatura latino-americana, o gênero também possui a sua vertente na África, com ângulos distintos, chamado pelo escritor angolano Pepetela de “realismo animista”. Aqui, a exploração pelas grandes corporações, a submissão feminina em povos religiosos, o problema dos refugiados (e as constantes mortes no mar), estão poeticamente margeados pela fantasia, e desenhados pela sensível lente de Mati Diop.

Ponto forte: Realismo fantástico utilizado em favor de crítica social.

Ponto fraco: Roteiro é problemático, o que enfraquece o todo e torna a obra um pouco confusa, com passagens aleatórias e nada coesas.

*** 

Ficha Técnica

Direção de Mati Diop

Roteiro de Mati Diop e Olivier Demangel

Produção de Judite Lou Lévy e Eve Robin

Elenco principal com Mame Bineta Sane, Amadou Mbow, Ibrahima Traoré, Nicole Saugou, Animata Kane, Babacar Sylla, Mariama Gassama, Ibrahima Mbaye e Diankou Sembene

Fotografia de Claire Mathon

Edição de Ael Dallier Vega

Figurino de Salimata Ndiaye e Rachel Raoult

Trilha Sonora de Fatima Al Qadiri

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Dica cultural, diretamente de Senegal

A dica cultural de hoje é o som do grupo senegalês Orchestra Baobab. Mantendo quase a mesma formação desde o início, a banda está junto há quase 50 anos, sendo que nos anos 70, chegou a ser considerada a principal representante da música no país. Dono de um swing incrível, o conjunto faz uma interessante composição de instrumentos, criando um som que transita entre ritmos populares africanos e a música cubana. A vasta discografia da Orchestra Baobab merece ser visitada e revisitada sempre.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

O filho da noiva (Argentina, 2001)

Quinzenalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos à Argentina.

 

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O FILHO DA NOIVA (Argentina, 2001)

El hijo de la novia – Drama – 2h04min – Juan José Campanella

A obra em 12 segundos

Rafael respira o trabalho em seu restaurante, o que o faz negligenciar os demais aspectos de sua vida. Porém, um grave problema de saúde, o reaparecimento de um amigo de infância e um projeto inesperado de seu pai o fazem repensar suas prioridades.

***

A obra em 55 segundos

Juntar o cineasta Juan José Campanella e o ator Ricardo Darín é uma receita para o sucesso, para fortes emoções e para cenas inesquecíveis. Explorando temas sensíveis e humanos, O filho da noiva, filme argentino de 2001, não possui a riqueza narrativa de O segredo de seus olhos, mas esbanja profundidade com personagens complexos e diálogos afiados. Rafael (Darín) respira o trabalho em seu restaurante, o que o faz negligenciar os demais aspectos de sua vida. Porém, um grave problema de saúde, o reaparecimento de Juan Carlos (Eduardo Blanco), um amigo de infância, e um projeto inesperado de seu pai, Nino Belvedere (Héctor Alterio), o fazem repensar as suas prioridades. A leveza do diretor ao abordar relacionamentos familiares, traçando paralelos entre passado e futuro, entre infância, vida adulta e velhice, entre pais, filhos e netos, entre maridos, ex-maridos, esposas e ex-esposas, é tocante, capaz de gerar turbilhões de sentimentos por simples olhares trocados.

***

A obra em 3 minutos e 19 segundos

O cineasta argentino Juan José Campanella ficou imortalizado na história da sétima arte ao levar pra casa a estatueta do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2010, pelo cultuadíssimo suspense dramático O segredo dos seus olhos. Porém, anos antes, em 2001, o diretor já havia sido indicado ao prêmio, com o belo drama O filho da noiva, obra parcialmente baseada em fatos vividos por Campanella na relação com a mãe, portadora do Mal de Alzheimer, assim como Norma, personagem vivida no filme pela incrível Norma Aleandro.

Rafael Belvedere (Ricardo Darín) respira trabalho, o que o faz negligenciar os demais aspectos de sua vida. Vivendo com o encargo de não deixar ruir o restaurante construído e mantido durante décadas por seus pais, ele deixa de lado o lazer, as relações interpessoais, o crescimento da filha Vicky (Gimena Nóbile), e sequer visita sua mãe adoentada em um asilo. Porém, um grave problema de saúde, o reaparecimento de Juan Carlos (Eduardo Blanco), um amigo de infância, e um projeto inesperado de seu pai, Nino Belvedere (Héctor Alterio), o fazem repensar as suas prioridades.

