Teatro dos Contos de Fada – Série dos anos 80 produzida por Shelley Duvall

Aqueles que acompanharam o Teatro dos Contos de Fada, que antigamente eram exibidos pela TV cultura agora podem tê-los em sua casa para assistir sempre que quiser. Qualidade de áudio e vídeo da época.
Os Episódios são dublados em Português com duração de aproximadamente 50 minutos cada um. São exatamente os que foram exibidos pela TV cultura na Época. É de se apaixonar!

Saiba mais de cada episódio:

Youtube:

Primeira Temporada

01 “O Príncipe Sapo” exibida em 11 de setembro de 1982
Uma princesa mimada Teri Garr é forçada a manter sua promessa a um sapo falante quando este recupera sua bola de ouro do fundo de um poço. Estrelando Robin Williams, Teri Garr, Rene Auberjonois, Michael Richards e Eric Idle (que escreveu, dirigiu e narrou o episódio).

02 “Rumpelstilskin” exibida em 16 de outubro 1982
A filha de um moleiro (Shelley Duvall) é forçada a condizer com a história fantasiosa que seu pai conta sobre sua habilidade fiar ouro a partir de palha.
Estrelando Ned Beatty, Shelley Duvall, Paul Dooley e Hervé Villechaize.


Segunda Temporada

03 “Rapunzel” exibida em 5 de fevereiro de 1983
A história de uma menina (Shelley Duvall) tirada de seus pais por uma bruxa (Gena Rowlands) e isolada no alto de uma torre, a qual só é possível subir escalando-se os cabelos extraordinariamente longos da garota. Estrelando Jeff Bridges, Shelley Duvall e Gena Rowlands. Narrado por Roddy McDowell

04 “O Rouxinol” exibida em 10 de maio de 1983
Um imperador (Mick Jagger) descobre a verdadeira amizade com a humilde criada da cozinha (Barbara Hershey) e um simples passarinho, ambos de maior valor do que aparentam. Estrelando Mick Jagger, Barbara Hershey, Bud Cort, Mako e Edward James Olmos.

05 “A Bela Adormecida” exibida em 7 de julho de 1983
Um belo príncipe (Christopher Reeve) procurando por uma princesa (Bernadette Peters) encontra um lenhador (George Dzundza) que lhe conta a lendária história da Bela Adormecida. Estrelando Christopher Reeve, Bernadette Peters, Beverly D’Angelo, Carol Kane, George Dzundza, Sally Kellerman, Rene Auberjonois e Ron Rifkin.

06 “João e o Pé de Feijão” exibida em 8 de setembro de 1983
Um sonhador chamado João (Dennis Christopher) descobre um dia que seus sonhos cresceram em proporções gigantescas. Estrelando Dennis Christopher, Elliot Gould, Jean Stapleton, Katherine Helmond e Mark Blankfield.

07 “Chapeuzinho Vermelho” exibida em 10 de novembro de 1983
Uma garotinha superprotegida (Mary Steenburgen) aprende a dar valor ao conselho de seus pais sobre seguir o caminho e não falar com estranhos. Estrelando Mary Steenburgen, Malcolm McDowell e Diane Ladd.

08 “João e Maria” exibida em 5 de dezembro de 1983
Uma história sombria sobre um menino (Ricky Schroder) e sua irmã (Bridgette Andersen) que são deixados à própria sorte na floresta e encontram uma casa curiosa feita de doces. Estrelando Ricky Schroder, Bridgette Andersen, Joan Collins e Paul Dooley.

Terceira Temporada

09 “Cachinhos Dourados e os Três Ursos” exibida em 9 de janeiro de 1984
Uma garota precoce com inclinação para contar histórias (Tatum O’Neal) aprende a dizer a verdade e a respeitar a privacidade dos outros. Estrelando Tatum O’Neal, Hoyt Axton, John Lithgow, Carole King e Alex Karras.

10 “A Princesa e a Ervilha” exibida em 16 de abril de 1984
Um príncipe entediado (Tom Conti) resolve que o melhor a fazer para se animar é casar. Conforme ele percorre a lista de princesas elegíveis que sua mãe (Beatrice Straight) prepara, uma sincera moça (Liza Minnelli) aparece no castelo, alegando ser uma verdadeira princesa. Estrelando Liza Minnelli, Tom Conti e Beatrice Straight.

