AS AVENTURAS DA BRIGADA RIFLE

We Gon’ Roll by Dirty Dozen Brass Band on Grooveshark

Há de se guerrear, mas sem perder a ternura jamais. A Segunda Guerra de Garth Ennis foi uma aventura despirocada. Anos antes de Tarantino fritar a alta cúpula nazista em rolos de nitrato com seus bastardos, Ennis colocou os subordinados do Capitão Darcy atrás das linhas inimigas no front europeu e africano.

Imagine o cruzamento entre Os Doze Condenados e O Resgate do Soldado Ryan escrito, dirigido e estrelado pelos malucos do Monty Python. Pois é…talvez Garth Ennis, o escritor-criador dessa bagunça, conseguiu ir bem além disso. Para ele não há assunto sagrado, na verdade, lendo suas obras percebe-se quanto mais sagrado o assunto melhor será para demoli-lo centímetro por centímetro. Acho que essa é a quintessência de sua obra: desacralizar qualquer instituição, fato ou pessoa socialmente aceita e provocar o leitor aos limites e ver até onde ele aguenta ser levado. Assim, aloprar com o mais devastador conflito armado da História humana é um caminho natural. Desrespeito com os que morreram por conta do conflito? Uma homenagem bem humorada além de um memorial para que o conflito, suas causas e consequências, não sejam esquecidos pelas novas gerações? Foda-se, a caricatura tem valor por si só.

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O Extremista

Fetiche, fantasias. Sinônimos? O fetiche das fantasias. Há heroísmo sem fantasia? Os heróis de quadrinhos estão entre os maiores fetiches do século XX.

Em sua estória, Peter Milligan trata principalmente de três personagens: o casal Judy e Jack Tanner e seu vizinho Tony Murphy… ah! claro, há um quanto elemento, Patrick que desempenha a contento seu papel mefistotélico atraindo os três para o êxtase e finalmente à ruína. Os três vão vestir o traje do Extremista, e o que é o Extremista? É Poder. Poder ser e fazer o que quase ninguém, em suas vidas suburbanas, pode. Poder excita e por isso ninguém resiste (muito) a idéia de ser Extremista.

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