Juntar o cineasta Juan José Campanella e o ator Ricardo Darín é uma receita para o sucesso, para fortes emoções e para cenas inesquecíveis. Amigos, os dois já trabalharam juntos em O mesmo amor, a mesma chuva (1999) e Clube da Lua (2004), além do já citado O segredo de seus olhos, e de O filho da noiva. Darín, atualmente, é o grande nome do cinema argentino perante o público estrangeiro. Sua versatilidade impressiona e o seu talento pode ser admirado desde em comédias, como Um conto chinês (2011), até em dramas pesados, como Todos já sabem (2018), passando pelos já clássicos Nove Rainhas (2000) e Relatos Selvagens (2014). Em O filho da noiva, tanto Campanella, quanto Darín, estão no auge da sensibilidade artística, apresentando, talvez, o trabalho mais humano de ambos.

A leveza do diretor ao abordar relacionamentos familiares, traçando paralelos entre passado e futuro, entre infância, vida adulta e velhice, entre pais, filhos e netos, entre maridos, ex-maridos, esposas e ex-esposas, é tocante, e capaz de gerar turbilhões de sentimentos por simples olhares trocados. E por falar em troca, ela é perfeita entre o elenco. Como peça fundamental e guia maior da narrativa, Rafael trava diálogos inacreditáveis com os demais personagens: escancarando a conflituosa relação com a mãe, o peso do legado do pai, a ausência na criação da filha, a dificuldade nas relações amorosas, a calamitosa situação econômica e política da Argentina, e a impiedosa ação do tempo e do envelhecimento.

Buenos Aires é o cenário perfeito para a ambientação do drama da família Belvedere. O charme da cidade e de seu povo, que exala uma mistura exótica de tradição europeia e sangue quente latino, conversa suavemente com as figuras em cena. Ricardo Darín, Norma Aleandro, Héctor Alterio e Eduardo Blanco merecem nada menos que nota máxima pelo trabalho impecável nas atuações. O filho da noiva é um drama sutil, mas de uma grandiosidade emocional que o coloca na seleta lista dos melhores filmes de sempre desse cinema maravilhoso que é o argentino.

Ponto forte: Diálogos e atuações sensíveis e poderosos.

Ponto fraco: Filme poderia ser menor, o que impediria alguns momentos repetitivos e maçantes.

***     

Ficha Técnica

Direção de Juan José Campanella

Roteiro de Juan José Campanella e Fernando Castets

Produção de Adrián Suar

Elenco principal com Ricardo Darín, Norma Aleandro, Héctor Alterio, Eduardo Blanco, Natalia Verbeke e Claudia Fontán

Fotografia de Daniel Shulman

Edição de Camilo Antolini

Cenografia de Pablo Racioppi

Figurino de Cecilia Monti

Trilha Sonora de Angel Illarramendi e Iván Wyszogrod

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Dica cultural, diretamente da Argentina

A dica cultural de hoje é um pouco diferente das demais. Não falaremos de filmes, livros, quadrinhos, músicas, pinturas e afins. Indicarei um local maravilhoso que conheci em Buenos Aires, durante a minha última viagem de férias: o bairro de La Boca. O nome do lugar foi escolhido devido ao fato de se encontrar à beira do “riachuelo” que “desemboca” no Rio da Prata. Localizado em uma zona portuária, La Boca é considerado um dos bairros mais pobres da cidade, porém, sua alma o transforma em um emocionante (e imperdível) ponto turístico portenho. Ali nasceram os principais clubes de futebol do país, River Plate e Boca Juniors, sendo que este último ainda permanece por lá e é parte indissociável do bairro, das casas, das paredes e dos moradores, que respiram e transpiram futebol. Junto ao charmoso Estádio La Bombonera, o Caminito, com suas casinhas coloridas, é outra visita rica e necessária. Apesar de ter passeado por quase todas as áreas de Buenos Aires, nenhuma foi tão marcante quanto La Boca, o mais popular e mais sanguíneo bairro argentino.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

Mulheres à beira de um ataque de nervos (Espanha, 1988)

Quinzenalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos à Espanha.