11 “Pinóquio” exibida em 14 de maio de 1984
Quando o solitário carpinteiro Gepetto (Carl Reiner) deseja com todas as suas forças que pudesse ter um filho de verdade, a Fada Azul (Lainie Kazan) decide conceder a ele e a um boneco de madeira (Paul Reubens) a chance de realizar esse desejo. Estrelando Paul Reubens, James Coburn, Carl Reiner, Lainie Kazan, Jim Belushi, Michael Richards e Vincent Schiavelli.

12 “A Polegarzinha” exibida em 11 de junho de 1984
A história de uma menina do tamanho de um polegar (Carrie Fisher) e de suas aventuras mundo afora. Estrelando Carrie Fisher, William Katt, Burgess Meredith e Conchata Ferrell.

13 “Branca de Neve e os Sete Anões” exibida em 16 de julho de 1984
A princesa (Elizabeth McGovern), cujo único crime é a beleza, é punida por sua madrasta malvada (Vanessa Redgrave). Estrelando Vincent Price, Vanessa Redgrave, Elizabeth McGovern e Rex Smith.

14 “A Bela e a Fera” exibida em 13 de agosto de 1984
A bela filha (Susan Sarandon) de um mercador sacrifica sua liberdade para salvar seu pai de ser castigado por uma fera amaldiçoada (Klaus Kinski). Estrelando Susan Sarandon, Klaus Kinski e Anjelica Huston.

15 “O Menino Que Saiu de Casa Para Saber o Que Era o Medo” exibida em 17 de setembro de 1984
Um menino (Peter MacNicol) que não conhece o medo parte para o mundo para tentar entender o que significa ter medo. Estrelando Peter MacNicol, Christopher Lee, Frank Zappa e David Warner; narrado por Vincent Price.

Quarta Temporada

16 “Os Três Porquinhos” exibida em 12 de fevereiro de 1985
A mãe (Doris Roberts) de três porquinhos (Billy Crystal, Fred Willard, Stephen Furst) envia seus filhos mundo afora para descobrirem a fortuna individualmente. Estrelando Billy Crystal, Jeff Goldblum, Valerie Perrine, Doris Roberts, Fred Willard e Stephen Furst.

17 “A Rainha da Neve” exibida em 11 de março de 1985
Quando um garoto (Lance Kerwin) é levado pela lendária Rainha da Neve (Lee Remick), sua melhor amiga, Gerda, (Melissa Gilbert) inicia uma perigosa jornada para resgatá-lo. Estrelando Melissa Gilbert, Lance Kerwin, Lee Remick e Lauren Hutton.

18 “O Flautista de Hamelin” exibida em 5 de abril de 1985
Contado inteiramente no poema original; a cidade de Hamelin descobre o preço que se paga por não cumprir promessas ao flautista. Estrelado e narrado por Eric Idle.

19″Cinderela” exibido em 14 de agosto de 1985
Uma jovem (Jennifer Beals) recuperando-se da morte de seu pai se vê trabalhando como criada da família de sua madrasta, mas tem a maior surpresa de sua vida quando a fada-madrinha (Jean Stapleton) aparece para ajudá-la. Estrelando Jennifer Beals, Matthew Broderick, Jean Stapleton, Eve Arden e Edie McClurg.

20 “O Gato de Botas” exibido em 9 de setembro de 1985
A jornada de um jovem (Gregory Hines) que alcança a riqueza da noite para o dia, graças a seu talentoso Gato de Botas (Ben Vereen). Estrelando Ben Vereen, Gregory Hines, Alfre Woodard e Brock Peters.

Quinta Temporada

21 “A Roupa Nova do Imperador” exibido em 5 de outubro de 1985
Um Imperador comodista (Dick Shawn) com tendências exibicionistas torna-se o alvo de dois vigaristas (Alan Arkin, Art Carney, que voltam a arrogância do Imperador contra ele mesmo. Estrelando Dick Shawn, Alan Arkin, Art Carney, Clive Revill, Georgia Brown e Barrie Ingham. Narrado por Timothy Dalton.

22 “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa” exibido em 14 de julho de 1986
Um rapaz comum chamado Aladdin (Robert Carradine) tem grandes sonhos, os quais transforma em realidade quando é abordado por um mágico marroquino (Leonard Nimoy) que lhe oferece algo irrecusável. Estrelando Robert Carradine, James Earl Jones, Leonard Nimoy e Valerie Bertinelli. Dirigido por Tim Burton.

23 “A Princesa Que Nunca Sorria” exibido em 11 de agosto de 1986
Em um reino onde qualquer tipo de banalidade é proibido, uma princesa (Ellen Barkin) que cresceu desconhecendo o riso decide que se casará com o primeiro homem (Howie Mandel) que a faça sorrir. Estrelando Ellen Barkin, Howie Mandel, Howard Hesseman, Sofia Coppola (nos créditos como Domino Coppola) e Barrie Ingham. Narrado por William Daniels.

Sexta Temporada

24 “O Dorminhoco” exibido em 23 de março de 1987
A história de um homem preguiçoso (Harry Dean Stanton) que dorme durante 20 anos. Estrelando Harry Dean Stanton, Talia Shire, Roy Dotrice, Ed Begley, Jr., Christopher Penn e Tim Conway. Dirigido por Francis Ford Coppola.

25 “A Pequena Sereia” exibido em 6 de abril de 1987
Quando uma jovem sereia (Pam Dawber) se apaixona por um jovem humano (Treat Williams), ela sacrifica tudo para poder ficar com ele. Estrelando Pam Dawber, Treat Williams, Helen Mirren, Karen Black, Brian Dennehy, Laraine Newman e Donna McKechnie.

26″As Princesas Dançarinas” exibido em 14 de novembro de 1987
Um rei (Roy Dotrice) superprotetor com as filhas descobre que os sapatos de baile de todas elas estão misteriosamente sendo usados todas as noites, e oferece ao príncipe que resolver o mistério a mão da princesa que ele escolher (Lesley Ann Warren). Estrelando Lesley Ann Warren, Peter Weller e Roy Dotrice.

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Masmorracast # 25 – Gaspar Noé…Sozinho Contra Todos é Irreversível !


GASPAR NOE


Neste Podcast Angélica Hellish, Marcos Noriega tiveram um bate papo muito interessante com Maurício Saldanha do Cabine Celular, do Mau Blogando (seu blog pessoal) e do Rapaduracast, podcast de cinema do site Cinema com Rapadura. Eles discutiram sobre a vida, sobre cinema alternativo e, principalmente, alucinaram  com os filmes do diretor polêmico Franco-argentino Gaspar Noé. A conversa rendeu tanto que o podcast teve de ser divididos em duas partes. Não percam nenhum minuto e escute agora!

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Um pouco mais sobre Gaspar Noé (1963)
Em seus filmes o cineasta aborda sexo, violência e vingança.

Ficou conhecido no Festival de Cannes (1991) com o sucesso de seu curta-metragem “Carne” (1991), que não é seu primeiro filme, sendo na verdade o curta “Tintarella Di Luna” (1985).

Após esses curtas, Noé ficou amplamente conhecido com seu longa  “Irreversível” (2002), que conta com uma cena de estupro de aproximadamente nove minutos, que chocou muitos espectadores pela veracidade e crueldade da cena.

Porém, o filme que melhor representa a crueldade filosófica de Noé é “Sozinho contra todos” (I stand alone, em inglês). Pessimismo aliado à crueldade.
O açougueiro, protagonista do filme, e que tem o início de sua história narrado no antecessor “Carne”, é um sujeito com uma lucidez seca e anti-dramática, e com uma carga tão alta de agressividade que só podemos pensar que irá explodir a qualquer momento.
O filme é quase um monólogo da filosofia do Noé recitada pela boca de seu cruel açougueiro.
Ele não poupa o espectador de pensar sobre coisas embaraçosas, como a terrível falta de conexão entre as pessoas.
“Por que, afinal, os filhos mostram amor pelos pais?”, “Pode um pai ser amante de sua filha?”, “O único sentido da vida é foder”, lamenta o açougueiro considerando-se numa fase em que a realização do sexo é cada vez mais difícil.
Estes são os pensamentos centrais desse filme indigesto e imperdível!
Enfim, curtam o que Noé propõe!
Filmografia do Autor (clique nos títulos para assistir os/as trailler/cenas)
Longas

 

Curtas

Clipes de Músicas

 

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Masmorracast Especial Dia dos Namorados

Neste Podcast Angélica HellishMarcos Noriega tiveram um bate papo bem legal com Vana Medeiros do Spin-Off Blog e Podcast de Séries e Ock Tock do Podcast Máquina do Tempo e Tockaí falaram sobre amor,relacionamento e déram umas dicas de filmes pra assistir juntinho, porque ninguém é de ferro.