 

Carvalho de Mendonça – Podcast ” O Livro da Minha Vida” – Blog Veia Dramática

 

MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (Espanha, 1988)

Mujeres al borde de un ataque de nervios – Comédia dramática – 1h28min – Pedro Almodóvar

A obra em 14 segundos

Pepa é abandonada por Iván, de quem é amante, e descobre estar grávida. Lucía, esposa de Iván, sofre de problemas psiquiátricos e percebe que também está sendo deixada por ele. Em meio ao caos, Candela, amiga de Pepa, surge pedindo ajuda, pois se envolveu com um terrorista e teme ser presa.

***

A obra em 52 segundos

Primeiro grande sucesso da carreira de Pedro Almodóvar, Mulheres à beira de um ataque de nervos catapultou a imagem do cineasta espanhol para o resto do mundo e lhe rendeu a sua primeira indicação ao Oscar. Abusando de todos os elementos que caracterizam o seu estilo, Almodóvar entrelaça diversas personagens femininas em uma trama surreal de farsa e desespero, com explosão de cores e caricaturas. Pepa (Carmen Maura) é abandonada por Iván (Fernando Guillén), de quem é amante, e descobre estar grávida. Lucía (Julieta Serrano), esposa de Iván, sofre de problemas psiquiátricos e acredita que ele está prestes a deixá-la por Pepa. Candela (María Barranco), amiga de Pepa, aparece pedindo ajuda, pois se envolveu com um terrorista e teme ser presa. Em meio ao caos, Carlos (Antonio Banderas), filho de Iván, e sua noiva Marisa (Rossy de Palma), surgem interessados em alugar o apartamento de Pepa. Na verdade, Iván planeja fugir com uma terceira mulher.

***

A obra em 3 minutos e 20 segundos

Pedro Almodóvar é um cineasta inegavelmente marcante, suas obras jamais passam despercebidas, e seu estilo é um dos mais característicos dentre os grandes diretores de sua geração. O espanhol transita de forma hábil entre a tragédia e a comédia, entre o drama e o pastelão, entre o absurdo e o exagero. Abusando de cores quentes, figurinos exóticos, personagens excêntricos e perucas, Almodóvar consegue instigar sentimentos e despertar no público reações inesperadas: enquanto uns choram, outros gargalham. Enquanto uns se divertem, outros se desesperam.

Como gosto pessoal, sou mais afeito aos dramas do cineasta, aqueles filmes que só te fazem rir por aflição. Porém, a minha dupla de obras preferidas dele contém uma comédia farsesca rasgada: o trabalho que catapultou a imagem do cineasta espanhol para o resto do mundo e lhe rendeu a sua primeira indicação ao Oscar, como melhor filme estrangeiro: Mulheres à beira de um ataque de nervos. No longa, Almodóvar entrelaça diversas personagens femininas, no limite de suas emoções, em uma trama surreal, repleta de coincidências forçadas e diálogos hilários, que funcionam muito bem.

Pepa (Carmen Maura) é abandonada por Iván (Fernando Guillén), de quem é amante, e descobre estar grávida. Lucía (Julieta Serrano), esposa de Iván, sofre de problemas psiquiátricos e acredita que ele está prestes a deixá-la por Pepa. Candela (María Barranco), amiga de Pepa, aparece pedindo ajuda, pois se envolveu com um terrorista e teme ser presa. Em meio ao caos, Carlos (Antonio Banderas), filho de Iván, e sua noiva Marisa (Rossy de Palma), surgem interessados em alugar o apartamento de Pepa. Na verdade, o plano de Iván é fugir com uma terceira mulher.

Quase nenhum outro cineasta homem trata tão bem, e com tanto respeito, as dores femininas como Pedro Almodóvar. O olhar admirado que ele impõe sobre às mulheres em suas películas revela um pouco de sua visão nostálgica daquelas que habitaram a sua infância e a sua juventude. Suas personagens são fortes e fracas, poderosas e carentes, independentes e sentimentais. Em que pese toda a extravagância, suas personagens são reais, complexas e vivas, diferentemente da grande maioria criada no cinema atualmente (no passado, nem se fale).