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Alguns filmes citados nesse podcast:
(Clique no nome para ver o trailer)


Last Chance Harvey – 2008(Tinha que ser você)
The Story of Us – 1999 (A História de Nós Dois)
White Palace – 1990 (Loucos de Paixão)
Tootsie – 1982 (Tootsie)
Hitch – 2005 (Hitch – Conselheiro Amoroso)
Before Sunrise – 1999 (Antes do Amanhecer)
Before Sunset – 2004 ( Antes do Pôr do Sol)
Closer – 2004 (Closer-Perto Demais)
The English Patient – 1996 (O Paciente Inglês)
Carne Trémula – 1997 (Carne Trêmula)
The Unbearable Lightness of Being – 1988 (A Insustentável Leveza do Ser)
The End of the Affair – 1999 (Fim de Caso)
My Blueberry Nights – 2007 ( Um Beijo Roubado)
Secretary – 2002 (Secretária)
Up In The Air – 2010 (Amor Sem Escalas)
Mostly Martha – 2001 (Bela Martha)

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Viva Pagu – Celebra 100 anos de vida

Poeta, romancista, crítica, cronista, ilustradora, autora teatral e mais do que isso: Patrícia Galvão foi acima de tudo revolucionária.
Numa época em que as mulheres andavam de cabeça baixa nas ruas, com 17 anos, pintada, de saia curta, blusa transparente, cabelos despenteados, cigarro na boca e andar despreocupado, Pagu erguia o olhar e soltava palavrões aos estudantes, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, que a provocavam. Aos 18 anos, freqüentava o ambiente contestatório do movimento antropofágico, comandado por Oswald de Andrade.
Estreou na Revista de Antropofagia, em sua fase mais radical, a nº 2, em meio a pessoas como Raul Bopp, Oswaldo Costa, Geraldo Ferraz e Fernando Medeiros de Almeida. Aos 20 anos, viajou a Buenos Aires, Argentina, onde encontrou o líder comunista Luís Carlos Prestes e conheceu Jorge Luís Borges. De volta ao Brasil (1931), filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e passou a redigir a seção “A Mulher do Povo”, no jornal O Homem do Povo, que editou com Oswald de Andrade. Nos textos, criticava o feminismo proposto pela burguesia. Como militante do PCB, depois de erguer do chão um cadáver de um estivador negro morto pela polícia durante a greve dos estivadores em Santos, foi levada à cadeia (1931) acusada de promover agitações. Esta foi a primeira vez na História do Brasil que uma mulher foi presa por motivos políticos.

Em liberdade, prosseguiu sua militância. Trabalhou como lanterninha num cinema; protegeu os oradores nos comícios e reuniões do partido; lançou o romance proletário Parque Industrial (1933), sob o pseudônimo de Mara Lobo; e saiu em viagem pelo mundo, enviando correspondências para o Diário de Notícias e Correio da Manhã. Em Paris, conviveu com os surrealistas Aragon, André Breton, Paul Eluard, Benjamin Péret e René Crevel e freqüentou a Université Populaire, tendo cursos com Marcel Prénalt, Politzer e Paul Nizan.
Após ser ameaçada de deportação por ter militado no PC francês com identidade falsa, em 1935 retornou ao Brasil e à cadeia. Em liberdade, rompeu definitivamente com o partido, voltou a trabalhar como jornalista, escrevendo na revista Vanguarda e Socialismo e no Diário de São Paulo, e lançou seu segundo livro, A Famosa Revista. Dedicou os últimos anos de sua vida ao teatro.

Essa foi Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), diva do movimento modernista brasileiro cujo centenário de nascimento é comemorado hoje.

Algumas curiosidades:
* O apelido Pagu surgiu de um erro do poeta modernista Raul Bopp, autor de Cobra Norato. Bopp inventou este apelido, ao dedicar-lhe um poema, porque imaginou que seu nome fosse Patrícia Goulart e por isso fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome.