No elenco, Almodóvar aposta em figuras recorrentes de sua obra, atores que se encaixam em sua estética e compreendem perfeitamente o tom que sua criação deve ter. Propositalmente, aqui Antonio Banderas é colocado em segundo plano, com um papel menor, bem diferente de sua veia dramática já usada pelo diretor em Matador A Lei do Desejo, e que seria ainda mais explorada, posteriormente, em Ata-me, A pele que habito e o recente Dor e Glória. O ponto alto de performance do filme é a estupenda Carmen Maura, que além de dominar todas as cenas, parece ter nascido com a alma de Pepa. Inesquecível, Mulheres à beira de um ataque de nervos está ao lado de Tudo sobre minha mãe no topo da minha hierarquia (injusta) almodovariana.

Pedro Almodóvar é um daqueles caras que fico aguardando ansioso por lançamentos, por novos clássicos libertários e ferventes, verborrágicos e incômodos, pois é um dos poucos artistas das antigas que eu acredito que a obra-prima ainda está por vir. A maturidade e o passar do tempo fazem muito bem a ele. E a nós, por consequência.

Aproveito para indicar o maravilhoso episódio do Masmorracast sobre a carreira do diretor espanhol:

https://masmorracine.com.br/2010/02/08/6107/

Ponto forte: O filme é um exemplar magnífico do respeito, da sensibilidade e do carinho do diretor ao tratar o universo feminino.

Ponto fraco: Personagens caricaturescos e situações que beiram ao pastelão enfraquecem um pouco o drama da obra, tão marcante em outros trabalhos do cineasta.

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Ficha Técnica

Direção de Pedro Almodóvar

Roteiro de Pedro Almodóvar

Produção de Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar

Elenco principal com Carmen Maura, Julieta Serrano, María Barranco, Rossy de Palma, Antonio Banderas, Fernando Guillén e Kiti Mánver

Fotografia de José Luís Alcaine

Edição de José Salcedo

Cenografia de Félix Murcia

Figurino de José Maria de Cossío

Trilha Sonora de Bernardo Bonezzi

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Dica cultural, diretamente da Espanha

A dica cultural de hoje é o longa Viridiana, filme espanhol de 1961, do mestre surrealista Luís Buñuel, vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Viridiana é uma noviça que, antes de fazer seus votos definitivos, precisa deixar o convento e passar um período na casa do tio, seu único parente vivo, para ter a certeza de que é aquilo que quer da vida. Nessa viagem, porém, ela acaba tendo contato com a verdadeira face da humanidade. Ela é uma pessoa pura e inocente que é exposta à baixeza dos homens. Polêmico e extremamente crítico, o filme foi condenado pelo Vaticano por blasfêmia e indecência, além de ter sido banido da Espanha pelo ditador Francisco Franco. Protagonizado pela atriz mexicana Silvia Pinal, a obra ainda conta em seu elenco com Fernando Rey, Francisco Rabal, Teresa Rabal, Margarita Lozano, José Calvo e José Manuel Martín. Grande clássico do cinema mundial, que precisa ser visto e revisto sempre que possível.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

O mais querido (China, 2014)

Quinzenalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos à China.

 

Carvalho de Mendonça – Podcast ” O Livro da Minha Vida” – Blog Veia Dramática

 

O MAIS QUERIDO (China, 2014)

Qin Ai De Xiao Hai – Drama – 2h08min – Peter Ho-sun Chan

A obra em 5 segundos

Baseado em uma história real, o filme narra o drama de um casal divorciado, que precisa se unir para procurar o filho sequestrado.

***

A obra em 47 segundos

Tian Wenjun (Bo Huang) e Lu Xiaojuan (Lei Hao) são divorciados e mantêm uma péssima relação. Ela se casou novamente, enquanto ele conquistou na justiça a guarda do único filho. Quando o garoto é sequestrado, eles precisam enfrentar as diferenças para saírem à sua procura. Ambos se sentem culpados pelo evento e encontram forças em um grupo formado por outros pais de crianças desaparecidas. Após anos de uma busca cruel e incessante, encontram um menino que pode ser o filho, mas ele já tem uma nova vida, com sua “nova mãe”, Li Hongqin (Wei Zhao). A obra é um Drama com “D” maiúsculo (e muitas lágrimas), que expõe diversas injustiças e mazelas da sociedade chinesa. Baseado em uma história real, O mais querido conta com atuações inspiradas, e uma direção comovente.

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A obra em 2 minutos e 33 segundos

“A esperança é um alimento. Sem ela, você morre.” A frase é verdadeira, principalmente num contexto em que a razão de viver se limita à busca por algo improvável. Tian Wenjun (Bo Huang) e Lu Xiaojuan (Lei Hao) são divorciados e mantêm uma péssima relação. Ela se casou novamente, enquanto ele conquistou na justiça a guarda do único filho. Quando o garoto é sequestrado, eles precisam enfrentar as diferenças para saírem à sua procura. Ambos se sentem culpados pelo evento e encontram forças em um grupo formado por outros pais de crianças desaparecidas.

O mais querido, filme chinês de 2014, premiado em diversos festivais pelo Oriente, testa o controle emocional do espectador com altas doses de melancolia e ataques certeiros no coração, com cenas poderosas de conflitos sociais e familiares. A obra é um Drama com “D” maiúsculo, que expõe diversas injustiças e mazelas da contemporaneidade chinesa. Baseada em uma história real, conta com atuações inspiradas, além de direção e roteiro comoventes, de Peter Ho-sun Chan e Ji Zhang, respectivamente.

Com o desaparecimento da criança, o longa inicia o seu foco na dor dos pais e na forma com que os dois reagem à tragédia. Lu, inicialmente, culpa Tian, e, aos poucos, vai se afundando em uma profunda depressão, que prejudica seu novo casamento. Tian, por sua vez, assume a responsabilidade e sai imediatamente às ruas para procurar pistas. Passando noites na sarjeta, procurando a imprensa, gastando o pouco dinheiro que tem e sem dormir, Tian ainda precisa enfrentar inúmeras tentativas de extorsão, vindas de mensageiros de falsas informações.

Após anos de uma busca cruel e incessante, encontram um menino que pode ser o filho, mas ele já tem uma nova vida, com sua “nova mãe”, Li Hongqin (Wei Zhao). E é aí que a trama muda completamente de figura e mostra toda a sua grandeza narrativa e criativa. Lu e Tian são colocados temporariamente de lado, para que o diretor possa focar no sofrimento de Li, a nova “protagonista”. Viúva recente, não só descobre que o marido era um sequestrador de crianças, como perde, do dia para a noite, os dois “filhos”, e é condenada a seis meses de prisão.

Algumas questões relevantes são escancaradas no filme, como o tráfico de crianças, a política de controle de natalidade, e o sistema judiciário chinês, conservador e preconceituoso, que massacra os pobres, as mulheres, e as populações rurais, mas é extremamente incapaz de combater o crime organizado.

A humanização da antagonista, que faz o público ter uma gangorra de sentimentos pela personagem Li, é a cereja do bolo, é o toque de classe no meio campo, que eleva o patamar de um time. O mais querido é uma verdadeira joia dramática, com elementos de crítica, que termina de forma devastadora, misturando ficção e realidade, lágrimas e soluços.

Ponto forte: Expor os dois lados de um drama real foi uma opção muito acertada.

Ponto fraco: Comportamentos e motivações do personagem Gao Xia, o advogado, não são muito consistentes, destoando das demais personalidades da obra, sempre naturais e realistas.

***       

Ficha Técnica

Direção de Peter Ho-sun Chan

Roteiro de Ji Zhang

Produção de Peter Chan e Yuet-chun Hui

Elenco principal com Wei Zhao, Bo Huang, Dawei Tong, Lei Hao e Yi Zhang

Fotografia de Shu Chou

Edição de Derek Hui

Design de produção de Li Sun

Figurino de Dora Ng

Trilha Sonora de Leon Ko e Peng Dou

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Dica cultural, diretamente da China

A dica cultural de hoje é o filme Sombra, trabalho mais recente do lendário cineasta chinês Zhang Yimou, lançado no ano passado. Sombra conta a história dos homens que, por suas características físicas, eram preparados, desde criança, para serem “dublês” de reis e comandantes na Era dos Três Reinos da China, visando a proteção dos originais e a aplicação de estratégias de guerra/tomada de poder. O protagonista é um desses indivíduos, que acaba vendo a sua existência se misturando ao papel interpretado. Completamente tingido de cinza, o filme mescla farsa e artes marciais, tradições milenares e guarda-chuvas assassinos, bem como constrói uma interessantíssima “guerra de tronos”. Sublime poesia imagética, a obra goza de uma fotografia apaixonante, e usa a chuva como importante elemento de composição de ambiente e sensações. Fica como indicação, ainda, a trilogia de programas do Masmorracast, que tratou brilhantemente sobre toda a carreira de Zhang Yimou, listada nos links abaixo:

Parte 1 – A Quinta Geração: https://masmorracine.com.br/2019/08/09/masmorra-cast-70-especial-zhang-yimou-parte-1-a-quinta-onda/

Parte 2 – Heróis e Adagas – https://masmorracine.com.br/2019/08/19/masmorra-cast-71-especial-zhang-yimou-parte-2-continuacao-herois-e-adagas/

Parte 3 – Cicatrizes e Sombras – https://masmorracine.com.br/2019/09/01/masmorra-cast-72-especial-zhang-yimou-parte-3-cicatrizes-e-sombras/

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

Entes Queridos (Austrália, 2009)

Quinzenalmente, estamos aqui no Masmorra Cine, falando de filmes não-estadunidenses de uma forma que cabe no seu tempo e, de quebra, apresentando dicas culturais oriundas dos países das obras destacadas. Venha conosco. Hoje, iremos à Austrália.

 

Carvalho de Mendonça – Podcast ” O Livro da Minha Vida” – Blog Veia Dramática

 

ENTES QUERIDOS (Austrália, 2009)

The Loved Ones – Terror – 1h24min – Sean Byrne

A obra em 9 segundos

Bizarro terror australiano sobre uma garota que, após ter seu convite de ir ao baile de fim de ano rejeitado por um colega, decide criar a sua própria comemoração e obrigá-lo a participar.

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A obra em 56 segundos

Entes Queridos é um bizarro terror australiano sobre uma garota (Robin McLeavy) que, após ter seu convite de ir ao baile de fim de ano rejeitado por um colega (Xavier Samuel), decide criar a sua própria comemoração e obrigá-lo a participar. A película se inicia ao som de Lonesome Loser, canção da longeva Little River Band, que discorre sobre as angústias de um derrotado, que tem seu coração constantemente machucado e, ainda assim, continua tentando. No carro, pai e filho discutem trivialidades, e o público é convidado a embarcar em mais um conto de desencontros sentimentais adolescentes, até que um corpo ensanguentado surge no meio da estrada e altera o curso da narrativa. Os jovens escalados no elenco estão muito bem em seus papéis, com destaque para Robin McLeavy que dá vida a uma jovem assustadoramente insana. A trilha sonora de Ollie Olsen é vital para a ambientação e casa perfeitamente com a pegada setentista/oitentista exposta, que, aliás, é homenageada com o desfecho do absurdo, que conversa ao pé do ouvido com venerados clássicos do gore.

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A obra em 2 minutos e 31 segundos

Nada mais clichê no cinema do que adolescentes ansiosos pelo baile de fim de ano, que se configura com as formações dos pares, disputas entre rivais, estratégias para encarar os pais das garotas, fotos na hora da saída, álcool em excesso, drogas, armários de metal e sexo no carro. É louvável quando algum cineasta se propõe a revitalizar as velhas fórmulas e brincar com conceitos inúmeras vezes revisitados. Entes Queridos se utiliza do clima de besteirol, para criar um vigoroso terror gore, com direito a furadeiras e “canibalismo” (as aspas serão entendidas com o desenrolar da trama).

O filme de 2009, dirigido pelo australiano Sean Byrne, conta a história do garoto Brent (Xavier Samuel), que, em razão de seu namoro com Holly (Victoria Thaine), nega o convite de sua colega Lola (Robin McLeavy) para acompanhá-la ao baile de fim de ano do colégio. Ocorre que a garota rejeitada decide fazer sua própria festa e obrigar Brent a participar. Os jovens escalados no elenco executam suas funções de forma eficiente, com destaque para Robin McLeavy, que incorpora uma adolescente assustadoramente insana.