* Em viagem à China, Pagu obteve as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.

* Em 2004, a memória de Pagu foi salva pela catadora de rua Selma Morgana Sarti, em Santos. A catadora encontrou jogados no lixo fotos e documentos originais da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Entre os achados, estava uma foto de Pagu, com dedicatória para Geraldo.
(Fontes:NetSaber/UniSanta/Wikipedia)

Curta metragem sobre Pagu:

Pagu,Livre na Imaginação,no Espaço e no Tempo – Direção da Professora, pesquisadora e doutora, Lúcia Maria Teixeira Furlani é uma das maiores estudiosas de Patrícia Galvão no Brasil.

Jesus Trash Movies – Esses entram na minha casa…entram na minha vida (argh!hahaha)

 

Na minha eterna procura por cinema underground,achei um blog muito legal com o (interessante e poético) nome de Escrito em Luz com postagens de filmes fóra do circuito comercial que vale muito a pena visitar e explorar com carinho.

Me deparei com esses filmes sobre Jesus:Jesus-Vampire Hunter(Canadá,2001-Dir. Lee Gordon Demarbre)eUltrachrist-USA,2003-Dir. Kerry Douglas Dye) bem engraçados(pra quem não é fundamentalista-fanático-religioso)que pros bem humorados vão valer boas risadas!

Visitem lá comentem, e agradeçam ao Lord Vader,que pelo visto é tão garimpeiro quanto eu.
Abrax!

Nó na Garganta:Neil Jordan em um dos seus trabalhos mais perturbadores e desconcertantes!



“A coisa ruim de fugir de casa é não poder levar sua mãe com você”, diz Francie Brady, já adulto, lembrando de quando era menino “uns 20, 30 ou 40 anos atrás”. Francie é o personagem central de Nó na Garganta (The Butcher Boy, Irlanda/Inglaterra/EUA, 1997), de Neil Jordan, um filme muito especial que nos apresenta um retrato completo e desconcertante de uma criança cuja personalidade está em constante (de) formação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Imaginem uma mistura de Os Incompreendidos, de Truffaut, com Laranja Mecânica, de Kubrick, referências para este filme que deverá atingir em cheio aqueles que têm um gosto pelo incomum.


Comparações com esses dois marcos são freqüentes entre críticos, pois o filme de Jordan equilibra-se numa linha fina que separa a poesia/inocência da violência/delinqüência. Esta idéia é muito bem expressa pelas duas imagens que ajudaram a vender o filme, nos EUA e Inglaterra. A primeira, mostra uma figurinha correndo com uma bomba de pavio no lugar da cabeça. A segunda, um menino com uma cabeça de porco, uma faca na mão e o dedo duro, irado, apontando para frente.
Pelo que está na tela, é evidente que Jordan trabalhou com paixão sobre o livro The Butcher Boy (algo como O Menino Açougueiro), de Patrick McCabe, que co-roteirizou o filme com o próprio Jordan. Os 112 minutos de projeção são integralmente dedicados a Francie (Eamonn Owens), 12 anos, que narra sua própria história num off adulto (Stephen Rea), com humor e sarcasmo cortantes. Aproveitem, porque é uma chance rara de ver um personagem 3D, de carne e osso.

Ambientado na Irlanda dos anos 60, Nó Na Garganta define as interferências que chegam a Francie, sejam elas próximas, ou distantes, com poesia e surrealismo. No mundo externo, a crise dos mísseis cubanos anuncia o apocalipse nuclear, idéia transmitida pela TV preto e branco dos Brady, onde a imagem de um cogumelo atômico já parece corriqueira. Não que ninguém perceba, pois o pai de Francie (novamente Rea) é um músico alcoólatra (“o maior beberrão da cidade”) e sua mãe (Aisling O´Sullivan), quando não cozinha compulsivamente, está pensando em se matar, com a ajuda de corda e cadeira.

É mais ou menos nessa época que ele começa a ver e conversar com Nossa Senhora, aparição bela e atrevida de Sinead O´Connor, pop star que há alguns anos rasgou a foto do Papa na TV! Os diálogos de Francie com a Virgem Santíssima são chulos e muito típicos dos irlandeses (“A Sra. ainda fala com gente da minha laia?”). Deixam transparecer as preocupações de Francie com o mundo (especialmente em relação à amizade com Joe) e com ele próprio, que retoma as hostilidades contra a Sra. Nugent rumo à total demência e crueldade.