A película se inicia ao som de Lonesome Loser, canção da longeva Little River Band, que discorre sobre as angústias de um derrotado, que tem seu coração constantemente machucado e, ainda assim, continua tentando. No carro, pai e filho discutem trivialidades, e o público é convidado a embarcar em mais um conto de desencontros sentimentais adolescentes, até que um corpo ensanguentado surge no meio da estrada e altera o curso da narrativa. O luto é peça importante na construção dos personagens, especialmente Brent e sua mãe Carla (Suzi Dougherty), ao compor suas personalidades e ditar certos comportamentos, que fazem o filme andar de forma natural.

A obra expõe o drama de três famílias. Inicialmente, Brent perde o pai em um acidente de trânsito em que conduzia o veículo. A tragédia faz com que a mãe o culpe e ele sofra sérios distúrbios emocionais. Outro núcleo, formado pela rebelde Mia (Jessica McNamee) e seus pais, também enfrenta uma profunda tristeza recente, que só é revelada no último ato, quando os caminhos das três famílias se entrelaçam. O último grupo, composto pelos familiares de Lola, é o mais disfuncional possível: uma mãe em estado catatônico, um pai superprotetor, e uma filha doentia, que desfila entre a infantilidade cor de rosa e a sexualidade obscura, e cria um macabro conto de fadas em sua mente.

Lola e seu pai não possuem muito background. Sean Byrne opta, acertadamente, em criar o clima apenas com elementos de cena pontuais e a própria ação em si. Eles são criaturas forjadas e movidas pela loucura, ainda que haja uma leve aura de vingança do socialmente deslocado. A trilha sonora de Ollie Olsen é vital para a ambientação e casa perfeitamente com a pegada setentista/oitentista exposta, que, aliás, é homenageada com o desfecho do absurdo, que conversa ao pé do ouvido com venerados clássicos do gore.

Ponto forte: Competente ao remodelar o clichê de terror adolescente, convertendo-o em um agoniante gore de tortura.

Ponto fraco: Diversos furos no roteiro.

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Ficha Técnica

Direção de Sean Byrne

Roteiro de Sean Byrne

Elenco principal com Robin McLeavy, Xavier Samuel, John Brumpton, Victoria Thaine, Jessica McNamee, Richard Wilson, Suzi Dougherty, Anne Scott-Pendlebury e Andrew S. Gilbert.

Produção de Michael Boughen e Mark Lazarus

Fotografia de Simon Chapman

Edição de Andy Canny

Design de produção de Robert Webb

Figurino de Xanthe Heubel

Trilha Sonora de Ollie Olsen

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Dica cultural, diretamente da Austrália

As dicas culturais de hoje são dois excelentes faroestes recentes, que mesclam elementos clássicos do gênero com pitadas certeiras de originalidade. A primeira obra é A Proposta, dirigida por John Hillcoat, com roteiro do cantor e compositor Nick Cave, que conta no elenco com nomes como Guy Pearce, John Hurt e Emily Watson. O filme conta a história de um criminoso que, ao ser preso, recebe uma oferta do xerife: se ele conseguir encontrar e prender seu sanguinário irmão mais velho, seu irmão mais novo seria liberto da forca. Violento e árido, A Proposta brilha na exposição de personagens complexos em meio aos tiroteios. A segunda indicação é Doce País, filme dirigido por Warwick Thornton e protagonizado por Hamilton Morris e Sam Neill. Após matar um homem branco, o escravo aborígene Sam precisa fugir com sua mulher pelo deserto. Mais que um westernDoce País é um drama sobre racismo, que escancara o nojento e absurdo tratamento despendido à população negra por séculos na Austrália, e por todo o mundo.

Por hoje, é isso, companheiras e companheiros.

Até mais.

Carvalho de Mendonça

Masmorra Cast #69 Erotismo no Cinema


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O erotismo é um aspecto extremamente importante da condição humana e tema recorrente dentro do universo audiovisual. Produções nacionais e internacionais com a temática e a imagética do sexo sempre geram interesse e, muitas vezes, também acirradas polêmicas, o tema rendeu algumas das mais belas, emocionantes e controversas obras da arte cinematográfica. São filmes que, de forma ousada, não reconhecem os limites artificiais que tentam separar arte, pornografia e discurso político sobre a sexualidade.

Angélica Hellish e Marcos Noriega convidaram Douglas Fricke do Podtrash e De Sorel para debater os vários pontos de vista sobre a arte erótica e recomendar alguns filmes relevantes dentro desse tema.

Acesse: Blog do De Sorel.

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