O filme, no entanto, nos apresenta Francie com enorme inteligência e naturalidade, nos alimentando peças de um quebra-cabeças que nos fará entendê-lo. Essas peças vão desde a abertura, inspirada em gibis ao som de Mack The Knife, à perturbadora busca de Francie por identidade e um mundo mais feliz, mesmo que esta identidade e paz de espírito existam apenas numa fotografia antiga (como os replicantes, em Blade Runner), tirada num hotel, ou no desejo de ignorar a existência de um cadáver, na sala de estar. Ironicamente, Frank Sinatra canta Where Are You (Onde Está Você), na trilha.

Tudo isso, claro, sob o comando de Neil Jordan, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim 98, com esse filme.

Um fator impressionante nesse filme é a atuação do garoto Eamonn Owens. Seguro de si, dono do nariz e ácido como o povo daquelas ilhas geralmente são, ele parece uma versão mirim de Alex (Malcolm McDowell), de Laranja Mecânica, embora também seja capaz de mostrar a intensidade de Jean Pierre Leaud, em Os Incompreendidos. É uma atuação rara, que vai de A a Z, sem falar que Francie é uma criança aterrorizante, mesmo não estando num filme de horror.
Filmografia de Neil Jordan:
Ondine (2009)
Valente (2007)
Café da Manhã em Plutão (2005)
Lance de Sorte (2002)
Eu não (2000)- Curta – Sem trailer disponível
Fim de Caso (1999)
Premonição, A (1999)
Nó na Garganta (1997)
Michael Collins – O Preço da Liberdade (1996)
Entrevista com o Vampiro (1994)
Traídos Pelo Desejo (1992)
À Procura do Destino (1991)
Não Somos Anjos (1989)
Malucos e Libertinos (1988)
Mona Lisa (1986)
Companhia dos Lobos, A (1984)
Angel – O Anjo da Vingança (1982)- Sem trailer disponível

Masmorracast # 24 – Comédias…Sempre!

 

Neste podcast Angélica HellishMarcos NoriegaEduardo Cosso do Destino Poltrona e um dos podcasters mais famosos da podosfera, Eduardo Sales do podcast Papo de Gordo, conversaram sobre esse gênero cinematográfico muito apreciado, revisitaram grandes comédias dos anos 80 e 90 e o mais importante: deram muita risada.

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Clique nos nomes e vejam alguns trailers de filmes nesse podcast:
Jovem Frankeinstein,Monty Phyton-O Cálice Sagrado,O Sentido da Vida,A Vida de Brian,Bruno,Kung Fusão,Pork’s,Picardias Estudantis,Elvira,A Rainha das Trevas,Clube dos Pervertidos,Pink Flamingos,Série Pantera Cor de Rosa,Os Picaretas,Harry & Sally,Feitos um para o outro.,A Regra do Jogo,Todo Mundo Quase Morto,Chumbo Grosso,Primavera para Hitler,O Cangaceiro Trapalhão,Uma Noite Alucinante 3,Black Dinamite,Tampopo-Os Brutos Também Comem Espaguette,Mandando Bala,Big Man Japan,El Dia de La Bestia,O Crime Ferpeito,20 Centímetros


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Um pouco sobre a história do gênero comédia no cinema:
O filme cômico, que se caracteriza pela inclusão de gags, pilhérias ou brincadeiras, tanto visuais como verbais, começou sua existência praticamente no início desta arte. L’arroseur arrosé (O Regador Regado), de 1896, filme francês dos irmãos Lumière, é considerada a primeira comédia da história do cinema. Desde o começo, criaram-se filmes em que se mostravam imagens que alegravam ou faziam rir o espectador, ainda que fosse sem o acompanhamento do som. Nestas comédias, quase em sua totalidade americanas, utilizavam-se das perseguições, dos golpes, das quedas, das surpresas dos personagens, para conseguir a hilaridade do público. Era um cinema cheio de golpes com tortas, choques de automóveis, velozes perseguições policiais e inúmeras situações mais ou menos insólitas. Observam-se ali os protótipos do que sería o cinema de comédia.

A comédia muda teve origem no vaudeville, no café concerto, no music-hall e no circo. Os fatores externos, e não propriamente a personagem, eram os desencadeadores das situações inusitadas e sem sentido, dando graça aos instantes, sem qualquer preocupação, na época, com a continuidade narrativa.
Foi nos EUA, porém, que a comédia muda alcançou seu campo mais produtivo, haja vista o país estar passando, então, por um período de mudanças, pós-guerra civil, a caminho da democracia. As comédias abordavam temas rapidamente absorvidos pelo público, tais como a crítica às instituições convencionais: casamento, escola, ordem pública, numa forma de “criticar a si mesmos”. As comédias mostravam, portanto, roubos grotescos, flertes com a mulher do amigo, mentiras, marcando o surgimento do gênero nonsense.

Em 1909, Mack Sennett entra para a Biograph, companhia de David Griffith, atuando, no ano seguinte, em The Curtain Pole, inaugurando o slapstick (Pastelão) no cinema americano.
Em 1912, Sennett funda a Keystone, passando a produzir suas próprias comédias, criando sua marca registrada: as Bathing Beautes (em desconcertantes trajes de banho), que saltitavam em torno dos Keystone Copes (grupo de policiais). Criava-se, assim, o caos social no cinema.

Com o surgimento de Charles Chaplin, há uma grande mudança no cinema cômico. Inicialmente seu personagem ainda tinha a brutalidade dos personagens da Keystone, mas já com a sensibilidade proveniente da cultura inglesa, com um refinamento interpretativo que aos poucos vai se delineando até compor o personagem eternizado do vagabundo. O primeiro filme de Chaplin, para a Keystone, foi Making a Living (“Carlitos Repórter”), em 1914, mostrava-o com cartola, sobrecasaca e monóculo, numa cena mais lírica, beijando gentilmente a mão da atriz Virgínia Kirtley, mas ainda havia as cenas de perseguição, típicas da Keystone. Apenas em 1915, com os dois filmes feitos para a Cia. Essanay, The Tramp (“O Vagabundo”), e The Bank (“O Banco”/ “Ordenança de Banco”), Chaplin consegue delinear seu personagem. A triste alegria cômica seria marcante na arte de Chaplin, culminando em 3 grandes filmes: The Kid (“O Garoto”), de 1920, The Gold Rush (“Em Busca do Ouro”), de 1925, e City Lights (“Luzes da Cidade”), de 1931.

Surgem posteriormente 3 grandes cômicos do cinema mudo: Buster Keaton, Harold Lloyd e Harry Langdon.

Langdon retira de Chaplin a maneira de se vestir, mas apresenta maior suavidade na tela. Sob a direção de Frank Capra, produz seus próprios filmes: Tramp, Tramp, Tramp (1927), The Strong Man (“Um Homem Forte”) (1926), e Long Pants (“O Pinto Calçudo”) (1927).

Harold Lloyd era impulsivo, nervoso e arguto, compôs o personagem com ar inocente, óculos de aro de tartaruga, atraído pelo perigo. Não aceitava doublê para as cenas de perigo. Alguns exemplos são Safety Last (“O Homem Mosca”), de 1923, onde mostra sua habilidade em construir gags e o seu amor pelo perigo, e The Fresh Man (“O Calouro”), de 1925.

Buster Keaton, por sua vez, tinha o ar impassível e movimentos delicados. Estreou no cinema em 1916, fazendo pequenas comédias com Roscoe “Fatty” Arbuckle (“Chico Bóia”), e em 1920 começou a produzir seus próprios filmes. Entre seus filmes mais conhecidos estão Sherlock Jr (“Bancando o Águia”), de 1924, The Navigator (“Marinheiro por Descuido”), de 1924, e The General (“O General”), de 1926, quando utiliza a mecanização como forma de expressão.

Com o surgimento do som, poucos foram os cômicos do cinema mudo que sobreviveram. Chaplin tentou se adaptar com The Great Dictator (“O Grande Ditador”), em 1940, seu primeiro filme sonoro, mas após tal filme sua receptividade já não foi a mesma. Somente Stan Laurel e Oliver Hardy, em parceria desde 1927, ultrapassarm com sucesso a barreira do som.

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